O título deste post foi copiado de uma mensagem enviada pelo amigo Fábio "Snoopy", assim que o Botafogo empatou (1 a 1 - Edno) o jogo contra o "Unimed FC".
A coincidência não era pelo gol, mas pelo simples fato do time ter melhorado com as saídas de dois dos "quatro cavaleiros do apocalipse".
Novamente saíram a besta humana do Fahel e o medroso Lúcio Flávio (entraram Caio e Renato) e o Botafogo passou a encurralar ainda mais o "timinho de terceira" no seu campo.
Exatamente como na última quinta-feira, diante do Palmeiras, ou seja, está claro, cristalino e evidente que o time titular precisa de mudanças...
..."pra ontem".
E por isso eu insisto que não tem essa do treinador ter corrigido ou melhorado a equipe. Ele apenas se aproximou de uma escalação próxima da ideal e que toda a torcida tanto cobra: Um time sem Alessandro, Fahel e Lúcio Flávio (e o Leandro Guerreiro em uma "fila de espera").
Mas não, o folclórico treinador acredita que ele realmente conserta. Acredita que o que aconteceu há três meses atrás se repetirá hoje, independente do adversário, situação de jogo, clima, hora, etc...
O Joel acredita que correr atrás do placar e garantir um ponto é bom (quando saímos perdendo). E nessas, já chegamos à mesma situação da temporada passada: Passaremos a semana inteira na zona de rebaixamento.
Tudo bem, na semana que vem teremos a volta de Jobson, Abreu e a estreia do Maicosuel...
É, mas será que o Natalino mudará as peças que tanto prejudicam o andamento da "máquina"? Ou sobrará para o "lado mais fraco", como por exemplo, ter tirado o Caio do time titular para a entrada do Edno?
Deixo bem claro que o Edno até surpreendeu e essa alteração em específica nem mudou muita coisa, mas uso como exemplo para perguntar o seguinte: O Caio vinha de algumas partidas abaixo da média e já rodou, certo? E por que o mesmo não acontece com Alessandro, Fahel, Leandro ou Lúcio Flávio?
Ah, deixa pra lá...é mais fácil entender como chegaram ao valor do "pï", do que tentar compreender como essas malas perpetuam - ano após ano - em um clube tão grande como o Botafogo.
Dito tudo isso, só resta lamentar (sem entrar nos detalhes do jogo), pois até quando o time joga razoavelmente bem e domina o adversário, não conseguimos vencer.
Agora são seis jogos em casa e apenas uma vitória.
Hoje poderia ter sido a segunda...
...se o Jefferson não falha (putz, ele quase nunca falha), ou se o Herrera para de reclamar e resolve jogar bola, ou se aparecem jogadores com o mesmo espírito e coragem do Somália, etc...
Pô, até quando o "Unimed FC" não joga nada (e eles têm um time melhor), acham um gol e se seguram com verdadeiros milagres do seu goleiro.
Mais uma vez consagramos aquele mascarado da "camisa 1" florida.
Hoje eu lamento. Não pelo resultado em si, mas principalmente pela falta de sorte e pouca inteligência do treinador, que insiste em remar contra a maré de mais de 3 milhões de botafoguenses que estão "cantando" o time titular ideal.
Se continuar com essa forma desordenada e confiando nos chutões e empates atrás de empates, corremos o risco de começarmos 2011 igual ao fatídico ano de 2003.
E sabe o que é pior? O Joel estará empregado em outra praça.
Mudanças, já!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
NOTAS: Botafogo 1 x 1 Unimed FC
1- Jefferson: Falhou feio ao cobrar mal o tiro de meta que resultou no gol adversário - 5,0
2- Alessandro: Só afunila as jogadas e se livra da bola. Nada além disso - 4,0
3- Antônio Carlos: Assusta o adversário na frente, mas também nos assusta atrás - 4,5
4- Danny Morais: Parece ser um pouco menos afobado do que o Fábio Ferreira - 4,5
5- Leandro Guerreiro: Conseguiu anular o Conca - 5,0
6- Marcelo Cordeiro: Não foi tão incisivo na frente e deu uns espaços nas suas costas - 4,5
7- Somália: Faz o papel do Alessandro, do LG, do LF, etc... O único com coragem e disposição durante os 90 minutos - 7,0
8- Fahel: Chutões. É um dos piores jogadores que eu já vi na vida - 3,5
9- Herrera: Mais "cai cai" do que o Caio. Há uns tempos que não faz uma boa partida - 4,0
10- Lúcio Flávio: Um "camisa 10" que não chuta, não dribla, não dá velocidade. Vive de escanteios e chuveirinhos para a área - 4,0
11- Edno: Enquanto teve fôlego, me surpreendeu - 5,5
12- Renato: Mais uma vez, fez muito mais (em menos tempo) do que o Lúcio Flávio - 5,0
13- Caio: Abriu o time e tentou jogadas pela direita. Perdeu um gol incrível - 4,5
14- Edson: Alguns segundos em campo - Sem nota
Joel Santana: Insistência com um time que precisa ser mudado e as mesmas alterações de sempre. Previsível ao extremo - 4,0