
Final de semana perfeito! Não? Bom, pelo menos para mim foi, pois como explicar:
1- Primeira vitória do GLORIOSO fora de casa, jogando com autoridade do início ao fim, mesmo desfalcado de cinco titulares;
2- Derrota do "cavalo paraguaio molambento", que agora está três pontinhos na nossa frente;
3- Derrota do "Unimed FC" com críticas ao nojento do Renato Gaúcho e sonoras vaias para o Dodô;
4- Derrota do "bacalhau estragado", com direito a dois gols (na estréia) do André Lima. Não que torcer pelos "bambis" seja bom. Não é, mas eu torço sim, pelo André Lima;
5- Por último, um Jorge Henrique nos seus melhores momentos, lembrando o ano passado.
Desta forma não há como negar: Final de semana perfeito!
O Botafogo não tomou conhecimento do Atlético PR (ou seria "Patético PR"?) e sapecou outra goleada no rubro-negro em plena Arena da Baixada. Tudo bem que, diferentemente de 2006, não foram cinco gols, mas o 3 a 0 não deixou dúvidas de que o GLORIOSO está definitivamente na briga por um segundo turno com ótimas perspectivas.
Durante a semana, o Ney Franco traçou a meta para estar três últimas partidas do primeiro turno: No mínimo sete pontos, jogando duas partidas fora de casa (Atlético PR e Figueirense) e uma no Engenhão (Palmeiras).
O primeiro passo foi dado com segurança e em terras inimigas. Agora teremos o confronto direto contra os catarinenses, que só estão um ponto atrás da gente na tabela de classificação. Se o Botafogo voltar de Florianópolis com outra boa vitória, a festa no próximo final de semana será linda no estádio mais moderno da América Latina.
Ney Franco armou um time forte na marcação, explorando a velocidade da dupla de ataque, formada por Gil e Jorge Henrique. Nas assistências, Lúcio Flávio chegava pelo meio junto com o Diguinho e/ou Túlio. E pelos lados, Thiaguinho e Zé Carlos. Quando se defendia, era um ferrolho muito bem montado e com saídas rápidas e bastante movimentação.
E pela primeira vez sob o comando do Ney, o Botafogo conseguiu unir o útil ao agradável: Jogou bem e venceu.
O alvinegro foi melhor em campo contra o Santos, São Paulo e Flamengo, mas em nenhum dos três casos saiu de campo vitorioso. Foram dois empates e uma derrota. Em compensação, quando atuou de forma mais discreta, venceu: Atlético PR e Goiás. Agora, este domingo reservou os três pontos e um futebol de primeiro nível.
Partindo para cima desde o apito inicial, os jogadores botafoguenses forçavam os erros dos adversários e a impaciência dos torcedores. Com isso, tocava a bola até o momento certo de sair na cara do goleiro atleticano.
Com menos de 10 minutos, Jorge Henrique fez uma bela jogada e deixou o Gil na frente do gol. Infelizmente, a finalização foi equivocada e não posso negar que pensei: "Não é possível que deixaremos de ganhar de novo por causa destes erros". Enquanto isso, o time chegava com facilidade até a entrada da área, mas ficou evidente a falta que fez um centroavante de ofício para concluir as jogadas criadas.
Não passou muito tempo e o gol finalmente chegou. Lúcio Flávio tocou para Jorge Henrique, que sofreu o pênalti, muito bem convertido pelo "maestro".
Uma breve pausa...
O time todo merece elogios pela partida. Todos foram dedicados e esforçados, mas teve um destaque especial: Jorge Henrique.
O "motorzinho" foi o melhor atleta em campo. Como diriam os comentaristas: O nome da partida. Suas arrancadas infernais pelos dois lados, bons passes, um gol que não costuma fazer (com calma e frieza). Mas as minhas palmas são especialmente para a raça do Jorge Henrique, que deu carrinho, levou porrada, encarou os adversários e provou a torcida com inteligência, deixando os atleticanos loucos.
Depois das críticas (algumas, justas) pelos últimos jogos, acho que o Jorge merecia este parágrafo, mesmo eu não compartilhando com a revolta dos torcedores nas partidas contra o São Paulo e Flamengo, conforme conversamos neste espaço durante as semanas...
E o Fogão virava o primeiro tempo em vantagem. Agora a pergunta era outra: "Será que recuaremos?"
A postura do Botafogo na segunda etapa não alterou. Continuamos explorando os vacilos do Atlético, esperando a hora do "bote final". Da mesma forma, não continuamos não levando sustos na defesa, que esteve soberana frente aos atacantes adversários.
O tempo passava e eu já queria ouvir logo o apito do juiz, até que em um lançamento preciso do Lúcio Flávio, o Jorge Henrique driblou o goleiro e colocou a cereja em cima do seu bolo particular. Ele precisava deste gol para coroar a sua brilhante partida.
Vitória consolidada? Tudo indicava que sim, afinal, jogávamos melhor e não éramos pressionados. O problema, é que 2 a 0 nunca deve ser considerado um resultado definitivo. Seria preciso o golpe de misericórdia alvinegro. E ele veio...
...depois de uma arrancada do Túlio, que fez uma jogada de atacante. Inclusive se posicionando na pequena área quando a bola sobrou na frente do gol atleticano.
Aliás, neste lance o Botafogo chegou com o Túlio e Diguinho na frente. Prova de que o time tem volantes diferenciados, que não são apenas marcadores.
A primeira vitória alvinegra fora de casa estava, enfim, confirmada. O mais legal foi que, mesmo com o resultado definido, o empenho dos jogadores não diminuiu nada. Pelo contrário, o time continuava correndo, dando carrinhos e abusando da velocidade nos ataques.
Enfim, chegamos ao sul para conquistar seis pontos na semana. Já garantimos os três primeiros e vamos embalados para Florianópolis. Em minha opinião, a partida contra o Atlético seria a mais difícil. Infelizmente quebrei a cara, pois duvido que o Figueirense jogue tão mal como os paranaenses. De qualquer forma, o ânimo está ainda mais renovado e teremos os reforços de vários jogadores importantes que não enfrentaram os atleticanos.
O meu calendário está marcado: Quinta-feira é outra data chave para o GLORIOSO. Se atuarmos como hoje, a felicidade na sexta é garantida. Tenho certeza absoluta!
Amigos, eu preciso novamente dar a minha mão à palmatória: Cada vez mais o Ney Franco cala a minha boca, pois o time está muito bem armado, entrosado e empenhado. E o mais importante: Houve a famosa empatia.
Vamos com tudo para cima do Figueirense, Fogão!!!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
NOTAS: BOTAFOGO 3 X 0 ATLÉTICO PR
1- Renan: Perfeito nas duas bolas em que foi acionado - 7,0
2- Thiaguinho: Só falta controlar a afobação, pois a sua partida foi muito boa - 7,0
3- Renato Silva: As furadinhas de sempre, mas hoje foi perfeito nas antecipações aos atacantes do Atlético - 7,0
4- André Luis: Estava seguro até sair machucado no segundo tempo - 6,5
5- Túlio: Uma partida mais tática do que individual. Ainda assim, provou que a fase é sensacional. Três gols nos últimos dois jogos - 7,0
6- Zé Carlos: Alguns momentos que chegou atrasado, mas nada que tenha comprometido. Na média final, saldo positivo - 6,5
7- Jorge Henrique: O craque da partida. Veloz, guerreiro, aplicado e para coroar, oportunista - 9,0
8- Diguinho: Atuou um pouco mais adiantado do que o normal e não sentiu a diferença - 7,0
9- Gil: Pecou em três finalizações. Ao menos procurou se movimentar, criando opcões para o ataque - 6,5
10- Lúcio Flávio: A bola passou pelos seus pés nas horas mais importantes. A partir de então, dois toques precisos, deixando os companheiros na cara do gol - 6,5
11- Leandro Guerreiro: Lembrou o velho e bom Leandro de 2007 - 7,5
12- Edson: Ganhou todas as bolas divididas - 7,0
13- Lucas Silva: Poucos minutos, insuficientes para uma melhor análise - Sem nota
14- Luciano Almeida: Mesma situação do Lucas Silva. Sua entrada foi para ganhar ritmo de jogo - Sem nota
Ney Franco: Perfeito desde a armação do time, passando pela escalação e finalizando nas boas substituições - 8,0









