
O Castillo chegou no Botafogo para resolver os problemas dos goleiros alvinegros e em pouco mais de três meses, eu digo: Já resolveu.
Pode não ser um monstro (e de fato, não é), mas é muito melhor do que todos os nossos arqueiros em 2007, acrescentando ainda duas características que não tínhamos no grupo: Raça, tipicamente dos argentinos e uruguaios, e inteligência.
O fato dele não ter abaixado a guarda com o Souza na final da Taça Guanabara e a tentativa de ajudar o ataque no último lance da mesma partida, retratam um atleta que se dedica ao seu clube, o máximo possível. Sentíamos falta disso: Gana e vontade de vencer, independente do que fosse preciso.
Sobre a sua inteligência (e forte personalidade), colarei uma resposta que ele deu ao "
Globoesporte.com", dizendo o ocorrido no lance do segundo gol do Flamengo no último domingo:
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Segurei a bola para devolver ao juiz, e os jogadores me chutaram e deram socos. Não quis reagir, porque sabia que seria mais punido do que eles.
Se fosse qualquer outro típico jogador de futebol, o "
pouco cérebro" bloquearia e certamente revidaria as agressões, afinal, não deve ser gostoso apanhar e não poder reagir.
A frieza de pensar desta forma em poucos segundos, foi louvável. Ele sabe que entraria no meio da bagunça e seria prejudicado pelo TJD, que deu provas anteriores de que os botafoguenses são personas non gratas.
Ainda sobre o Flamengo, o Wellington Paulista afirmou que torcerá pelo rival, diante do Nacional, por ser um time brasileiro na Libertadores. Acho que foi mais uma resposta política e que não resume a verdade íntima do atacante botafoguense, mas aí, cada um é cada um (e sem vice-versa...risos)...
Da mesma forma, o Castillo foi perguntado sobre o mesmo assunto. Não titumbeou e foi curto e grosso: Por mais que o Nacional seja rival do Peñarol, torcerei pelo Nacional, pois é o futebol uruguaio em questão.
Resumindo: O Castillo deve ser a pessoa mais odiada na Gávea. Em compensação, já se torna uma das mais queridas (inclusive, com o apelido de CastÍDOLO) em General Severiano. E como ele é o nosso goleiro, azar dos "
mulambos", que têm que se identificar com "
acéfalosouzas" e "
projetos de gente inacabados" (Toró) da vida...
Só para terminar, eu acho que a nossa assessoria de imprensa (?) deveria proteger um pouco mais o Castillo. Explico: A mídia (louca por confusões) já percebeu que ele foge do estereótipo do jogador de futebol, ou seja, é inteligente e fala o que pensa, sem se preocupar com "
falsas políticas". Agora, considerando a animosidade evidente que se encontra entre Botafogo e Flamengo (fora e DENTRO de campo), a mídia procurará sempre pelo Castillo, afinal, só ele faz as notícias renderem. Nem sempre, porém, divulgam a verdade e isso pode terminar muito mal.
Ontem por exemplo, circulou um vídeo pela internet, onde garotos botafoguenses pediram pro goleiro dançar o créu, na saída do Maracanã. Ele, sem maldade e para agradar os fãs, fingiu por três segundos, agradeceu e foi embora. Hoje, porém, já estava nas capas dos principais sites esportivos: Castillo dança o créu após vitória do Botafogo.
Culpa dos meninos (que não imaginaram esta repercussão)e da mídia sensacionalista, que adora essas manchetes. Os rubro-negros vão se deixar levar pela mentira, o que é aceitável, e usarão mais este episódio como caso pessoal, de vingança e/ou motivação. Aliás, seria o mesmo se fosse do lado de lá para com o GLORIOSO.
Resumindo, o Castillo é ídolo, caiu nas graças dos alvinegros e merece o status que conquistou. Agora, alguém precisa instruí-lo melhor dos momentos mais adequados para se expor na mídia. Pelo menos por hora...
Obs: Estou a caminho de São Paulo. De noite passo por aqui. Até lá, amigos!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!