Criticado por muitos torcedores (estou nessa lista) por ter abaixado a cabeça e permitido que o Edno cobrasse uma falta com menos de 2 minutos de jogo e principalmente por não ter se oferecido para cobrar o pênalti desperdiçado pelo Renato, o capitão (?) Lúcio Flávio falou:
"- Foi uma determinação do Joel. Eu vinha em segundo na fila. Foi uma opção dele, e aqui há uma hierarquia, uma organização. Tenho que respeitar. Infelizmente o Renato perdeu. Se empatássemos o jogo ali, a partida poderia ter sido diferente".
Ok, hierarquia tem que ser respeitada, concordo.
Isso quer dizer que no ano passado não havia hierarquia?
Vocês lembram daquela partida contra o Atlético/PR, em que o "treinero dos infernos" mandou o Lúcio Flávio cobrar o pênalti, e ele simplesmente deixou que o André Lima tomasse a bola de suas mãos, desacatando uma "ordem superior"?
Por que não respeitou a hierarquia naquele dia e impôs a sua "moral" de capitão da equipe e - considerado pelos atletas - líder do grupo?
Amigos, já falei algumas vezes e repito: Não sou dos maiores críticos do Lúcio Flávio e até acredito que ele poderá melhorar bastante ao lado do Maicosuel, mas não dá para aguentá-lo ostentando a braçadeira de capitão e o status/moral que goza junto à comissão técnica, diretoria e um grupinho de jogadores.
Por todos os clubes que defendeu, o Lúcio Flávio jamais foi considerado "maestro" e/ou titular indiscutível. Quanto mais capitão e "voz ativa" em campo.
Só no Botafogo isso acontece. Sinal de que nos contentamos/aceitamos com "pouco" ou que nosso grupo é pior do que imaginamos (na questão de personalidade).
E que fique bem claro: Eu concordo que hierarquia é indispensável para que as coisas funcionem, mas não é só isso. É preciso que cada jogador tenha gana, vontade, "sangue" jorrando pelas veias...
...principalmente aqueles que fazem parte dos "considerados líderes e exemplos".
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!