14/07/08

Diz aí, Fábio (05)



"Eu quero um camisa 10 de verdade

Chega, amigos!

É muita omissão para um atleta só.

Eu poderia falar da boa impressão inicial que tive do Ney Franco no Botafogo, mais, talvez, pelo alívio que é não ver mais o asno comandando o time; ou poderia falar, também, do bom momento que parece ter voltado para o nosso artilheiro (será a razão disso a sombra das contratações?), mas vou ser breve pra falar de um assunto que me incomoda há um bom tempo, desde o ano passado, pra ser mais preciso, quando tínhamos um time que voava em campo.

Aliás, a diferença de 2007, quando o nosso camisa 10 de hoje, 11 na época, aparecia mais pro jogo, do que pra este ano é que havia jogadores que jogavam por ele. E que se pese que a intensa movimentação daquele time, acho eu, favorecia seu estilo de jogo.

Só que, se no ano passado eu já não me dava por satisfeito, neste ano ele já me irritou.

É possível resumir as boas atuações que teve no ano em partidas contra os Cardosos Moreiras, Macaés etc.

E porque tanta moral assim pra um jogador que não faz nada? Não sei. Chego a sentir náuseas quando vejo alguém se referir a ele como um "maestro".

Maestro é um escambal.

A vontade que dá é de rasgar o verbo e dizer que se ele jogasse em algum time onde o profissionalismo imperasse, nem banco seria.

Só que sei lá o que acontece no Botafogo que o cara é intocável e ainda querem renovar o contrato até 2050.

E não me venham com essa de que não tem reservas à altura, por favor!

Meu time já está desmoralizado demais pra eu ter que ouvir isso.

Tudo bem que no empate de ontem, o Lúcio Flávio não tem qualquer culpa pelo ridículo empate, né?

Afinal, ele não viajou com o grupo. Aliás, alguém sabe me dizer a razão de o nosso camisa 10 não ter nem viajado para Santos?

Saudações botafoguenses!!!"

E-mail do Fábio: fabio.alvinegro@gmail.com

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

13/07/08

Empate com sabor de derrota



Inexplicável, porém, justo.

Assim foi o empate entre Botafogo e Santos (2 a 2), na estréia do Ney Franco comandando o GLORIOSO, em plena Vila Belmiro.

Por falar no treinador alvinegro, teve apenas um erro na sua primeira partida: Colocar o bonde “Van Deer Ley” no lugar do Zé Carlos, quando nós já perdíamos o meio de campo e éramos pressionados pela equipe do litoral paulista. O correto seria a entrada do Lucas Silva (na pior das hipóteses), até porque, depois do empate santista, o matador “holandês-paraguaio” conseguiu mostrar que não passa de uma berração na natureza que cismou que é atacante de futebol, ao perder um gol feito.

O empate acabou com sabor de derrota, pois o Botafogo vencia por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo.

Ao final do jogo, o Ney Franco justificou o resultado dizendo que a diferença foi a falta de opções no banco, já que ele contava com dois zagueiros (Edson e Ferrero), dois atacantes (Alexsandro e Vanderlei) e apenas um volante, que já tinha entrado (Túlio Souza). Só esqueceu de falar do seu erro crucial, quando deixou o meio campista Lucas Silva sentado e pôs o “bonde” em campo.

Uma pena. Principalmente depois da ótima primeira etapa botafoguense, quando o time estava bem armado e explorando todos os espaços com muita inteligência e tranquilidade. Aliás, nestes 45 minutos iniciais, foi possível observar o trabalho (por mais simples que seja) de um profissional minimamente razoável em comparação ao incompetente do Geninho, que nunca conseguiu dar um padrão para o time.

O ponto falho da equipe alvinegra ficou com a dupla de zaga, que demorou para acordar na partida, com muitas falhas de posicionamento e tempo de bola. Em um lance parecido com o Lúcio (na Copa do Mundo de 2002), Renato Silva deixou o atacante do Santos livre para marcar. Por sorte do Botafogo, a bola preferiu a linha de fundo.

Também notei a sorte voltando pro nosso lado. Mesmo com o golpe final (empate), escapamos de vários lances que poderiam ter nos complicado. Será que foi a prova de que o Ney Franco é sortudo e que o Cuca é mesmo azarado? Não sei, mas não seria exagero “brincar” sobre isso...

Voltando à partida, quando o Botafogo era melhor (mas pecando nos últimos toques), Zé Carlos mostrou que o time pode (e deve) revezar nas cobranças de faltas. Resultado: Um belo gol. A partir de então, seria o momento ideal para aproveitarmos e matarmos o jogo. Pena que o Jorge Henrique e Lúcio Flávio não colaboraram.

De positivo no primeiro tempo, a garra e o golaço do Wellington Paulista, que marcou pelo segundo jogo seguido, após longo jejum, encerrado na última quarta-feira.

Quando os times voltaram para a segunda etapa, o Botafogo ainda estava bem posicionado e suportando as investidas santistas, que na base do sufoco tentava sem muito sucesso (e sorte). Infelizmente, continuávamos perdendo muitos gols. Estes fizeram toda a diferença no final.

O pior estava por vir, quando o jogo estava bem administrado. O primeiro dos dois golpes fatais: Wellington Paulista sentiu uma pancada e teve que sair de campo. Foi determinante, pois o artilheiro alvinegro era o melhor jogador em campo, infernizando a zaga adversária, marcando e ajudando o meio de campo. Em seguida, o erro capital do Ney Franco (que já mencionei no início do texto). Aí, nos desencontramos por completo e da confiança na primeira vitória fora de casa, passamos a contar desesperadamente os minutos, esperando o apito final.

E ficou por isso! 2 a 2 que não ajudou o Santos e também não foi nada bom para o Botafogo, que agora enfrentará o Ipatinga, no Rio de Janeiro precisando apenas de um resultado: Vitória, de qualquer forma.

Como eu disse, apesar de justo e até certo ponto “imaginável”, os últimos quinze muntos foram tão impiedosos, que o empate teve mesmo, sabor de derrota.

Agora passou! Não podemos ficar lamentando durante a semana. Até porque, precisamos reconhecer que já houve uma pequena mudança de atitude e padrão tático do time. Entretanto, continuo achando que o Ney Franco não era o nome mais apropriado para o momento do Botafogo. De qualquer forma, os seus primeiros noventa minutos foram infinitamente melhores do que o seu antecessor em todas as oportunidades que teve.

Enfim, temos time para melhorar a nossa situação. Tomara que a confiança esteja voltando aos jogadores, pois só eles poderão motivar os torcedores à comparecerem ao Engenhão nos próximos jogos.

Pois é, amigos...
...é aguardar e ver no que vai dar.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 2 X 2 SANTOS

1- Castillo: Bem por baixo, confuso por cima - 6,0

2- Thiaguinho: Não foi mal, mas não é lateral de ofício. Compensa a limitação técnica com muita vontade - 6,0

3- Renato Silva: O de sempre. Lances bisonhos misturados com pés salvadores. É sempre uma preocupação - 6,0

4- André Luis: Me parece ainda sem ritmo de jogo. Comprometeu em alguns lances simples - 5,5

5- Túlio: Um dos melhores do time. Raça e vigor físico. Eu já o testaria na direita, mesmo com a volta do Alessandro - 7,0

6- Triguinho: Bom primeiro tempo, porém se complicou na defesa no segundo. Também deixou de atacar nos últimos 45 minutos - 5,5

7- Jorge Henrique: O velho problema de não saber concluir. Perdeu um gol feito e que garantiria a vitória botafoguense. Em compensação, está menos "cai-cai" e mais efetivo no ataque - 6,5

8- Diguinho: Voltou a fazer uma boa partida, após três rodadas abaixo da crítica. Pecou - apenas - um pouco na proteção ao miolo da zaga - 7,0

9- Wellington Paulista: O melhor do time. Segundo gol seguido, com muita raça, movimentação e lances de efeito - 7,5

10- Lúcio Flávio: De novo, faltou aparecer mais. Quando mais precisávamos do Lúcio administrando a bola, ele simplesmente não era encontrado - 5,5

11- Zé Carlos: Um bom primeiro tempo, atacando na boa e aparecendo de surpresa. Cansou na segunda etapa, quando foi substituído - 6,5

12- Túlio Souza: Entrou e não fez nada de mais, nem de menos - 6,0

13- Alexsandro: Não teve nenhuma boa oportunidade, mas pelo menos procurou as jogadas de frente - 6,0

14- Vanderlei: Esta meleca é horrível e já deveria estar (de graça) no Brasiliense - 4,5

Ney Franco: Teria uma bela estréia, se não fosse pelo grave erro que cometeu ao substituir o Zé Carlos pelo matador "holandês-paraguaio" - 6,5

Capitão vergonha



Já falamos da vergonhosa derrota por 6 a 0 para o Young Boys, pela OBI Cup, na Suíça, mas uma foto do site oficial do Botafogo fez com que eu voltasse aqui rapidinho, para um breve comentário:

Caros amigos, vocês repararam quem está com a faixa de capitão do GLORIOSO?

Além do vexame da participação (até o momento) alvinegra em solos europeus, o nosso "mais experiente, cerebral e dinâmico atleta" recebeu o privilégio de trocar flâmulas com os gringos.

Tem alguém realmente querendo queimar a nossa bela imagem ao redor do mundo. Só pode ser isso...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Um novo início



Hoje tem estréia no Botafogo: Ney Franco será o terceiro treinador a comandar o GLORIOSO neste início de campeonato Brasileiro.

Logo de cara, um velho conhecido dos botafoguenses e do próprio Ney: Cuca.

Jogo dos desesperados. Uma derrota será catastrófica para qualquer um dos alvinegros (paulistas e cariocas).

Se o Cuca barrou o melhor atacante deles (Kleber Pereira), em má fase, Ney Franco não contará com Alessandro, Leandro Guerreiro e Carlos Alberto.

A primeira mudança do novo técnico botafoguense será a volta do habitual 4-4-2. Para tanto, Ferrero foi barrado e dará lugar ao André Silva. Na direita, uma surpresa: Ao invés de Túlio Souza, o seu xará. Túlio atuará improvisado no setor, dando a entender que Thiaguinho começará no meio, ao lado do Diguinho.

Esta improvisação não é uma invenção. É uma necessidade, pois sem o Alessandro, o Botafogo não tem nenhum lateral de ofício, já que o Índio ficará um bom tempo fora dos gramados.

Assim, Ney Franco preferiu não continuar com os três zagueiros, que fracassaram contra o Vitória.

Vamos torcer! Boa sorte, Fogão!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

12/07/08

Aventura com início desastroso



O Botafogo amargou a sua primeira derrota durante a aventura na Europa. Quero dizer, derrota não, primeiro vexame!

A equipe B do GLORIOSO, comandada pelo Luisinho Rangel, acaba de levar de seis (6 a 0) do suíço Young Boys, pela OBI Cup, realizada no mesmo país.

Logicamente, não acompanhei a partida, mas só pelo placar, podemos imaginar o desastre que deve ter sido, não? Se os cartolas alvinegros imaginavam fazer uma boa participação em solo europeu e quem sabe, negociar alguns jogadores, devem ter ficado com "pulgas atrás das orelhas", pois o início foi bem desagradável.

Ao que tudo indica, voltaremos para o Brasil com dinheiro no bolso (o que é importante), mas em compensação, com a imagem arranhada lá fora, afinal, que me perdoem os suíços, mas o campeão daquele país brigaria pelo sexto ou sétimo lugar do campeonato carioca. E olhe lá...

E só para piorar um pouco mais, os 6 a 0 deixam evidente que jogadores como o Marcos Leandro, Adriano Felicio e Fábio, nada fizeram no jogo. Ou seja...

...é isso mesmo que estão pensando, amigos: Quem se interessará por estas amebas, que não fazem nada - sequer - contra o Young Boys? Eles também voltarão para continuar recebendo o dinheiro fácil no nosso Botafogo!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

A sexta terminou bem e o sábado começou mal



Depois de uma noite bem dormida com o anúncio da transferência do "matador holandês-paraguaio" para o Brasiliense, eis que o noticiário esportivo prega uma peça e tanto nos botafoguenses.

A negociação com o time da capital federal ainda não foi concretizada. Assim, atendendo ao pedido do técnico Ney Franco, "Van Deer Ley" segue com a delegação carioca para Santos.

Segundo rumores, o atacante pode até continuar em General Severiano, caso o seu desempenho amanhã seja satisfatório aos olhos do novo treinador.

Pô, Ney Franco! Nem bem assumiu e já fizeste a primeira cagada? Como quer que eu confie no seu trabalho assim? Precisávamos mesmo de mais uma "mala" para Santos?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!