04/10/08

Derrota com "um a menos"



O Botafogo foi derrotado de virada para o Grêmio (2 a 1) e ficou mais distante da vaga à Libertadores de 2009.

Apesar do equilibrio entre as equipes, o GLORIOSO perdeu por causa de dois destaques:

1- Falta de atenção na marcação;
2- Jogou com um a menos durante toda a partida.

Sim, meus amigos...

Além da injusta expulsão do Jorge Henrique, quando só o zagueiro gremista, Léo, mereceria o "chuveiro", os botafoguenses tiveram um outro adversário em campo, vestindo camisa amarela e calção preto.

O "bandido do apito" foi determinante para o resultado final, por mais que os dois gols do Grêmio tenham sido legais. Mas a quantidade de faltas marcadas contra o alvinegro não têm explicação. Assim como a ausência de vários cartões para o tricolor gaúcho, que é um time incansável na "arte de bater".

Quanto à expulsão do Jorge Henrique, sem mais comentários...

Como foi anunciado antecipadamente, o GLORIOSO entrou em campo com o Carlos Alberto formando dupla de ataque com o "motorzinho", e o Leandro Guerreiro no meio de campo.

Na prática, apesar da vantagem numérica dos atletas, o Botafogo não conseguia dominar o setor. Poucas eram as bolas que passavam com calma pelo meio de campo. E nas vezes em que aconteceram, méritos para o Carlos Alberto, que além de tentar na frente, buscava a "redonda" no grande círculo.

Apesar do mau posicionamento em campo, os botafoguenses administraram a pressão do Grêmio (e seus torcedores) nos primeiros minutos. O problema era o árbitro, que vendo a incapacidade do tricolor em chegar à meta do Castillo, resolveu "colaborar", marcando várias faltas no bico da nossa área.

Ainda bem que o nosso maior problema (bolas aéreas) não ficou evidente no primeiro tempo.

Com o Leandro marcando de forma muito frouxa e o Lúcio Flávio preferindo os toques para o lado, o Botafogo não conseguia aproveitar a velocidade dos dois atacantes. Exceto quando o Alessandro se atrevia a subir, já que o Triguinho definitivamente não é "sombra" daquele lateral dos tempos de São Caetano.

O jogo transcorria normalmente (com as jogadas duvidosas favorecendo os gaúchos), quando em um lance isolado, o Alessandro limpou o zagueiro e bateu cruzado, com a bola saindo pela linha de fundo.

De repente, uma festa na torcida do Grêmio: Gol do Atlético MG, que abria o placar diante do Palmeiras.

Em meio às comemorações, uma cobrança de falta na área do tricolor...
...um ligeiro desvio seguido da defesa em reflexo do goleiro, que espalmou para o meio. Como uma flecha, Renato Silva apareceu e abriu o placar para o Botafogo, calando a torcida adversária.

Eu ainda terminava uma ligação empolgadíssima (berrando pela casa), esquecendo que tudo pode acontecer quando o envolvido é o Botafogo. Dito e feito: Após um bom lance do Morales, o chute do apoiador do Grêmio saiu forte e o Castillo estava inteiro na bola. Pena que desviou nas pernas do André Luis e matou o goleiro alvinegro, que em minha opinião não falhou, apesar do torpedo do Fábio, culpando o uruguaio.

Pronto! Tudo para a gente é difícil. E agora teríamos que aguentar a pressão da torcida de novo...

Por sorte, o Grêmio não jogava bem e o GLORIOSO realizava uma partida razoável. O fim do primeiro tempo seria ideal para corrigirmos algumas falhas, mas a sacanagem que fizeram contra o Jorge Henrique matou uma substituição para a etapa complementar.

Ah, e não poderia ficar pior: Em um lance isolado, Castillo sentiu uma fisgada nas costas e também não voltou do vestiário. Ou seja, duas mudanças feitas.

A surpresa foi a "estréia" do Zárate, após aqueles desastrosos minutos contra o Náutico. Ele entrou no lugar do Leandro Guerreiro, que deve estar torcendo como um louco pelo final do ano, pois profissionalmente, 2008 deve ser esquecido na vida do volante.

O Botafogo demorou para encontrar a nova formação tática no início do segundo tempo. Carlos Alberto demonstrava sinais de cansaço depois da correria que implantou - sozinho - nos primeiros 45 minutos. Em compensação, eu confesso: Mesmo ainda "gordinho", gostei de ver a aplicação e vontade do Zárate.

O argentino dava uns piques e voltava para o meio de campo. E como positivo: O seu bom jogo de pivô. Bem diferente do Wellington, que cai em qualquer encontro com os zagueiros, o Zárate mostrou ser muito forte e na maioria das vezes, o adversário que encontrou o chão. Além dessa característica, ele deu dois chutes ao gol gremista.

Enfim, se for "este" Zárate que o Rotenberg "vendeu" à torcida, acho que vai dar caldo. Desde que já inicie entre os titulares na próxima rodada, pois pelo pouco que fez, merece outra oportunidade.

Embalado pela torcida, o Grêmio chegava mais próximo do gol alvinegro.

E se o nosso "ponto fraco" suportou todas as bolas aéreas no primeiro tempo, após cobrança de escanteio, o zagueiro tricolor subiu sozinho e matou o Renan.

A virada do Grêmio seguida pelo "descontrole" botafoguense, que mesmo com a entrada do Gil, pouco criou. Esta foi a tônica até o final da partida.

O Botafogo ainda tentou uma ou outra bola, mas é impressionante a capacidade do Lúcio Flávio se esconder quando o jogo pede a sua presença de forma constante e decisiva. O camisa 10 alvinegro decididamente merece o banco de reservas urgentemente. Para o bem do próprio jogador...

Não deu mais em nada. Mais uma derrota do GLORIOSO, que há pouco tempo habitava o G3, mas que agora deverá brigar entre "os G5 e G10". Perdemos todas as chances de conquistar um campeonato nivelado por baixo, onde o grupo botafoguense não deve em nada aos demais concorrentes. O problema é que - mais uma vez - o Robin Hood alvinegro "deu as caras" e como neste meio, as palavras "bondade e ingenuidade" não são bem aceitas, ficaremos à espera de 2009.

Concentração total na Sul-Americana.

Por questão de honra e até para ganhar motivação visando os duelos contra o Estudiantes (ARG), o Botafogo precisa vencer o Vitória na próxima rodada. Depois ainda enfrentaremos o Santos, também no Engenhão.

Ah, e não custa lembrar: O Vitória foi aquele time que nos humilhou no primeiro turno e culminou na saída do Geninho (graças a Deus). Mas agora que o ex-treinador está longe, é dever do Botafogo atuar com toda a disposição do mundo para conquistar os três pontos e mostrar que o 5 a 2 foi acidente de trabalho.

Para finalizar, a derrota de hoje estava dentro da "normalidade". Uma pena que deixamos pontos contra equipes medíocres para trás, que nos impossibilitavam de "contar" com este revés.

Pelo menos não jogamos tão mal como nas últimas partidas.

Perder é sempre ruim, mas eu não acreditava mais no Brasileirão. Portanto, quero tirar o pouco que foi positivo diante do Grêmio, para que as correções sejam feitas e focadas na Sul-Americana.

Assim o botafoguense vai levando a vida...
...depois da esperança, a realidade.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

BOTAFOGO 1 X 2 GRÊMIO

1- Castillo: Não achei que falhou no gol. Atuava bem até sair contundido - 6,5

2- Alessandro: É melhor marcador do que o Thiaguinho. Só precisa corrigir os cruzamentos, sempre errados - 6,0

3- Renato Silva: Atuou bem, dentro das suas limitações - 6,5

4- André Luis: Teve muito trabalho com o gigante Morales. Mesmo assim, ganhou a maioria - 6,5

5- Túlio: Melhorou em relação aos últimos jogos, porém pode render muito mais - 6,0

6- Triguinho: Comete muitas faltas e quando apoia, erra todos os centros - 5,5

7- Jorge Henrique: Tentava se movimentar na frente, mas sentia a falta do homem de área. Expulso de forma injusta e covarde - 6,0

8- Diguinho: Um dos melhores do time. Lutou durante todo o jogo, marcando e apoiando - 7,0

9- Carlos Alberto: O único que chama toda as bolas e não tem medo de cara feira. Cansou no segundo tempo. Justificável, tamanha a sua entrega na primeira etapa - 7,0

10- Lúcio Flávio: Um banco urgente, pois este que tem atuado não é o Lúcio Flávio que conhecemos - 4,5

11- Leandro Guerreiro: Outro que está longe dos seus melhores momentos - 5,0

12- Renan: Quando exigido, foi perfeito. Não tinha como defender o segundo gol gremista - 7,0

13- Gil: Enceradeira. Apenas isso... - 5,0

14- Zárate: Gostei. Mostrou vontade e tem um bom jogo de pivô, utilizando a sua força física. É daqueles que chuta da onde estiver. Só depende do Ney Franco... - 6,0

Ney Franco: Hoje não teve culpa. Tentou atacar e buscou o resultado. Infelizmente a sua "amiga sorte" o deixou na mão - 6,0

Sujeira em vermelho e preto



Raríssimas vezes abri um espaço no Cantinho Botafoguense para falar de outro time. Se for rival então, menos ainda.

Mas um texto me chamou a atenção e acho que vale a pena abrir esta exceção.

Ele foi retirado do blog do Roberto: http://oblogdoroberto.zip.net/

Diz assim:

"NEM CAIPORA, NEM BICHO-PAPÃO

O que é o Flamengo, meus senhores?

Respondam.

O que é o Flamengo, meus senhores?

O Flamengo não é um time de futebol.

Foi time até Zico, Adílio e Andrade.

Mas mesmo ali não era time.

O Flamengo é uma paixão patrocinada por uma emissora de televisão.

Flamengo que virou paixão quando abriu suas portas ao futuro na década de 30.

Flamengo, casa grande e senzala.

Flamengo que nos anos 70 vivia a sua bancarrota.

Falido.

Até que Roberto Marinho virou pra Márcio Braga e disse: Fiat Lux!

O resto é história. Começando por um garoto que estava lá desde 1970/1.

Pequeno, mirrado. Genial Messi dos anos 70.

Lapidado nos aparelhos de musculação.

Pois é meus senhores.

O Flamengo é uma paixão vitaminada por uma multinacional.

Globo-Times.

Mas não é nenhuma caipora ou mula-sem-cabeça.

Por mais que a imprensa insista em mistificar..."


Meu comentário: Perfeito!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Aquele que faz a diferença



O sábado decisivo começou!

Se quiser continuar vivo no campeonato brasileiro, o Botafogo precisará vencer o Grêmio nesta tarde, em pleno Estádio Olímpico. Qualquer outro resultado não será satisfatório.

Wellington Paulista é o único desfalque alvinegro.

Carlos Alberto será adiantado e substituirá o artilheiro botafoguense na temporada, abrindo um espaço para o Leandro Guerreiro no meio de campo.

Todos nós sabemos que o Carlos Alberto rende mais quando atua no setor de criação, mas a sua individualidade permite que possa surpreender os zagueiros gaúchos, mesmo jogando no ataque.

Enfim, não importa!

Seja no meio ou no ataque, uma coisa é certa: Bola para o Carlos Alberto, pois "ali" está o nosso diferencial.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

03/10/08

À vitória, Fogão!



A última vitória do Botafogo atuando no Olímpico foi em 1995. Ano em que conquistamos o título nacional.

Passados treze anos, nunca mais o GLORIOSO foi "bem vindo" nos domínios do tricolor gaúcho.

Já está na hora de quebrarmos outro tabu.

Algo me diz que amanhã será o dia...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Sem medo de ser feliz



O Grêmio perdeu a liderança do Brasileirão e a sua torcida já começou a cobrar "explicações" dos jogadores e do treinador, Celso Roth.

Apesar da certeza de bom público amanhã, o clima não está mais como antigamente. Ou seja, é o momento ideal para o Botafogo atuar com inteligência e tirar proveito do nervosismo gaúcho.

Além das cobranças, o nosso adversário atuará sem os principais jogadores, enquanto o GLORIOSO só terá o desfalque do Wellington Paulista.

Precisamos entrar no estádio Olímpico com coragem, valentia e inteligência. Assim, com o grupo mais técnico que o Botafogo tem, a vitória passa a ser mais do que viável.

O Diguinho também deu as coordenadas para o sucesso do GLORIOSO, amanhã:

"- O Botafogo tem força para chegar aonde quer, e por isso não pode temer o Grêmio. Nosso maior adversário somos nós mesmos. Sabemos que será uma partida difícil, mas para sermos campeões precisamos vencer os concorrentes diretos, mesmo jogando fora de casa".

A afirmação do volante foi perfeita. Principalmente quando ele diz que o Botafogo é o maior adversário do próprio Botafogo.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Cabeça de treinador é uma loucura



Não que eu morra de amores pelo Gil (pelo contrário), mas eu realmente não entendo alguns critérios e mudanças do Ney Franco...

Logo que chegou ao GLORIOSO, o treinador encheu a bola do atacante, colocando-o para jogar em quase todas as partidas (a maioria saindo do banco de reservas) e como o primeiro reserva para a posição.

Mesmo com o desempenho ruim do Gil, o Ney Franco continuou bancando a sua presença, dizendo que acredita na "volta do velho Gil".

De repente, de uma hora para outra, o atacante não tem mais oportunidades e sequer entra no decorrer dos jogos. Para piorar, teve ocasião em que o Gil nem foi escalado para o banco de reservas.

O Wellington Paulista não enfrentará o Grêmio amanhã (suspensão). Essa situação já aconteceu no campeonato e o Ney Franco - na época - escalou o Gil e o Jorge Henrique na frente. E deu resultado. Principalmente na bela vitória sobre o Atlético PR, em plena Arena da Baixada.

Contra o tricolor gaúcho, o treinador confirmou a dupla de frente formada pelo "motorzinho" e o Carlos Alberto. Assim, Leandro Guerreiro entra no meio de campo.

Eu acho que o Carlos Alberto desequilibra em qualquer posição. Desta forma, não critico esta escolha. Acontece que a dúvida do Ney era o Leandro no meio ou o Fábio no ataque (neste caso, o CA voltaria à posição normal). E ele ainda convocou o Zárate para a viagem do GLORIOSO à Porto Alegre.

Enfim, de excelente opção e sempre utilizado, o Gil passou a ser um qualquer para o treinador botafoguense. E se bobear, nem será mais o primeiro reserva imediato do setor ofensivo.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!