15/05/08

A volta será na terra da garoa



Diferentemente do confronto contra o Atlético MG, o Botafogo decidirá a semifinal em São Paulo, na casa do Corinthians.

A primeira partida será na próxima semana, no Engenhão.

Tomara que a diretoria botafoguense e as torcidas organizadas entrem em um acordo até lá, pois se as quartas-de-finais eram importantes, a semi é mais ainda. E nesta hora, o time precisará de apoio triplicado para fazer um bom resultado e viajar para São Paulo com calma e - se Deus quiser - a vantagem para administrar o jogo da volta.

Em 2007, Botafogo e Corinthians se enfrentaram na primeira fase da Sul-Americana. Na ocasião, os eliminamos. Vamos repetir, igual fizemos contra os mineiros?

Se jogarmos com a mesma raça que eles, tenho certeza que a nossa maior qualidade técnica fará a diferença.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Carlos Alberto: Estréia confirmada



O Cuca já declarou que o Botafogo vai enfrentar o Cruzeiro, sábado, no Mineirão, com um time misto, visando a primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, contra o Corinthians, na próxima quarta-feira.

As voltas do Castillo e Triguinho ainda não estão confirmadas (inclusive para o jogo contra o Corinthians). A prioridade do momento é mesmo a Copa do Brasil, sem deixar de lado (por completo) o Brasileirão.

Como o Diguinho levou cartão amarelo ontem e ficará de fora do primeiro confronto contra o Corinthians, é provável que seja o único titular do meio de campo no sábado.
Ao seu lado, Cuca deve escalar Thiaguinho, Eduardo e Túlio Souza (que pode atuar na ala, caso Alessandro também seja poupado).

O certo é que Carlos Alberto já está escalado para estrear no GLORIOSO. O preparador físico alvinegro disse que o meio campista aguentará 45 minutos. Resta ao Cuca definir se serão os primeiros ou os últimos, diante do Cruzeiro. Jogo que vale, inclusive, a liderança do campeonato, apesar de ser apenas a segunda rodada.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Vôo na primeira classe



Assim que o jogo de ontem acabou, os colaboradores alvinegros, Rotemberg e Montenegro, disseram que o cachorro, Perivaldo, o novo mascote do GLORIOSO, trouxe sorte e estará com o time no restante dos jogos, mantendo a tradição do Botafogo em ser um clube supersticioso.

Perivaldo nasceu com uma mancha (em forma de estrela) nas costas e logo virou sensação na imprensa. Ontem, já famoso, compareceu no Engenhão (com o seu dono, também botafoguense, é claro), tirou fotos, entrou com o time e só faltou dar entrevistas, por mais esdrúxulo que seja imaginar tal situação!

O cachorro é lindo e definitivamente alvinegro. O Botafogo é místico e merece que as tradições sejam mantidas, por mais "estranhas" que sejam. Este é o Botafogo, que um dia teve o Biriba (eterno!) e agora, quem sabe, o Perivaldo.

Bom, só não sei como a diretoria fará, afinal, Perivaldo mora na Paraíba!

Ah, amigos. Dá-se um jeito. O Peri deu sorte, é "personalizado" de nascimento e precisa acompanhar o time!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Parabenizo o Alessandro (com uma ressalva)



Tudo bem que o Alessandro é um dos grandes destaques do time neste início de temporada e deu, realmente, a volta por cima, depois que o Cuca bancou a sua permanência no clube, após um pífio ano de 2007.

Hoje, o Alessandro é o dono da lateral/ala direita alvinegra, sem dúvida alguma. Ele, inclusive, passou a fazer gols (o que nunca foi do seu feitio)com certa frequência (já foram 7, com o de ontem)e atualmente goza de certo prestígio com os torcedores. Merecido, pois trabalhou para isso.

Agora, nas últimas partidas eu tenho feito algumas restrições ao lateral...

Nada pessoal e/ou extremamente crítico, mas tenho notado que o Alessandro está extremamente confiante no seu futebol. Deixo claro que isso é importantíssimo e vital para o desempenho do profissional, desde que consiga dosar os momentos.

O que eu quero dizer com isso? Bom, não sei se é uma liberdade plena, permitida pelo Cuca, porém, não é de ontem que o Alessandro está sem posição fixa no time. É ruim? Nem tanto. Depende do jogador, estratégia e/ou esquema. O problema é que em determinados momentos das últimas partidas, tenho lembrado (vagamente) do crápula do Joilson, que deixava uma avenida no seu lado, era visto em todos os cantos do gramado e por vezes, perdido e atrapalhando os companheiros.

Não estou dizendo que o Alessandro é igual, pior ou melhor do que o Joilson. Aliás, o ex-alvinegro sempre foi um jogador que não me convenceu e o atual, ao menos, é digno de elogios pela determinação que atua nas partidas. Ontem, senti falta do camisa 2 em alguns lances. Quando o procurava, o via completamente fora da sua "origem".

Exageros? Delírios? Pode até ser, mas tem sido a minha impressão nestes últimos jogos do Botafogo (precisamente, do Alessandro). E se ontem ele estava sentindo, que pedisse pra sair, porque o GLORIOSO não pode ser prejudicado nunca. Por sorte (e competência), deu tudo certo e o lateral até marcou o gol da classificação.

Fica o alerta para as próximas jornadas.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Correção! O gol é seu, Zé!



Amigos, eu iria dormir com uma dúvida imensa na cabeça e um sentimento de injustiça se não passasse aqui rapidinho.

Como na transmissão da tv ninguém deu certeza de quem foi o autor do primeiro gol botafoguense, achei que seria mesmo do Wellington Paulista, que foi, quem de fato, enfiou a bola para dentro.

Enquanto eu escrevia o post anterior, o primeiro site com as estatísticas também dava como do "Wellingol", mas antes de dormir, resolvi dar uma última conferida geral e todos estão anotando para o Zé Carlos.

Portanto, como será complicado alterar algumas partes do post anterior (com o sono monstruoso!!!), considerem esta correção, ok? Onde eu escrevi que o primeiro gol do GLORIOSO foi do Wellington Paulista, por favor desconsiderem e "entendam" Zé Carlos.

Pronto, Zé! Agora posso dormir com sentimento de justiça feita!

Boa noite e até daqui a pouco, amigos!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Classificação assegurada: Das vaias aos aplausos



Assim que o juiz apitou o final do primeiro tempo, eu juro que temi pelo pior na segunda etapa. Não, amigos. Não foi pessimismo, mas sim o reflexo do que o Botafogo apresentou nos primeiros 45 minutos desta importantíssima vitória de 2 a 0 sobre o Atlético MG, que nos levou - novamente, como no ano passado - para a semifinal da Copa do Brasil, onde enfrentaremos o Corinthians.

Este foi um jogo muito aguardado por todos. Aliás, os mineiros esperavam desde 2007, quando os eliminamos na mesma competição e na mesma fase de hoje. A imprensa tentou criar um clima de revanche, que não teve sucesso, por mais que o jogo tenha sido difícil.

Quando o GLORIOSO entrou no gramado do Engenhão, deu de cara com um pouco mais de 18 mil torcedores, empolgados e esperando uma bela partida. Do lado de fora, as torcidas organizadas boicotavam e protestavam contra a medida da diretoria alvinegra. Depois de uma vitória difícil e até certo ponto dramática, que me perdoem as organizadas, mas eu bato palmas ainda mais frenéticas para o Bebeto de Freitas. Bato palmas também para o Cuca, que exigiu que os jogadores agradecessem no final do encontro. E o principal: Bato palmas para estes 18 mil (arredondando) BOTAFOGUENSES DE VERDADE. Estes sim, provaram que amam o clube e mereceram o reconhecimento do grupo. Às organizadas, que continuassem boicotando a partir de amanhã, mas abandonar o time neste momento, na minha opinião, não tem perdão.

Nem tudo foi um banho de rosas, pois durante todo o primeiro tempo os torcedores, que começaram incentivando, perderam a paciência em várias vezes, vaiando as jogadas erradas e alguns atletas em particular (Zé Carlos foi o alvo principal). Justíssimo, diga-se de passagem. Os 45 minutos foram irritantes. Um time perdido, nervoso, errando passes e oferecendo campo para o adversário, que perdeu uns três gols feitos.

Cuca iniciou o confronto com a batida escalação do Leandro no lado esquerdo da zaga. Mais uma vez o volante não esteve bem. E pelo segundo jogo seguido, ouviu algumas vaias. Insisto no que eu disse no último domingo: Temo que o Cuca esteja queimando um dos destaques de 2007, mas também acho que o próprio Leandro precisa assumir que não consegue atuar no setor e pedir pro Cuca não escalá-lo por lá. É questão de personalidade e confiança de que pode brigar pelo seu espaço aonde ele realmente se sente melhor. Ou seja, no meio de campo.

Durante o primeiro tempo, os destaques foram o Renan (para variar) e a dupla Wellington Paulista e Jorge Henrique, que estavam afastados um do outro porque toda hora tinha que revezar para buscar as bolas no meio, que não tinha criação nem marcação. A defesa também estava uma peneira e o Petkovic fez o que quis. Quero dizer, quase tudo. Só faltou o gol, que os Deuses do Futebol evitaram, para o delírio dos botafoguenses.

Quinze minutos de tensão no interval. Eu tentava imaginar o que o Cuca faria, mas com o banco que dispõe, só mesmo com milagre. Talvez por isso ele tenha insistido em voltar com a mesma formação, apesar do primeiro tempo fraquíssimo de todo o time, exceto os três do parágrafo anterior (e um pouco do Diguinho).

Nos primeiros dez minutos da segunda etapa, nada de novo. Um golzinho do Atlético representaria a eliminação do Botafogo, pois eu não acreditava na possível reação se os mineiros saíssem na frente. Mas se o GLORIOSO não melhorou, temos que fazer justiça e afirmar que o Galo também não. Pelo contrário: Acho que eles pioraram, pois não assustaram como no início.

Quando tudo caminhava em "banho maria", apareceu o pé do artilheiro botafoguense.

Após cobrança de escanteio, Zé Carlos desviou de cabeça e antes da bola entrar, Wellington Paulista meteu o pé e reencontrou o caminho do gol. Chegou ao seu sexto no torneio e voltou ao topo da artilharia da Copa do Brasil. Aliás, que diferença o nosso ataque com a volta do "Wellingol", hein? Ainda bem que o Fábio não ficou sequer no banco.

Nada ganho, amigos. Um possível empate de 1 a 1 classificaria os atleticanos, que passaram a alçar bolas na nossa área de forma desgorvenada. Só o Petkovic tentava algo diferente. Foi um risco que o Botafogo assumiu, já que o sérvio teve muita liberdade para criar jogadas. Por sorte, não tem um companheiro do mesmo nível para terminar o que ele inicia.

Cuca tratou de botar o time para se defender. Novamente, um risco. Se foi calculado ou não, pouco importa. Só acho que retranca faltando mais de 15 minutos é perigoso. Edson entrou no lugar do Zé Carlos, que ouvindo as vaias, correu e se dedicou com mais vontade. Suficiente para escutar tímidos aplausos, afinal, ele, de fato, melhorou um pouco na segunda etapa.

Depois de fazer o Wellington Paulista brigar sozinho entre os zagueiros atleticanos (neste momento, Jorge Henrique era quase o lateral esquerdo), Cuca colocou Alexsandro para dar o último gás.

O jogo estava no final. A torcida misturava felicidade com tensão e os jogadores rebatiam todas as bolas com chutões para qualquer lado. De repente, a prova de que a noite era mesmo botafoguense. Do Cuca, para ser mais específico...

Túlio Souza entrou faltando dois minutos (devia ter entrado antes) para o Botafogo ganhar tempo. No seu primeiro toque, um cruzamento rasteiro para o corta-luz do Alexsandro deixar o seu "quase xará", Alessandro, de cara para sacramentar a vitória e classificação do GLORIOSO: 2 a 0! Dito e feito!

Pelo segundo ano consecutivo estamos entre os quatro melhores da Copa do Brasil. Qual a lição disso? Simples, amigos. Por mais que tenha manias, cismas e que mereça críticas em determinadas situações, é preciso que o botafoguense reconheça - SEMPRE -o que o Cuca está fazendo nestes dois anos em General Severiano.

O nosso treinador está fazendo milagres, amigos. Ele não tem um elenco forte. Pior, ele tem um grupo um pouco inferior ao do ano passado e ainda assim, o Botafogo está aí, disputando títulos. Falta conquistá-los, eu sei, mas o trabalho está sendo feito e será premiado. Tenho certeza!

Falo isso com absoluta certeza e sinceridade. E isso porque eu virei o intervalo xingando e reclamando muito do que tinha visto no primeiro tempo, pois eu continuo não concordando com algumas peças, esquemas e alterações do Cuca. Agora, os resultados estão sendo conquistados, com suor, sorte e união.

E diferentemente de algumas torcidas organizadas, eu me considero parte destes 18 mil presentes no Engenhão. Verdadeiros torcedores botafoguenses. E estes sim, podem reclamar, xingar e comemorar, pois não boicotam o próprio clube. De novo, parabéns torcida alvinegra (A VERDADEIRA TORCIDA ALVINEGRA).

Que venham os gambás! Estamos a quatro jogos do título! Vamos trabalhar e torcer muito, pois este ano será nosso!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 2 X 0 ATLÉTICO MG

1- Renan: Não parece ter 18 anos. Está pronto e preparado - 7,0

2- Alessandro: Um primeiro tempo muito fraco e um segundo discreto...até fazer o gol que garantiu a classificação - 6,0

3- Renato Silva: Começou confuso e sofrendo com o Marques. Cresceu e terminou bem - 6,0

4- André Luis: Seguro nas bolas aéreas e forte por baixo - 6,5

5- Túlio: Noite atípica. Errou muitos passes e deixou espaçou para o Petkovic - 5,5

6- Leandro Guerreiro: Completamente torto e desajeitado. No segundo tempo só não teve trabalho porque o Atlético não soube mais atacar - 5,5

7- Jorge Henrique: Segundo bom jogo seguido. A velha dedicação em nome do grupo - 7,0

8- Diguinho: Demorou para se encontrar, mas terminou como de hábito: Muito bem - 7,0

9- Wellington Paulista: Fez muita falta nos últimos jogos. Briga em todos os lances e ainda faz gols - 7,5

10- Lúcio Flávio: Uns 20 minutos de bom futebol. Prova de que, quando ele quer, faz diferença - 6,0

11- Zé Carlos: Começou ouvindo vaias, se esforçou muito e terminou com alguns aplausos. Valeu pela vontade - 6,0

12- Edson: Anulou o Danilinho, na bola e sem faltas - 6,0

13- Alexsandro: 5 minutos em campo e um belo corta-luz para o gol do Alessandro - 6,0

14- Túlio Souza: Um único toque na bola. Decisivo - 6,0

Cuca: Assumiu todos os erros ao escalar a formação que não vem correspondendo. Desta forma, é também o grande responsável pela vitória. Repito: Faz milagres no Botafogo - 6,5