
O Botafogo empatou em 1 a 1 com o Náutico, agora a pouco, no Engenhão e dependendo dos resultados do final da rodada, poderá sair do
G4, além de ver os principais adversários se distanciarem.
Aliás, o jogo foi praticamente a repetição do domingo passado, diante do Vasco: Ataque contra defesa, vários gols perdidos, soberba alvinegra ao não querer liquidar a fatura e um gol sofrido de cabeça, no final da partida.
Pensando bem, houve duas diferenças nesta noite:
1- O Náutico ainda teve um atleta expulso, só facilitando o trabalho do GLORIOSO;
2- Se o Ney Franco não teve culpa no clássico, hoje ele foi determinante para o resultado do jogo, afinal, suas duas primeiras mudanças mataram o lado direito do Botafogo.
Não questiono a entrada do Zárate. Pelo contrário, era público que o argentino finalmente jogaria pelo Botafogo. Mas tirar o Túlio, que era um dos melhores jogadores em campo, foi um erro gritante. O Thiaguinho, ídem. Ney Franco que me perdoe, mas a perda destes dois pontos (que nos farão muita falta) deve ser dividida igualmente entre os atletas e treinador.
Já que toquei no nome do Zárate, não serei oportunista e crítico dos maus momentos. A estréia não foi a esperada, mas vários fatores devem ser analisados e eu ainda acho que o Botafogo terá alegrias com o atacante.
Sei que é difícil, mas nesta hora precisamos esquecer o empate (da forma como foi) e lembrar que desde o seu anúncio, todo mundo disse que o Zárate não é habilidoso. Realmente ele comprovou e o seu primeiro toque na bola foi uma chance de gol. Pena que caiu na perna errada e eu quero acreditar que ele estava frio e nervoso (normal) pela estréia.
Nada de tacar pedras no hermano, pois o grupo todo teve culpa neste empate com sabor de derrota.
O mesmo time que goleou o Atlético MG entrou no campo, diante do Náutico extremamente defensivo e na zona do rebaixamento.
Todos nós comprovamos o que falávamos durante a semana: Os caras irão ao Rio para se defender. E não foi diferente...
O Botafogo jogava do meio de campo para frente, sem ter trabalhos na defesa. Os dois volantes e laterais atacavam praticamente ao mesmo tempo, com o Jorge Henrique aberto na direita e o Gil pela esquerda. A dificuldade era a falta de um homem fixo na área, que permitisse troca de passes. Exatamente como o Wellington Paulista tem costume de fazer...
Carlos Alberto e Lúcio Flávio até que distribuiam bem as jogadas, que eram levantadas na área para os pequenos atacantes alvinegros. Algumas levavam perigo, mas a maioria terminava nos pés e cabeças pernambucanos.
Na primeira vez que o Jorge Henrique foi pro meio, achou o Thiaguinho livre. Cara a cara com o goleiro Eduardo, o lateral botafoguense chutou para fora. Ele perderia uma outra oportunidade minutos depois, para desespero dos 23 mil torcedores que fizeram uma linda festa no Engenhão.
Faltava calma no último toque, pois chegávamos tranquilos na entrada da área do Náutico. Depois de uma cobrança de escanteio, Túlio mostrou porque o Botafogo tem a melhor dupla de volantes do Brasil: Enfiou uma bola maravilhosa para o Lúcio Flávio, que levantou a cabeça e serviu - de primeira - o Carlos Alberto.
Bola na rede! Botafogo - no
G2 - 1 a 0.
Ontem eu encontrei com o Toninho aqiu na rua e falei: "
Cara, 1 a 0 será goleada".
E se estava de bom tamanho, por pouco não fica melhor. Aliás, melhor não. Muitíssimo melhor! O capitão Lúcio Flávio realizou a jogada mais linda do Brasileirão e por um castigo do destino, não colocou a primeira placa do Engenhão. Uma pena! Acho que nunca senti tanto a perda de um gol. Ainda mais do Lúcio Flávio, que eu vivo pegando no pé pela falta - justamente - de lances desse tipo. Ele só provou que é capaz! Mesmo assim, uma pena!
Era final de primeiro tempo e o Botafogo quase foi castigado pelo relaxamento quando o atacante pernambucano ficou sozinho contra o Castillo. Por sorte o Túlio surgiu do nada e enfiou o pé salvador.
Vocês repararam? O Túlio participou ativamente do gol alvinegro e salvou o empate do Náutico...
Apesar do placar magro, o time estava bem em campo e ninguém acreditaria que o panorama da partida mudasse no segundo tempo. Nem mesmo com a entrada de outro atacante no adversário.
Ney Franco voltou - corretamente - com a mesma formação.
Realmente o desenho do jogo não alterou: Era o Botafogo no ataque e o Náutico na defesa, apesar de tentando sair um pouco mais no ataque. Eles aproveitavam os avanços alvinegros e chegaram a criar duas bolas perigosas que foram afastadas pelo Diguinho e Castillo.
Aí que começou o festival de erros generalizado por parte do Ney Franco...
Quando o Náutico teve um atleta expulso, o técnico botafoguense deveria fazer uma escolha: Aumentar o placar ou administrar os minutos restantes?
Eu acho que daria para atacar e administrar ao mesmo tempo, mas o Ney Franco pecou ao jogar o time todo para frente, acreditando que o adversário estava morto. Ele tirou os dois jogadores que criavam todas as nossas jogadas (junto com o Carlos Alberto e Jorge Henrique) pelo lado direito: Túlio e Thiaguinho estavam bem na defesa e no ataque.
Com a saída do Túlio (principalmente), o Diguinho sentiu a falta do companheiro de proteção, já que o Botafogo atuava com quase seis na frente, além do Alessandro retornar de um longo período de inatividade.
O time caiu de rendimento. As bolas eram tocadas de lado, esperando o apito do péssimo (para não dizer coisas piores) árbitro. Tudo bem, não recrimino isso, afinal, eu mesmo disse que 1 a 0 seria goleada. Mas acontece que a marcação afroxou (a essa altura o Zé Carlos tinha entrado, para variar, cansado) no meio e depois de uma furada bisonha do André Luis, o atacante pernambucano entrou na área alvinegra, driblou o Castillo e tocou...
...Diguinho apareceu de carrinho, salvando o empate do Náutico! O jogador vibrou muito e o torcedor respirou aliviado, temendo o repeteco do jogo contra o Vasco. Até porque o relógico marcava quase 40 minutos do segundo tempo. Como no domingo passado, só cinco minutinhos separavam o GLORIOSO da posição G2.
Na cobrança de escanteio, gol do Náutico!
Só para lembrar, tivemos inúmeras oportunidades de escanteios, faltas e afins (todas cobradas pelo Lúcio Flávio). Nenhuma ofereceu perigo ao goleiro adversário. Em uma rara bola parada no ataque o Náutico fez o que não fizemos em muitas.
Vocês também lembraram do Vasco? Pois é...
Aí virou desespero! Torcida impaciente, jogadores nervosos e os pernambucanos (capitaneados pelo bandido do Ruy) ganhando o tempo que queriam.
O juiz apitou e o Botafogo perdeu dois pontos preciosos para um time na zona do rebaixamento, jogando em casa e com um jogador a mais. Como classificar o resultado com qualquer outra palavra que não seja "
imperdoável"?
Dos nove pontos jogados no Rio, apenas cinco conquistados. Sendo que perdemos quatro diante de dois adversários fracos e que não fizeram nada além de se defender. Aliás, fizeram sim: Fizeram gols e lances isolados, enquanto nós enfeitávamos na frente sem chutar as bolas. Quem não faz, leva! O castigo foi repetido e de novo, repito: Justo!
Agora, para quem saiu do Maracanã dizendo que o time aprenderia com o erro contra o Vasco, como o atleta botafoguense explicará a partida de hoje? E o Ney Franco? O que falar depois de "
matar" o setor direito do time, substituindo errado?
O próximo jogo? Só o Coritiba no Couto Pereira. Dificíl e contra um candidato direto à Libertadores.
Sim, amigos. Depois destes dois últimos empates (considero derrotas), eu sinto informar que não acredito mais na conquista do título. A menos que todos os resultados de amanhã nos ajudem. Mas mesmo assim, a parte mais tranquila da tabela passou e agora será bem mais complicado.
Não podemos deixar a imprensa encher nossas cabeças de "
merdas" nesta semana. Vamos nos manter distantes, pois demos oportunidades e motivos para eles tentarem derrubar - de vez - o GLORIOSO.
O problema é que a torcida volta (com razão) a desconfiar de até onde este grupo pode chegar.
Claro que ainda estamos invictos e no páreo, mas estes são momentos importantes e que não estamos sabendo tirar proveito. Pela segunda vez seguida deixamos o
G2 escapar das nossas mãos. Como é possível que saiamos do
G4 amanhã, pode ser que o time entre com mais gana no próximo sábado no Paraná.
É o que esperamos, o Botafogo está entregando outro campeonato de graça para os adversários.
Por culpa e incompetência do próprio Botafogo!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!NOTAS: BOTAFOGO 1 X 1 NÁUTICO1- Castillo: Sem culpa no gol. No mais, sem maiores trabalhos - 7,0
2- Thiaguinho: Fazia boa partida quando foi substituído. Perdemos velocidade e ataque - 7,0
3- Renato Silva: Não comprometeu - 6,5
4- André Luis: A única falha permitiu o ataque que resultou o gol de empate. Infelizmente, falha decisiva (contra o Botafogo) - 6,0
5- Túlio: Era um dos melhores em campo, auxiliando o Diguinho e apoiando pelos dois lados. O Ney Franco precisa explicar a sua saída. Pelo menos para mim... - 7,5
6- Triguinho: Hoje atuou ofensivamente, mas é impressionante como erra cruzamentos - 6,5
7- Jorge Henrique: A camisa comemorativa não inspirou o jogador - 6,5
8- Diguinho: Uma pena que o carrinho que nos livrou do empate não tenha sido a bola do jogo. Correu o tempo todo. Sentiu a ausência do Túlio - 7,5
9- Gil: Ainda não foi uma super-partida. De qualquer forma, a melhor desde que chegou no GLORIOSO. Está com azar, pois duas bolas tinham o caminho certo - 7,0
10- Lúcio Flávio: Outra boa partida, se apresentando para as jogadas. Quase marcou o gol mais bonito do campeonato (e do Engenhão) - 7,5
11- Carlos Alberto: Para variar, quem mais briga e chama a responsabilidade do time. Premiado com o gol, porém, sente falta do Wellington Paulista, que geralmente não o deixa tão isolado - 7,5
12- Zé Carlos: Já entrou cansado - 5,5
13- Alessandro: Não era para ter entrado hoje. Apesar disso, não comprometeu - 6,0
14- Zárate: Mostrou que realmente não tem intimidade com a bola. De qualquer forma, senti que tem presença de área (apesar dos quilinhos a mais) e ao menos pede bola, não se escondendo. O gol perdido tem que ser analisado, conforme comentei no texto - 5,5
Ney Franco: Em minha opinião, o culpado maior pelo resultado. Péssimas substituições que pioraram sensivelmente o time - 5,0