
Antes de qualquer comentário sobre a vitória do Botafogo, eu gostaria de demonstrar a minha surpresa, pois jamais pensei que descobririam um comentarista mais chato do que o Raul Quadros, Sérgio Noronha ou Neto...
...até que finalmente fui apresentado a um "
tal" Paulo Lima!
Parabéns ao
SporTV: Cada vez mais baixando o nível da sua equipe. A
ESPN Brasil só agradece...
Mas isso é problema das emissoras. O "
nosso", deixou de ser. Pelo menos por hoje, afinal, a vitória por 3 a 1 do GLORIOSO sobre o América de Cáli, classificou a equipe para as quartas-de-final da Sul-Americana.
O adversário do Botafogo será conhecido amanhã, entre Estudiantes e Arsenal. Certo mesmo, é que a próxima parada internacional do alvinegro será na Argentina.
Precisando reverter o placar adverso (0 a 1) da primeira partida - realizada na Colômbia -, o Botafogo precisou partir para cima da equipe colombiana, pois só a diferença de dois gols nos classificaria. E foi justamente o que aconteceu...
Eu falei hoje cedo: Acordei confiante nesta quarta-feira e sentia que passaríamos de fase. Só não imaginei que - mais uma vez - daríamos "
sopa para o azar". Pelo amor de Deus, até quando o Botafogo dificultará as suas partidas, por mais fáceis que sejam (estejam)?
Eu respondo, amigos: Até que tenhamos um treinador que seja capaz de impor moral e passar vibração à equipe, e que saiba - principalmente - substituir os jogadores certos nas horas devidas.
Tudo bem, nos classificamos. Não vamos focar só nos pontos negativos.
Partindo pra cima desde o primeiro minuto de jogo, o Botafogo marcava forte e pressionando o América no seu campo. Isso obrigava o time colombiano a rifar a bola, que obviamente sobrava sempre em pés alvinegros.
Em compensação, o ferrolho armado pelo treinador do América não permitia que os jogadores botafoguenses passassem da linha da grande área adversária, repleta de "
camisas vermelhas". Só conseguíamos alguns lances em jogadas individuais, como fez o Diguinho, que saiu dando chapéu e dribles nos marcadores, entrou na cara do goleiro e chutou cruzado para dentro da pequena área, onde o Wellington Paulista só meteu para dentro e correu para os abraços.
O atacante alvinegro estava muito mal na partida e comemorou o gol com muita raiva. Mas os torcedores gritaram mesmo o nome do Diguinho, que foi o autor do lindo lance.
Apesar da boa movimentação da dupla Carlos Alberto e Jorge Henrique, o Botafogo continua cometendo o equívoco dos últimos jogos: As bolas não passam pelo meio de campo. São constantemente rifadas da zaga para o ataque...
Aliás, os zagueiros alvinegros jogaram com muita seriedade e sem enfeitar. Mesmo assim, em uma jogada isolada, o atacante colombiano entrou (aos 45 minutos) na frente do Castillo, mas chutou para fora. Um gol do América obrigaria o GLORIOSO a fazer mais dois no segundo tempo.
Com 1 a 0 na conta, o Ney Franco voltou com o mesmo time na etapa complementar. Era preciso mais um gol, que não demorou.
Em uma boa triangulação ofensiva, Jorge Henrique colocou a bola de cabeça na área adversária para o Carlos Alberto, que pensou rápido e antes que os zagueiros chegasse, meteu uma "
quase" bicicleta. O gol já garantiria o Botafogo na próxima fase.
Mesmo sendo eliminado, o América estranhamente não assustava, apesar de ter voltado um pouco mais corajoso no segundo tempo.
De repente, em uma falha da zaga, Alessandro ganhou na linha de fundo e cruzou rasteiro para o Wellington Paulista marcar o seu segundo gol. O terceiro do GLORIOSO, que agora poderia até se dar o luxo de sofrer um "
tento".
E nesta hora, quando a fatura parecia liquidada, que começou a série de erros alvinegros:
1- O time recuou de forma absurda, permitindo uma pressão do América;
2- Ney Franco deixava o tempo passar sem esboçar qualquer reação;
3- Jogadores importantes cansaram nitidamente.
Apesar da vitória, a torcida começava a ficar irritada com a falta de vontade da equipe, que depois de construir o marcador, abriu mão do jogo. O que o Ney Franco fez? Nada!
Se eu fosse o técnico botafoguense, colocava força ofensiva no time, pois os colombianos ofereciam os contrataques diante da necessidade de fazer gols.
De repente, após um "
bate cabeça" do sistema defensivo do Botafogo, o América abriu o seu placar e partiu para o segundo, que os classificaria.
Com o meio de campo completamente dominado e perdido, Ney Franco preferiu colocar o Zé Carlos no lugar do Triguinho, que saiu reclamando de dores. Pronto! Aí perdermos de vez qualquer oportunidade de matar a partida. Além disso, o adversário passou a investir no lado esquerdo botafoguense, levantando bolas na nossa área, esperando uma falha individual.
Foram uns dez minutos de pressão do América e o Botafogo segurando o resultado. Aliás, uma vitória que estava nas mãos e que o próprio GLORIOSO fez questão de oferecer riscos à classificação. Isso precisa ser revisto e conversado seriamente entre o grupo, pois atuando desta forma, deixamos nove pontos para trás no Brasileirão.
Nove pontos que hoje, nos colocariam na liderança do Nacional.
Não podemos repetir esta falha. Principalmente agora, quando - indepentende do adversário - encararemos uma equipe argentina.
Aí, amigos, sabemos...
...se bobearmos, eles não perdoam!
Que diga o River Plate.
Mas, tudo bem! Valeu a vitória, que andava sumida de General Severiano.
Tomara que os bons ventos voltem a soprar no Botafogo, pois continuamos jogando muito mal, e dependendo da sorte (como no início do trabalho do Ney Franco).
E vamos para o Sul. Quem sabe no sábado eu não acordo com o mesmo sentimento de hoje, né?
Que assim seja!
Obs: Após o terceiro gol alvinegro, recebi um telefonema do Gil, que falou tudo: "Rodrigão, a gente tenta, tenta, mas não conseguimos viver longe do Botafogo. A gente ainda vai morrer disso".
Gil, tomara, cara! Tomara! Porque quando este dia chegar e se for por esta causa, juro...morreremos felizes!SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!NOTAS: BOTAFOGO 3 X 1 AMÉRICA DE CÁLI1- Castillo: Sem culpa no gol. Só precisou fazer uma defesa na partida: Justo a que nos livrou do segundo gol (eliminação) do América - 7,0
2- Alessandro: Alternou bons e maus momentos. No todo, teve uma média positiva - 6,0
3- Renato Silva: Três boas antecipações. No final, se complicou um pouco - 6,0
4- André Luis: Hoje chutou todas as bolas para onde estivesse virado - 6,0
5- Túlio: Começou bem, mas sumiu na segunda etapa - 5,0
6- Triguinho: Bem na defesa. Poderia ter atacado mais - 6,0
7- Jorge Henrique: Apesar de não ter feito muitas jogadas, procurou se movimentar e abrir espaços por todo o ataque - 6,5
8- Diguinho: Abusou da habilidade no primeiro gol alvinegro. É o "
carregador de piano" do meio de campo. Parece que cansou no final do jogo - 6,5
9- Wellington Paulista: Iniciou a partida errando tudo e irritando a torcida. A partir do momento que parou de reclamar e se preocupou em jogar, fez dois gols. Só precisa colocar isso na cabeça - 6,0
10- Lúcio Flávio: Se apresentou bem na primeira etapa, mas caiu na segunda, quando em vez de prender a bola, procurou sempre os passes rápidos - 6,0
11- Carlos Alberto: Já fez muitas partidas melhores. Mesmo assim, o seu desempenho médio é acima dos demais jogadores. O time depende dele, que mostrou porque é diferenciado ao marcar um belo gol - 7,0
12- Zé Carlos: Uma falta cobrada de forma bisonha - 5,0
13- Fábio: Entrou para fazer a única coisa que sabe: Cavar faltas. Pelo menos conseguiu duas - 5,0
14- Leandro Guerreiro: Poucos minutos em campo - Sem nota
Ney Franco: A vitória não teve o seu dedo nem participação. Pelo contrário: Demorou para mexer na equipe e ainda permitiu que alguns jogadores cansados ficassem o tempo todo na partida. Não sabe trabalhar com banco de reservas - 5,0