Quarta vitória seguida do Botafogo no campeonato carioca.
Desta vez, 3 a 1 (Renato Cajá e Loco Abreu 2) no Olaria, em uma tarde absurdamente quente no Rio de Janeiro.
Obviamente que o calor desumano prejudica o espetáculo, mas para variar, o GLORIOSO não apresentou nada diferente do que estamos cansados de assistir nos últimos 12 meses. Ou seja, um futebol fraco, cheio de chutões, etc...etc...etc...
Ainda bem que a vitória de hoje começou de uma maneira rara: Com o gol do Cajá marcado aos 13 segundos.
A partir de então, nada mais foi criado no lado botafoguense.
Tirando os dois espectadores de dentro do campo (Loco Abreu e Herrera) e os oito outros jogadores perdidos que eram envolvidos pelo Olaria, o único atleta alvinegro que trabalhou com maestria na primeira etapa foi o goleiro Jefferson.
Para variar, salvando o Botafogo...
...mesmo diante dos adversários medíocres.
Justíssima a saída para o intervalo sob vaias dos pouco mais de 5 mil corajosos que encararam o sol infernal do Engenhão.
Como eu falei, o nosso goleiro foi o único destaque da primeira etapa. O resto foi literalmente resto. É claro que sempre há aqueles que conseguem se destacar até negativamente, né? Não era o caso do Lucas, que mesmo sem jogar bem, não estava pior do que o Somália, Bruno Tiago, Márcio Rosário, Antônio Carlos ou João Filipe.
E na volta do vestiário, o que o Joel Santana faz?
Tira justamente o Lucas para a entrada do Caio, que no início do ano disse que gostaria de ajudar no meio de campo ou ataque sem tanta responsabilidade de marcação (como foi obrigado pelo treinador em 2010).
Bastaram cinco minutos do segundo tempo e o Jefferson foi obrigado a operar um verdadeiro milagre e salvar o Botafogo de levar o empate.
A essa altura, o Olaria já era - novamente - muito melhor em campo.
Então o Joel foi obrigado a consertar o seu erro do intervalo. Colocou o Alessandro (lateral de ofício, após ter tirado o Lucas no intervalo) e sacou o péssimo Márcio Rosário.
No seu segundo toque na bola, o "presidente" repetiu o ótimo lançamento do jogo passado e encontrou o Loco Abreu no ataque. O atacante correu, correu, correu e...
...clássico!
Botafogo 2 a 0.
Nem deu para comemorar.
Em seguida o Olaria diminuiu e a tensão voltou.
O GLORIOSO continuava mal armado, treinado, posicionado, etc...
Em um raro lance, o Renato Cajá também acertou uma beleza de lançamento para o Loco. Outra vez, caixa! 3 a 1.
Daí até o final, nada mais aconteceu.
Ainda tivemos outras oportunidades desperdiçadas, mais porque o Olaria se entregou de vez do que por nossos próprios méritos.
Enfim, mais uma vez valeu pela vitória. Mais ainda não chegou o dia da apresentação de um bom futebol que a torcida botafoguense espera do seu time.
Quem sabe contra o Bangu?
Difícil?
Enquanto o treinador insistir no erro (que cada vez fica mais evidente), diria que sim, mas como sonhar não custa nada...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
Notas: Botafogo 3 x 1 Olaria
1- Jefferson: O santo botafoguense. Salvador da pátria - 7,5
2- Lucas: Errou alguns passes e não apoiou como nas outras partidas - 5,0
3- Antônio Carlos: Seu pior jogo em 2011 - 5,0
4- Márcio Rosário: Não pode ser titular de um clube como o Botafogo - 4,5
5- João Filipe: Insisto: Até o momento não passa de uma mistura de Renato Silva com os piores momentos do Lúcio - 5,0
6- Somália: É limitado e se acha craque. O pior em campo - 4,0
7- Bruno Tiago: Como venho dizendo sempre: Jogador sem função. Também não tem bola para Botafogo - 5,0
8- Marcelo Matos: Aos poucos vai recuperando a sua melhor forma. Bons desarmes e quem mais acerta passe no meio de campo - 6,0
9- Loco Abreu: Primeiro tempo apagado e dois gols no segundo. Está de ótimo tamanho - 7,0
10- Renato Cajá: Ainda falta regularidade, mas o pouco dele é muito melhor do que o Lúcio Flávio - 5,5
11- Herrera: Continua atrás da forma física e técnica. Enquanto isso, mais briga com a bola do que qualquer outra coisa - 4,5
12- Caio: Desta vez entrou sem tanta liberdade ofensiva. Rende mais quando fica liberado (e o Joel sabe disso) - 5,0
13- Araruama: Não acrescentou nada que mereça destaque - 5,0
14- Alessandro: Justiça seja feita, bom segundo tempo. Começou a mil por hora, diminuiu o ritmo, mas terminou com um belo lançamento - 6,5
Joel Santana: O que mais falar de um treinador que começa sempre errado e não tem tanta coerência nas mexidas? Outra vez vencemos sem convencer...e levando sufoco de time pequeno - 4,5