09/02/10

"Forças externas"















Pronto, já estava demorando...
...mas "começaram" a "mexer no campeonato".

O TJD puniu o Eduardo em dois jogos por causa da expulsão no clássico contra o Vasco, na terceira rodada da Taça Guanabara.

O jogador cumpriu uma partida de suspensão e agora terá que ficar fora de outra. Justamente na semifinal, diante do Flamengo.

Coincidência?

Eu nem lamento a ausência do Eduardo (considero até um "reforço"), mas estranho o fato do jogador ter sido expulso na terceira rodada e "julgado só agora"...

Fora isso, ficaria menos preocupado se o Joel simplesmente desse uma oportunidade para o Wellington Jr. no setor de meio de campo. O problema é que tudo indica a volta do Fahel à posição de origem...
...e o que é pior: A efetivação do Wellington na zaga.

Como o Fahel é "menos pior" na zaga, eu até prefiro ele ao Wellington no setor.

Tomara que o Natalino surpreenda todo mundo, pois Fahel de volante e Wellington ao lado do Antônio Carlos (além do Fábio Ferreira) juntos para marcarem Adriano e Love é garantia de "fortíssimas emoções"...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

08/02/10

Futebol profissional? O que é isso?














Palavras do presidente Omissão:

"- Tenho certeza de que Flamengo, Fluminense e Vasco estão com a pulga atrás da orelha porque sabem que agora terão um adversário à altura".

Oba! Viva! Agora ninguém nos segura...

Mas calma, amigos...
...o dirigente estava se referindo à  "parceria" do GLORIOSO com a Casa de España, que permitirá a formação das equipes de futsal do Botafogo (em todas as categorias)  para as disputas dos campeonatos na modalidade.

O futebol profissional?

Está "tão bem" que o presidente pode até se dar ao luxo de "esquecer" que ainda não temos patrocínio, estamos repletos de jogadores abaixo média, sofremos para vencer vários "cachorros mortos" no campeonato estadual, etc...etc...etc...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Arrumando a casa













O técnico Joel Santana elogiou a vitória e classificação do Botafogo, mas tratou de deixar bem claro que o time ainda não ganhou nada no campeonato e que agora sim, a "cobra vai fumar".

Ciente da limitação técnica da maioria dos seus jogadores, o treinador não cansa de enfatizar o grupo, evitando destacar individualmente o jogador "A ou B". 

Atitude, aliás, certíssima.

Quando foi perguntado em quem ele apostaria como destaque botafoguense na reta final da Taça Guanabara, o Natalino não enrolou e respondeu de primeira:

"- A torcida. Daqui para a frente, a torcida vai comparecer. Ela é o nosso ídolo, é por ela que jogamos. O comportamento já vem sendo diferente".

Mais uma vez, perfeito!

Assim que a partida contra o Resende terminou, o Joel convocou todos os atletas para o meio de campo e pediu para que eles agradecessem o apoio da torcida que esteve presente ao Engenhão.

No futebol, a relação entre time e torcida depende principalmente das vitórias.

Isso é um fato.

Mesmo assim, apesar do pouco tempo (e ainda não termos conquistado nada) no clube, já dá para perceber o "dedo do treinador" na equipe. Hoje existe uma "sinergia" que há muito tempo não havia entre os atletas e torcedores.

Aos poucos o Joel vai consertando todas as arestas deixadas pelos antecessores, Ney Franco e Estevam Soares.

Esse sim, é um trabalho de formiguinha.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Incapaz, mas com moral junto à diretoria (?)















Passada a euforia da goleada e classificação à semifinal, eu gostaria de comentar um pouco sobre a entrevista concedida pelo gerente de futebol Anderson Barros ao site O Dia Online.

Para quem lê e/ou se deixa enganar por essa diretoria mentirosa, as palavras do leitão até poderiam gerar algum sentimento de "pena". Mas eu penso o contrário: É cara de pau mesmo.

Haja óleo de peroba para esse sujeito.

Clique aqui para ler a entrevista.

Como "aperitivo", reproduzo apenas uma das "barbaridades" ditas pelo dirigente alvinegro:

"Por que motivo o senhor é tão odiado?
Eu não consigo acreditar que seja só por incapacidade. É muita raiva para cima de um gerente de futebol. É uma ira descabida. Eles só me atacam, exclusivamente! Eu tenho algumas respostas, mas as guardo comigo".
 
Meus amigos, vocês não estão loucos...
...vocês leram isso mesmo: "Eu não consigo acreditar que seja só por incapacidade".
 
O cara AFIRMA CATEGORICAMENTE que é incapaz.
 
O que o Anderson Barros faz em General Severiano, se o próprio se julga incapaz? Por quê o presidente Omissão insiste em tê-lo como um de seus "homens de confiança"?
 
Não podemos deixar que essas vitórias contra "cachorros mortos" (Tigres, Madureira, Resende...) escondam a sujeira que rola nas internas do Botafogo.
 
Mudanças se fazem necessárias!
 
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Lá atrás tá brabo...















Os quatro jogadores mais criticados pela torcida foram apenas discretos contra o Resende.

Alessandro, Fahel, Eduardo e Lúcio Flávio alternaram bons e maus momentos. Dos quatro, o único que sequer teve lampejos foi o baiano improvisado de volante. Os demais erraram lances aqui, acertaram outros ali, etc...

Agora, se o jogo de ontem teve uma "nota destoante", essa não foi Alessandro, Fahel, Eduardo e nem Lúcio Flávio.

Pior do que os quatro, só o Wellington, que foi perfeitamente avaliado na edição de hoje no Vestiário Alvinegro:

"Wellington: fraco. Não é por menos que o Cruzeiro o empresta de graça. No segundo gol de Elias foi envolvido com a maior facilidade".

O Joel - aos poucos - vai ajeitando a casa, mas terá que rever a questão da zaga, pois sai Antônio Carlos e entra Wellington (ou vice versa)...
...e a situação continua a mesma.

É hora de olharmos para o Alex e/ou Edson.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

07/02/10

Três vezes El Loco...e que venha a semifinal















E o que era esperado aconteceu: O Botafogo goleou o Resende por 5 a 2 (Marcelo Cordeiro, Wellington Jr. e Loco Abreu - 3) e garantiu a sua vaga nas semifinais da Taça Guanabara.

O adversário só assustou durante 40 segundos...
...tempo suficiente para abrir o placar e deixar a torcida alvinegra com os cabelos em pé.

Com o passar do tempo e a ordem natural das coisas se ajeitando, o GLORIOSO foi impondo a sua superioridade técnica, mesmo que durante o primeiro tempo não tenha realizado uma boa partida.

O Resende não atacava e a bola ficava rodando o meio de campo botafoguense, que encontrava dificuldades para furar o bloqueio rival. Com isso, algumas vaias começaram a ser escutadas da arquibancada do Engenhão. Os "principais alvos" eram - para variar - Alessandro e Lúcio Flávio.

Aliás, o "camisa 10" errava tudo no início, mas quando começou a ficar tranquilo, passou a perceber os espaços que sobravam em campo e procurou se movimentar pelos dois lados, auxiliando o Caio (até então, o mais participativo) e o Loco Abreu, isolado na frente.

E bastou o Lúcio Flávio sair da "inércia" para o gol de empate aparecer...

Após o cruzamento do apoiador, o uruguaio Abreu marcou o primeiro dos seus três gols na partida.

Nessa hora eu recebi um torpedo do Fábio dizendo algo como: "O cara é fera na bola aérea".

Alguns minutos depois, a constatação do que o amigo escreveu, pois o Marcelo Cordeiro levantou na área...
...e lá estava o Loco testando para a rede adversária.

Ainda no final, o Resende perdeu um jogador. O volante Márcio Gomes (ex-Botafogo) foi expulso após agarrar o sempre arisco Caio, que não atuou mal (pelo contrário), mas que poderia ter simplificado três lances em que tentou jogadas de efeito.

Não o condeno. Eu gosto de jogador abusado, e acho que ele deve sempre tentar algo diferente. Agora, precisa atentar ao momento certo, que sem dúvida alguma ele vai aprender com o tempo.

O fato é que o garoto - em minha opinião - provou que tem vaga no time titular.

Final de primeiro tempo em vantagem. Era tudo o que o Botafogo precisava para retornar tranquilo e com o apoio da torcida, que a essa hora só comemorava (com razão).

O segundo tempo foi bem diferente.

Com a vantagem no placar, o GLORIOSO atuou mais tranquilamente e soube administrar os avanços dos laterais e chegadas dos meio campistas.

A essa hora a partida estava liquidada...
...mas era dia de goleada, e após um cruzamento errado do Alessandro, o goleiro do Resende espalmou com "mão mole" na cabeça do Abreu.

Hat-trick do uruguaio, provando que é artilheiro nato!

Festa na torcida, que vibrou ainda mais quando o Marcelo Cordeiro tocou para o Loco, que driblou o zagueiro e bateu seco no canto...
A bola caprichosamente bateu na trave e voltou nos pés do lateral esquerdo, que só teve o trabalho de empurrar para dentro e marcar o quarto gol botafoguense.

Foi a deixa para o Joel Santana poupar os jogadores que estavam pendurados. Com as trocas, saíram o Marcelo Cordeiro, Lúcio Flávio e Leandro Guerreiro. Entraram o Wellington Jr., Somália e Diguinho.

Todos os três entraram bem e mantiveram o ritmo e a facilidade do confronto. Dos três, eu estava ansioso para ver o Wellington Jr. em campo, mas confesso que fiquei "puto" quando vi o Joel colocando o rapaz na lateral esquerda, ao invés do meio de campo.

Para a minha surpresa, o polivalente jogador formado em Marechal Hermes não sentiu o improviso (já atuou algumas vezes na posição quando estava nos juniores) e jogou muito bem, marcando, inclusive, o último gol do Botafogo.

Fiquei feliz em dobro, pois eu torço muito para ele arrebentar. Agora, será mesmo que ele não poderia ter uma oportunidade no meio?

Amigos, eu garanto que se o Wellington Jr. entra no setor, não sai mais...

Faltavam poucos minutos e eu torcendo pelo golzinho do Caio, que infelizmente não saiu.

Em compensação, provando que ainda temos uma zaga fraca, o Resende arrumou um contrataque isolado e ainda conseguiu dar números finais a partida, marcando o segundo gol.

Tudo bem, os jogadores alvinegros já estavam desatentos. Mesmo assim, a atenção deve durar até o juiz apitar o fim do jogo. Caso contrário, o adversário não perdoa.

Menos mal que foi o Resende e o jogo estava definido.

E tão logo o árbitro indicou o final, o técnico Joel Santana juntou os atletas no meio de campo para agradecer o incentivo da torcida.

Raposa velha, esse Joel!!!

É isso! Deu a lógica! Agora que o campeonato começa de verdade.

Antes da semifinal, a estréia na Copa do Brasil lá no Pará...

Não sei ainda o que passa na cabeça do treinador, mas se eu sou o comandante botafoguense, pouparia muita gente dessa viagem desgastante.

O jogo será lá no norte do Brasil, porém é muito difícil não tirar o foco do clássico que está por vir no Rio de Janeiro, né?

Essas próximas duas semanas serão intensas!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Notas: Botafogo 5 x 2 Resende

1- Jefferson: Sem culpa nos dois gols. De resto, foi apenas um torcedor privilegiado dentro de campo - 6,0

2- Alessandro: No início se escondeu por causa das primeiras vaias. No segundo tempo se soltou, mas continuou sem acertar um único cruzamento sequer - 5,0

3- Wellington: Quando a gente reclama do Antônio Carlos, lembramos que ainda temos o Wellington... 4,0

4- Fábio Ferreira: Calculou mal o bote no primeiro gol do Resende. No restante do jogo, não comprometeu e ainda arriscou algumas subidas ao ataque - 5,0

5- Leandro Guerreiro: Fez o seu jogo eficiente de marcação - 5,5

6- Marcelo Cordeiro: Em minha opinião, a melhor partida com a camisa botafoguense. Principalmente no segundo tempo, quando não tinha preocupação com a defesa e pôde atacar sem problemas - 6,0

7- Eduardo: Não é visto em campo (e eu não caio nessa de partida tática)... - 4,5

8- Fahel: Quando não temos adversário que incomode a defesa, se torna uma figura nula em campo, afinal, só sabe marcar - 4,5

9- Loco Abreu: Três gols marcado, um outro perdido e dois belos toques. Tá bom ou quer mais? - 7,0

10- Lúcio Flávio: Começou muito mal e terminou a primeira etapa bem. No segundo tempo ficou nítido que fugia das divididas para evitar o cartão amarelo - 5,5

11- Caio: Não se esconde e participou das principais jogadas ofensivas e até no meio de campo. Enfeitou alguns lances que não deveria, mas é algo natural da idade. Tem talento e vai nos dar muitas alegrias - 6,0

12- Somália: Entrou para compor o meio de campo, e o fez sem problemas - 5,0

13- Diguinho: Uma boa cobrança de falta e movimentação constante em busca da bola - 5,5

14- Wellington Jr.: De novo, escalado fora da posição em que quer brigar por vaga. Mesmo assim, mostrou vontade e disposição, sendo premiado com um gol. Merece mais oportunidades (e no meio) - 5,5

Joel Santana: Dá para notar que mesmo sem jogar bonito, o time tem um padrão tático e sabe bem o que fazer dentro de campo. Se comparado às bagunças dos tempos de Ney Franco e Estevam Soares, tenho que dar o braço a torcer e bater palmas para o Natalino - 6,0