...porque a Taça Guanabara já era.
O Botafogo perdeu a chance de chegar à final e brigar pelo tricampeonato do primeiro turno do campeonato carioca, após o empate de 1 a 1 (Loco Abreu) com o Flamengo no tempo regulamentar e derrota nos pênaltis (1 x 3).
A tendência no segundo turno é ficar mais difícil, pois o Vasco certamente virá mais forte, além do Unimed FC também estar disposto a apagar o vexame de ontem. Ou seja, o Botafogo vai ter que jogar muito mais bola do que na Taça Guanabara.
É possível?
Eu sempre disse que temos um elenco de regular para bom. Agora, é pessimamente treinado e assim se torna apenas medíocre e dependente da superação na base da raça e entrega, pois jogadas ensaiadas, variações, deslocamentos e afins são situações raras de serem vistas no Botafogo.
Tudo se complica mais quando o time abre mão de 45 minutos de quase todas as partidas. Acho que a única vez que isso não aconteceu em 2011, foi justamente na boa vitória sobre o eterno time da série C, onde - que fique bem claro - vencemos porque jogamos no limite da vontade (sem tanta influência do "dedo do treinador").
Diante do Flamengo nesta tarde, não. Foi o de sempre: O primeiro tempo inteiro dedicado à marcação do adversário, investindo nos chutões e torcendo para que uma bola sobrasse e batesse em pés de jogadores botafoguenses.
Tanto é verdade, que tirando uma cabeçada do Márcio Rosário e um voleio do Márcio Azevedo, nada fizemos durante 45 minutos.
Aliás, fizemos sim: Marcamos o Flamengo, que mesmo assim, ainda teve duas ou três boas oportunidades que pararam nas milagrosas mãos do Jefferson.
O pior é que quando o Joel "inovou" ao começar o jogo com apenas dois zagueiros, eu pensei que o time fosse encarar o rival de igual para igual. Mas não, dos três volantes em campo, dois tinham tarefas definidas: Apenas marcar o Thiago Neves e Ronaldinho. E aí sobrou um, certo? Ok, mas convenhamos que é raro encontrarmos um volante que saiba sair para o jogo no futebol brasileiro, né?
Resultado: Um meio de campo morto, onde apenas o pobre do Arévalo corria para todos os lados. De resto, chutões para um improdutivo Herrera e um isolado Loco Abreu.
Novidade na formação tática, mas não na maneira de atuar.
Ah, esqueci: Ainda assim, levamos um gol e descemos para o vestiário em desvantagem no placar.
Na volta, o que acontece?
Sim, amigos. A Lenda resolve disputar a semifinal, colocando o Everton no lugar do Márcio Azevedo.
Bom, eu sinceramente não faria isso. Tiraria o Somália, pois o Márcio até pode não ter jogado muito bem no primeiro tempo, mas foi um dos mais participativos. Enquanto o volante, além de estar perdido em campo, pouco ajudava.
Mas tudo bem. O Botafogo melhorou sensivelmente. Isso porque bastou jogar bola e não temer o Flamengo (exatamente como a torcida está cansada de tanto pedir). E com menos de 10 minutos, uma bola sobrou para o Loco, bola na rede e uma "não comemoração" que foram os segundos mais demorados e angustiantes para que acompanhou a partida pela televisão...
Gritei: "O fdp anulou?".
Graças a Deus, não. Foi marra do Loco mesmo.
1 a 1 e o Botafogo muito melhor em campo.
E continuou assim até os 15 minutos da segunda etapa, mas infelizmente não tivemos competência para aproveitar outras chances. Aí o Luxemburgo acordou e mexeu bem na sua equipe, matando de vez o Joel Santana, que nada mais saberia fazer.
Para variar, demorou bastante para colocar o Caio. Nessa hora o jogo já estava completamente aberto e as equipes mesclavam nervosismo, últimos esforços e cautela, afinal, melhor do que arriscar tanto, seria decidir na "sorte dos pênaltis".
Foi o que aconteceu.
E aí, bom...
...sabemos o final...
Everton, Somália e Renato bateram muito mal e "consagraram" o goleiro adversário.
Mas eu gostaria de deixar bem claro que independente das penalidades mal cobradas, novamente vi um culpado maior pela eliminação botafoguense.
Não é mistério e tenho certeza absoluta de que vocês sabem de quem estou falando...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
Notas: Botafogo 1 (1) x 1 (3) Flamengo
1- Jefferson: Sem culpa no gol, ainda nos salvou da derrota no tempo regulamentar - 7,5
2- Alessandro: Bom passe para o gol do Loco. Fora isso, um festival de cruzamentos errados e espaço na lateral direita (novidade?) - 5,0
3- Antônio Carlos: Boa partida, ganhando a maioria das jogadas - 6,0
4- Márcio Rosário: Jogou firme e sem brincadeiras - 6,0
5- Rodrigo Mancha: Cumpriu bem a função que lhe foi determinada. Pena que a instrução era apenas de marcar - 5,5
6- Márcio Azevedo: Errou vários passes, mas ao menos não se escondeu...até ser substituído - 5,0
7- Somália: Inexistiu no primeiro tempo. No segundo melhorou, mas nada que justificasse a sua permanência até o fim - 5,0
8- Arévalo: A melhor partida com a camisa do Botafogo. Bem na marcação (só sentiu quando o Negueba entrou) em todos os lados - 6,5
9- Loco Abreu: Ídolo. Gol, assistências... - 6,5
10- Renato Cajá: Se deixou marcar e só foi notado em dois lances. Muito pouco para quem veste a camisa 10 - 5,0
11- Herrera: Brigou com a bola...o jogo inteiro - 4,5
12- Everton: Errou um dos pênaltis, é verdade. Mas foi ele que mudou a cara da partida no segundo tempo - 6,5
13- Caio: Não acrescentou muita coisa - 5,0
14- Araruama: Poucos minutos em campo - Sem nota
Joel Santana: Para variar, medo durante 45 minutos e só então acorda para o jogo, confiando exclusivamente na sorte ou algum lampejo de determinado jogador - 4,5