26/02/11

Estamos todos cansados

















Dizem que assim que o River Plate/SE marcou o gol da vitória na última quarta-feira, o técnico Joel Santana se irritou e deixou o camarote em que estava antes mesmo do final da partida.

Ontem a Lenda finalmente falou sobre a derrota para a equipe sergipana, bem como a sua situação no GLORIOSO:

"- Você sabe que eu recusei quatro clubes para ficar aqui? Por que você acha que fiquei? Por respeito ao clube, à agremiação, à torcida. Não sou treinador de um jogo. Mas se tiver que sair, saio. Meus críticos estão batendo. Eu fico só desviando. Agora, é a hora de acertar o time. E se não acertar, eu sei o caminho. Quando viemos, aceitamos uma situação que poucas pessoas iam aceitar. Agora, se achar que sou eu que tenho que pagar...".

É impressionante que até na hora de justificar alguns erros ou excesso de retranca, a Lenda não deixa de se "valorizar".

Podem dizer o que quiserem, mas eu sinceramente não acredito nessa história de várias propostas para sair. Acho sim, que ele fez um baita leilão (sem nenhuma proposta concreta) para conseguir o sonhado aumento salarial.

E se foi isso, digo que é absolutamente normal e acontece em qualquer segmento profissional. O empregado "especula" e cabe ao empregador aceitar ou recusar a situação.

Em seguida, Joel Santana também disse que agora a hora é de falar pouco e trabalhar muito.

Ótimo, não?

Mas antes do final da coletiva, não poderia faltar a clássica "venda do peixe" do Rei do Rio:

"- Como posso ser considerado um treinador ruim com oito títulos neste estado? Então, fico cansado com essa 'mesmice' do futebol".

Tá cansado? Sai, por favor! 

Até porque, nós também já estamos cansados da sua "mesmice" no futebol, Joel!


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!


Fim da estranha novela "Patrocínio"


















O Botafogo passou os dois primeiros meses de 2011 dizendo que três ou quatro empresas disputavam o espaço principal (o famoso patrocínio master) no uniforme do time, e que o clube analisaria as propostas para definir quem seria o patrocinador em 2011.

O tempo passou, e de repente, um anúncio estranho: Botafogo e Guaraviton fecharam um contrato de três jogos (sim, três jogos!). 

Aliás, a terceira partida foi na última quarta-feira, no vexame de Aracaju.

A alegação para o "curto acordo" foi de que as empresas queriam patrocinar o time até o final do campeonato carioca e a diretoria não concordava, querendo até o final da temporada.

Aí, do nada, esse contrato de três datas...

Que nada!

Ontem a noite foi publica uma nota no site oficial do GLORIOSO:

"Botafogo anuncia patrocínio com Guaraviton até o fim do Estadual.

É com grande satisfação que anunciamos a prorrogação da parceria com a empresa Viton até o final do Campeonato Carioca de 2011. Portanto, a marca Guaraviton, além de estar estampada na barra inferior da camisa e no calção até o fim do ano, continuará também no peito e nas costas de nosso uniforme até o fim do Campeonato Estadual".

Caracas.

Muito...muito estranho!

Será que realmente existiam interessados durante todo esse tempo? Se sim, será que a proposta da Viton foi mesmo melhor do que qualquer outra oferecida anteriormente? Ou será que a diretoria viu a besteira que fez e resolveu aceitar qualquer trocado no desespero? E aquela história de que a situação estava controlada e não tínhamos interesse em patrocínios curtos?

Pelo visto, o "problema" de 2011 só começou...
...pois o estadual termina daqui a pouco e aí começa uma nova correria atrás de patrocínio para o que interessa de verdade: O Brasileirão.

Os valores desse novo acordo com a Viton?

Amigos, não façam perguntas difíceis, ok? Para variar, mais uma "negociação extremamente sigilosa" em General Severiano.


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

25/02/11

Moral inabalada

















Depois do competente Anderson Barros e do corajoso Maurício Assumpção comentarem sobre o vexame da última quarta-feira, o dinâmico André Silva falou sobre a situação do treinador e do time para os próximos dias:

"- O Joel conta com o total apoio da diretoria e pode fazer qualquer modificação que julgue necessária".

É...
...
...

(nessas horas o silêncio fala mais do que qualquer palavra).



SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Sem pressão


















"- Os jogadores sabem o que têm que fazer e os nossos dirigentes vão ter um conversa com eles no sábado. Sem resultado, a bomba estoura no colo deles. É pouco inteligente da parte deles. Os salários estão em dia, nós damos apoio e não tem pressão. Mas queremos o retorno".

É, amigos...
...vocês leram isso mesmo: "...não tem pressão".

O presidente do Botafogo abriu o jogo e disse que não há pressão alguma nos atletas, comissão técnica ou diretoria.

Cada vez mais fica claro porque Anderson Barros, André Silva, Joel Santana, Alessandro, Somália, Fahel, Rosário e tantos outros se "eternizam".

Nosso futebol é tratado como um clubinho de bairro. Ou melhor: Como um clube amador de futebol de areia (pois disso o presidente entende).

Pela enésima vez (só nessa semana): Pobre, Botafogo...


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Planejamento físico (?)


















Palavras do preparador físico do Botafogo, Dudu Fontes, sobre o atacante Herrera:

"- Eu estaria fugindo da responsabilidade se falasse que é apenas uma questão técnica. É um atleta que fez a pré-temporada, tem se esforçado, mas, desde quando voltou da última contusão, tem dificuldades para recuperar a forma. Temos conversado com o jogador e buscado uma solução".

Estranha declaração nesse momento (depois de tanto tempo e de nunca terem tocado no assunto)...

Agora, se o Herrera ainda não está na plenitude da sua forma, não seria mais inteligente deixá-lo treinando até se recuperar? Ou continuarão deixando o atacante correndo risco de novas - e mais graves - contusões?


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Palavras do chefão

















Quando a coisa está feia, chamem o presidente que ele logo assume a responsabilidade e bota ordem na casa.

Mas não me refiro ao presidente Bundão Omissão, e sim ao "presidente" Alessandro, que corajoso como sempre - e ciente de que ninguém é capaz de substituí-lo -, "falou grosso":

"- Temos que assumir. Quero ver quem é homem para dar a cara para bater. E no Botafogo, céu e inferno estão lado a lado. Não adianta achar um culpado. É hora de encarar a realidade, analisar os erros e reagir na partida de volta".

Esse cara tinha que ser homem e "permitir" que o Lucas jogue, pois futebol por futebol, o recém contratado do Figueirense é muito melhor. O problema é que em determinadas posições no time do Botafogo, a meritocracia não é colocada em prática.

Em seguida, o Alessandro completou:

"- Eles virão fechados, mas vamos utilizar a inteligência para vencer".

Quando o Alessandro diz que vai utilizar a sua inteligência, é porque as coisas são mais difíceis do que parecem...


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!