
Horrível! Irritante! Lamentável! Repugnante!
Calma, meus amigos. Tá certo que mesmo com a vitória por 3 a 1, o Botafogo não fez uma boa partida, mas as "classificações" acima não são para o GLORIOSO e/ou Atlético MG. São para a sofrível transmissão do canal SporTV. É chato ter que comentar de algo que não seja o nosso Botafogo, mas não posso deixar passar em branco esta "noitada televisiva", que para mim foi a pior dos últimos anos.
Tudo bem que a maior parte da equipe do SporTV está na China (aliás, abro este parêntese para deixar bem claro que eu ODEIO Olimpíadas), mas os assinantes das operadoras e principalmente os torcedores alvinegros dos dois clubes mereciam mais respeito da "filhota global".
Um narrador paulistano e desmotivado, um "aspirante à comediante esportivo", nenhum repórter em campo, início da transmissão quando o pontapé inicial foi dado e por fim - e mais lamentável -, narração de estúdio sem a menor empolgação e com a acústíca ridícula do estádio.
Críticas - e repúdio - feitas ao SporTV, vamos ao jogo...
Caramba, e o pior que não foi muito diferente da transmissão. É claro que não foi tão ruim, porém ficou longe daquele futebol que nos acostumamos recentemente. Fato que pode ser explicado pelas sentidas ausências do Wellington Paulista e principalmente do Lúcio Flávio e Jorge Henrique.
O Botafogo não tinha jogadas pelos flancos e insistia constantemente pelo meio de campo. O problema é que quando o Carlos Alberto é bem marcado, esperar que o Zé Carlos assuma o papel de criador do time fica complicado. Além do mais, a apatia era geral, com exceção do setor defensivo, que atuou de forma séria e sem brincadeiras.
Com o primeiro tempo quase me matando de tédio (movido também - repito - pela transmissão horrorosa), dei a primeira "acordada" no momento indevido: Um descuido geral permitiu que o Petkovic encontrasse um companheiro livre na cara do Castillo. Pagamos um preço alto, pois craque não tem idade e em um único lance, decide. Era o primeiro gol do Atlético, que não assustava e nem era ameaçado pelos alvinegros cariocas.
Ah, gol fora de casa conta, igual na Copa do Brasil. Pensando assim - e diante do marasmo total -, questionei: "E agora"?
Não bastasse a falta de uma cabeça pensante (o Carlos Alberto ainda tentava lances individuais), o que esperar da dupla "Enceradeira" e "Cai-cai"? O Antônio foi perfeito ao apelidar o Gil e Fábio. Dois dos mais improdutivos atletas botafoguenses. Não faziam nada! Literalmente nada!
Enquanto o Fábio nem era visto, o Gil rebolava para os lados e perdia todas as bolas. Pelo menos o centroavante foi mais útil no final da primeira etapa (antes, o Zé Carlos havia acertado o travessão atleticano em cobrança de falta), ao fazer o que sabe: Se jogar.
Serei justo: Houve falta no alvinegro. E quando o relógio chegava aos 47 minutos, Carlos Alberto cobrou na gaveta e levou o Botafogo para o vestiário com o empate garantido. Dos males, o menor.
Na volta para o segundo tempo - e depois do pior intervalo visto no SporTV -, o técnico Ney Franco sacou o Túlio, que estava muito discreto, e colocou o "xará Souza" no time.
A alteração não fez efeito nos minutos iniciais. Aliás, durante quase toda a segunda etapa, que foi o retrato fiel da primeira: Chata e sonolenta.
Botafoguenses e atleticanos jogavam sem vontade. Pelo menos foi o que eu senti daqui do sofá. Acho que não levaram a sério este início de Copa Sul-Americana. Os quase 11 mil torcedores também ficaram chateados e entre raríssimos lances isolados, algumas vaias eram escutadas.
Vaias justíssimas, por sinal. Não importa se o time estava sem a força máxima. Limitação técnica à parte, a torcida sempre exige raça e disposição. Infelizmente não estiveram presentes na maior parte do jogo botafoguense.
Durante este tempo, o Ney Franco tirou o Fábio e entrou com o Lucas Silva. Depois, o Eduardo no lugar do Thiaguinho. Esta última alteração foi nitidamente visando poupar o lateral para o domingo, pelo Brasileirão. Com esta mexida, o Túlio Souza virou ala direito e o resto da sua partida foi pior doque até aquele momento, no meio.
Os minutos passavam e o empate era dado como certo (por mim). Desta forma, precisaríamos de pelo menos um gol no Mineirão, daqui a duas semanas.
Se não fazíamos por merecer o segundo gol, também não merecíamos o segundo. Ah, então que terminasse assim, pois o sono já me dominava.
Eis que, depois de quase 20 minutos em campo, o Lucas Silva, que até então jogava um futebol de segunda divisão mexicana, enfiou um lindo passe para o Eduardo. Nesta hora eu tremi, temendo uma tentativa de drible a mais ou um toque enfeitado.
Houve sim, um toque diferenciado. Ainda bem que resultou em gol. Era o segundo do Botafogo, no final da partida.
Aproveitando, o clube deveria punir (novamente) o Eduardo. Todo mundo sabe que comemorar daquele jeito resulta em cartão amarelo. Não deu em outra. E quem perde com isso? O clube, sempre...
0 placar de 2 a 1 estava excelente. A vantagem do empate na capital mineira seria considerável, quando o "enceradeira" fez a única jogada em noventa minutos em campo. Gil - isoladíssimo no ataque - cruzou, Carlos Alberto dominou, cortou o zagueiro e guardou no ângulo.
Como no primeiro tempo, o apoiador fez outro gol no último minuto da etapa. Desta vez, a final.
A vitória foi justa, mas se houvesse um placar que retratasse melhor, eu diria que 1 a 0 seria o ideal. Eu sempre digo que futebol e justiça nem sempre andam lado a lado. E ainda bem que hoje foi assim, pois o 3 a 1 permite que o GLORIOSO perca até por 1 a 0 no jogo da volta, em Belo Horizonte.
E que falta faz um atacante de ofício no elenco, né? Palmas para a incompetência dos envolvidos que não conseguiram inscrever o Zárate...
Temos mais time e a classificação está encaminhada. Agora, não podemos atuar com a apatia desta noite. Caso contrário, daremos chances para o Atlético MG, que sabemos, é um time muito fraco.
Além de fraco, freguês ao extremo. Como é bom enfrentar o "pintinho" em competição mata-mata.
Vamos matá-los de vez daqui a duas semanas!
Agora voltamos ao Brasileirão. Domingo, será o Sport, em Recife. Parada duríssima, que se o Botafogo quiser continuar subindo na tabela, precisará passar por cima, independente dos obstáculos que virão.
Ao menos teremos os reforços dos três jogadores que fizeram muita falta nesta quinta-feira. Um time sem Lúcio Flávio para pensar, e Wellington Paulista e Jorge Henrique para correr, brigar e abrir espaços, fica bastante previsível e dependente. Exatamente como foi o GLORIOSO na noite de hoje.
Depois de mais uma depenada no galo, que venha o leão.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
NOTAS: BOTAFOGO 3 X 1 ATLÉTICO MG
1- Castillo: Seguro nas poucas vezes que foi exigido - 7,0
2- Thiaguinho: Não foi mal, mas precisa de conselhos para prender menos a bola e controlar a afobação - 6,5
3- Renato Silva: Começou um tanto inseguro, mas depois ganhou todas - 7,0
4- André Luis: Perfeito pelo alto e forte pelo chão - 7,0
5- Túlio: Muito discreto - 5,5
6- Triguinho: Gosto dele porque joga toda partida com a mesma seriedade, apesar das limitações técnicas - 7,0
7- Gil: Uma completa nulidade - 4,5
8- Diguinho: Não esteve mal, mas pareceu sonolento e sem tanta vontade de atuar - 6,5
9- Fábio: Nada, a não ser a falta que recebeu e resultou no primeiro gol botafoguenses - 4,5
10- Carlos Alberto: Alguns lances no primeiro tempo. No segundo errou tudo, menos o último toque, que foi justamente o gol que fechou a conta - 6,5
11- Zé Carlos: O velho problema da falta de pulmão no decorrer da partida - 6,0
12- Túlio Souza: Mal no meio e na ala - 4,5
13- Eduardo: O primeiro na bola foi enfeitado e errado. O segundo foi enfeitado e deu certo. Sendo assim, terminou na média, apesar de discreto - 6,0
14- Lucas Silva: 20 minutos apagadíssimo e três bons lances em cinco minutos. Incrível como ainda não me fez ter condições para analisá-lo calmamente - 6,0
Ney Franco: Errou ao não levar qualquer atacante dos júniores. Se estivéssemos perdendo, não teria o que fazer para mudar o panorama. No resto, alterou dentro do que era possível, poupando alguns jogadores para o domingo - 6,5








