Joel Santana fez uma comparação entre a seleção brasileira de vôlei, que recentemente conquistou mais uma Liga Mundial, e o Botafogo:
"- Duas coisas que foram utilizadas pelo Bernardinho dão lições para a gente. Na final, contra a Rússia, o Brasil mudou todos os jogadores porque é um time qualificado. Pode fazer isso. No último set, o Brasil, que sempre saca forte, encontrou no saque balanceado com bloqueio a maneira para vencer. Isso prova que temos que ter alternativas. Isso que a gente está procurando. Rodar um pouco a equipe para criar alternativas. Vai que nisso a gente encontra uma solução para o problema"?
Meu comentário: Também assisti a decisão da Liga Mundial e concordo com a análise feita pelo treinador botafoguense.
Só faço uma observação entre a frase do Joel e a maneira como o Bernardinho trabalhou no referido jogo contra a Rússia: Na seleção de vôlei não existem intocáveis para o treinador. Ele percebe quem está mal e arrisca a mudança (se for necessária). Tanto é que a partir da semifinal (contra Cuba), o Bernardinho simplesmente barrou o levantador titular, Bruninho, que é um dos melhores do mundo na posição e que "curiosamente" é filho do treinador.
E outra: Não é qualquer um que teria (tem) coragem para deixar o Giba no banco de reservas e mesmo assim conseguir manter um grupo harmônico e vencedor.
O Bernardinho, caro Joel, identifica o problema e tenta (mesmo que não dê resultados práticos) alternativas sem perder tempo e/ou esperar por um "sinal divino"...
...enquanto isso, você ainda não conseguiu ter a coragem - que a torcida tanto espera - para barrar pelo menos três desses titulares indiscutíveis do atual Botafogo.
Mesmo que há muito tempo eles já não mereçam a titularidade!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!