
Quando eu digo que acho o Geninho um treinador muito ruim, jurássico e nojento, algumas pessoas me criticam, alegando que ele não teve tempo de mostrar o seu trabalho no Botafogo.
Respondo sempre a mesma coisa: Respeito quem acredita no Geninho, mas reservo-me o direito de criticá-lo, pois quando falo dele, não é apenas por este curto período no GLORIOSO, e sim pelos seus trabalhos nos últimos anos. Todos horríveis...
Deixo claro, porém, que infelizmente (para mim) eu torço por ele, afinal, é o comandante do clube que eu amo. E para o bem do Botafogo eu faço questão de engolir estes "sapos" sem o menor problema.
Pois bem, por que toda esta explicação?
Amigos, o Vestiário Alvinegro fez uma breve colocação a respeito de um assunto que sempre discutimos aqui no Cantinho Botafoguense: Os pratas da casa, que não têm oportunidades.
Em uma breve comparação, o Baresi mostrou algumas diferenças do tratamento que os garotos recebiam na época do Cuca, e hoje, com o "leitão". Copiarei alguns pontos importantes para que possamos discutir neste espaço, pois se pegávamos no pé do antigo treinador alvinegro (com razão e justiça), o que devemos fazer com o "Sancho Pança"?
Seguem os trechos do VA:
- Depois de promover cinco ex-juniores no começo da temporada, Cuca começou a dar oportunidades a alguns deles nos jogos mais fáceis do Campeonato Carioca. No gol, a escolha por Renan aconteceu de forma natural. O técnico sempre gostou do jovem goleiro, então com 18 anos, convocado para a seleção brasileira sub-19. O segundo a ter uma chance foi Wellington. Um lateral esquerdo de origem, mas com boa desenvoltura atuando como cabeça-de-área. E o terceiro foi o lateral-direito Índio. Os outros dois não chegaram a entrar embora participassem dos coletivos: o apoiador Rodrigo Dantas e o zagueiro Rodrigo Fabiano. O lateral-esquerdo Joaquim voltou do Metropolitano (SC) e foi direto para o time B.
- Renan foi quem mais atuou. Teve cinco participações no Campeonato Carioca (inclusive sendo titular nas duas partidas finais) e mais quatro na Copa do Brasil. Índio participou de três jogos no estadual e um na Copa do Brasil. Enquanto Wellington entrou somente duas vezes. Mas marcando um gol na vitória por 3 a 0 sobre o Volta Redonda pela Taça Rio. Como Cuca resolveu deixar o clube a situação mudou por completo com a chegada de Geninho. Dos cinco só restou Renan. Mesmo assim com o treinador repetindo que voltaria com Juan Castillo de imediato. Os demais foram para o time B sem ganhar nem sequer uma chance.
- Em sete rodadas de Campeonato Brasileiro somente o goleiro atuou. Os demais até são incorporados para a disputa de coletivos. Mas não recebem a mesma atenção da época de Cuca. Embora certa vez Geninho tenha falado em olhar a base, a verdade é que ele só tem utilizado os mais experientes. Além dos cinco, o clube tem mais ex-juniores no grupo. Jougle é um deles. O cabeça-de-área Edson Júnior (entrou no segundo tempo no Brasileiro de 2007 contra o Flamengo, pelo returno) também faz parte do elenco. Mas está fora de atividade por causa de uma contusão. Os garotos nem têm aparecido mais na lista dos 18 relacionados. Com Cuca experimentaram várias vezes ficar no banco.
- Índio também está lesionado. Sofreu uma ruptura no joelho. Lesão parecida com a do goleiro Lopes, que não tem sido mais visto durante os treinamentos. Índio deverá ficar cerca de seis meses inativo. Outras duas diferenças dos métodos da atual comissão técnica para a anterior: na segunda-feira de folga os reservas disputavam um jogo-treino. Com Geninho não tem ocorrido. E os circuitos físicos na praia acabaram com a chegada do preparador Ridênio Borges.
Viram? Não existe uma diferença entre o Cuca e o Geninho?
Desculpem, mas com todas as falhas, cismas e manias que tinha, o nosso antigo treinador era infinitamente melhor, carismático e inteligente.
Os pratas da casa devem estar morrendo de saudades (acho que uma grande parte da torcida também), já que agora precisam trabalhar (ou não) com um leitão travestido de técnico.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!









