
Vencer era fundamental, mesmo que fosse por apenas um a zero, com gol de mão aos 45 minutos do segundo tempo.
Ainda bem que foi diferente. A goleada de 4 a 0 no Atlético MG serviu para o Botafogo subir na tabela de classificação, bem como resgatar a confiança dos jogadores e - principalmente - dos torcedores alvinegros.
Agora, se analisarmos friamente a partida, o resultado não foi o mais justo. Até acho que o GLORIOSO mereceu a vitória, mas o placar só terminou dilatado porque a equipe mineira já estava com dois atletas a menos. E quem se importa com isso? Se a justiça nos pregou uma peça no domingo passado, pelo menos ela deu o ar da graça (junto com a sorte) nesta noite.
De qualquer forma, os botafoguenses não podem dormir acreditando que a goleada foi um "
banho" e que estamos preparadíssimos para o clássico contra o Flamengo.
Como eu disse, não atuamos bem e em vez de muita festa, os jogadores devem ser parabenizados pelo resultado, mas precisam conversar bastante para que o futebol apresentado nesta quarta-feira não se repita, pois o Flamengo é muito melhor do que o Atlético MG. Além de tudo, como disse um sábio: "
Clássico é clássico e vice-versa".
A partida não foi boa de ser assistida. Exceto pelos últimos minutos, quando o GLORIOSO estava em vantagem numérica no placar e no número de jogadores em campo. Pelo menos sobraram espaços para um ou outro lance de efeito.
Na primeira etapa, o Botafogo só apareceu em duas jogadas. O gol e uma conclusão ruim do Carlos Alberto, que não fez uma boa partida (como quase todos os jogadores), mas teve lampejos quando foi recuado para o meio de campo no final do jogo.
Voltando ao primeiro tempo, o pênalti convertido com menos de 2 minutos quebrou totalmente a estratégia de jogo do Atlético. Foi ótimo para o GLORIOSO, afinal, um gol no início altera todo um quadro pré-definido. Mais uma prova de que a sorte sorriu para o GLORIOSO.
Depois da bela cobrança do Lúcio Flávio, a outra oportunidade apareceu quando o Carlos Alberto entrou livre na área, porém finalizou muito mal. Apesar do Botafogo sonolento e de um leve domínio territorial dos mineiros, o Castillo também não passou por sufocos, mesmo com a zaga botafoguense batendo cabeça em alguns lances. Aliás, todos os setores estiveram abaixo da média, com raríssimas exceções (destaco o Diguinho e Túlio).
Na volta do intervalo o Ney Franco ousou e tentou mandar o time para frente. Ainda assim estava evidente que a noite não era das melhores. Tudo continuava confuso e até o Carlos Alberto recuado para o meio de campo errava lances que não são muito comuns na sua carreira.
Tudo indicava que seria uma partida com final nervoso e se Deus quisesse, com o magro 1 a 0. Estaria de ótimo tamanho! Acontece que o "
cara lá de cima" resolveu presentear os botafoguenses e a expulsão do César Prates permitiu que o alvinegro carioca tivesse menos preocupações defensivas e mais espaços para atacar.
Mesmo com a "
mãozinha divina", o jogo dava sono, pois o Botafogo não acertava o último passe e tinha sérios problemas na defesa. Diante deste cenário "
sem graça", vale o destaque para as péssimas partidas do Lúcio Flávio e Zé Roberto. Principalmente o segundo. Espero que o Ney Franco tenha percebido que o Carlos Alberto precisa jogar no meio, e aí, os dois (ZC e LF) que briguem para a segunda vaga no setor.
Nesta altura eu já não sabia mais o que fazer: Enquanto a partida entre os alvinegros dava sono, víamos os molambos serem ajudados pela arbitragem (e mesmo assim não venceram) e o empate entre o "
bacalhau" e "
timinho de terceira". Era troca de canal frenética...
Nem o gol do Triguinho me motivou a ficar 100% no jogo do Botafogo. Só mesmo quando o Atlético teve o segundo atleta expulso que a partida ganhou mais emoção, já que os mineiros abriram mão de atacar, evitando que o Botafogo aumentasse o placar.
Não conseguiram...
Carlos Alberto entrou driblando o goleiro e marcando o terceiro gol botafoguense e no final o Gil deixou a sua marca. Aliás, a primeira com a gloriosa camisa alvinegra. Apesar disso, da mesma forma que o placar final não pode nos enganar, também não devemos achar que o gol efetiva o Gil à titularidade do ataque. Ele não jogou nada durante todo o tempo em campo. Eu ainda prefiro o Jorge Henrique, perdendo gols, mas servindo os companheiros.
Ah, por falar no "
motorzinho", o Wellington deve ter ficado com inveja no domingo passado. O gol que ele perdeu no segundo tempo também é imperdoável.
Espero que não achem este texto muito negativo. Não é a minha intenção. Apenas tento demonstrar que valeu (valeu muito!) a vitória (e de goleada é sempre melhor), mas não atuamos bem. Foi a pior apresentação do Botafogo nestes quatro jogos sob o comando do Ney Franco.
Tomara que o limitado futebol tenha se esgotado hoje. Domingo é o Flamengo, e aí, é imprescindível que estejamos concentrados, determinados e na torcida pela volta daquele bom desempenho contra o São Paulo. Teremos o desfalque do Thiaguinho, porém os "
molambos" não terão o nosso "
carrasco" (Tardelli) e nem o Bruno.
Vantagem? Que nada, meus amigos! Mesmo com a nossa vitória e o empate do Flamengo, eles ainda estão na liderança e estarão com o Maracanã lotado. A vantagem é deles e eu prefiro assim: Com humildade e pés no chão.
Que venha o urubu! O GLORIOSO está no caminho certo!
Obs: Só não posso concordar que um clube como o Botafogo passe imagem de amador. É inadmissível que para satisfazer caprichos de jogadores (Carlos Alberto), os nossos dirigentes aceitem utilizar uniforme antigo junto com novo.
A camisa 19 que o Carlos Alberto vestiu era diferente do resto do time. Algo bem amador...
...mas em se tratando do marketing botafoguense, essas coisas nem surpreendem tanto!SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!NOTAS: BOTAFOGO 4 X 0 ATLÉTICO MG1- Castillo: Nenhuma defesa em noventa minutos de jogo - 6,0
2- Thiaguinho: Esteve bem, porém precisou se policiar na marcação depois de levar um cartão amarelo bobo. Aliás, merecedor de um puxão de orelhas do Ney Franco - 6,5
3- Renato Silva: Já é limitado, mas hoje fez questão de irritar mais do que o normal, errando inúmeros passes, cortes e chutes. Fraco - 5,0
4- André Luis: Bom nas bolas aéreas e sem problemas pelo chão - 6,0
5- Túlio: Muito bem taticamente e não sentiu quando foi improvisado para a ala direita - 6,5
6- Triguinho: Não passou muita segurança na defesa e não se arriscou no ataque. Na única vez, porém, fez o seu golzinho - 6,0
8- Diguinho: O melhor do time, mesmo não repetindo as suas grandes atuações. Ao menos estava em todas as partes do campo - 7,0
9- Wellington Paulista: Sentiu a ausência do Jorge Henrique e a falta de sintonia com o Carlos Alberto. Ainda perdeu um gol incrível. Pelo menos lutou durante todo o jogo - 5,5
10- Lúcio Flávio: Um pênalti bem cobrado e outros dois ou três bons passes. Em compensação errou muitos outros. Só não foi o pior do time porque o Zé Carlos não permitiu - 5,0
11- Zé Carlos: Resolveu poupar o Lúcio Flávio. Foi uma peça nula em campo - 4,5
19- Carlos Alberto: Não rende atuando de costas para o adversário. Quando recuou, melhorou um pouco, apesar de não repetir a partida do domingo passado - 6,0
12- Leandro Guerreiro: Novamente entrou bem e fechou a zaga das poucas investidas atleticanas - 6,0
13- Gil: Apesar do gol, não jogou absolutamente nada. Ainda não convenceu os que depositam esperanças no seu futebol (não me incluo nesta lista) - 5,5
14- Jorge Henrique: Pareceu nervoso para mostrar serviço e se prejudicou em passes bobos. Mesmo assim, serviu o Triguinho no segundo gol alvinegro - 6,0
Ney Franco: Foi corajoso e a sua estrela da sorte brilhou. O único erro foi escalar o Carlos Alberto no ataquel. Depois acertou a posição do meio campista e soube administrar o placar - 6,5