
Eu confesso que fiquei surpreso com a vitória do Botafogo (2 a 0) sobre o Sport. Positivamente surpreso, deixo bem claro. Não pela vitória, afinal, como botafoguense, sempre acreditarei no GLORIOSO, mas sim pela forma como foi construída: Com vários reservas, improvisações e mesmo assim, sem muitas dificuldades.
É claro que também não tivemos vida boa durante a partida. Aliás, foi uma partida de nível técnico fraco e onde prevaleceu a disposição dos botafoguenses em campo. Nada que não imaginássemos quando vimos a escalação do time que entrou em campo.
Uma dupla de armadores formada por Túlio Souza (volante de origem) e Eduardo (zagueiro/ala) não seria capaz de armar boas jogadas ofensivas. Lógicamente que não armaram, mas se esforçaram para compensar em outras situações. Principalmente o Túlio, que no início do jogo era o que mais chamava as bolas, enquanto o Eduardo se preocupada com toques de efeito e começava a irritar a torcida, quando fez uma bela jogada individual que resultou no primeiro gol do Botafogo, feito pelo Jorge Henrique.
Por falar no "motorzinho", ainda não é aquele do ano passado, mas hoje mostrou muita disposição, correria, bons dribles e o gol, que convenhamos, não é o seu forte. Outro detalhe é que todas as jogadas aéreas cobradas pelo Jorge Henrique foram muito mais perigosas do que as que estamos acostumados a ver, do Lúcio Flávio.
Tudo bem, tiremos os lances de bola parada e fica notório que o "maestro" faz falta ao time, mesmo quando está nos seus piores dias. Lúcio Flávio é o único que sabe segurar a bola e ditar o ritmo de jogo, justamente o que faltou a equipe armada pelo Cuca, que concentrou nos chutões da zaga direto para o ataque.
Ainda no primeiro tempo, o Sport teve duas chances de abrir o placar (antes do gol do Jorge Henrique). Na primeira, Renan saiu de forma estranha e Romerito chutou para fora, sem a presença do arqueiro alvinegro. Logo em seguida, a bola estava passando a linha fatal quando o André Luis apareceu e aliviou. Por falar no zagueiro, tomara que o Cuca pense direito em como armar a zaga do Botafogo, pois André Luis é mais do que titular.
Dos novos contratados, Bruno Costa não se destacou muito (lembrando alguns dos clássicos momentos "malucos" do companheiro de setor, Renato Silva). Já o Thiaguinho, confesso que me deixou empolgado, pois é limitado com a bola nos pés, mas mostrou ter uma característica que admiro: Humildade para reconhecer os seus limites e superar em outros aspectos. Thiaguinho é daqueles volantes que marca o tempo todo e dá chutão para onde estiver virado, com muita raça e disposição. Lógico, não é para ser titular do time, mas se for nessa linha, servirá para compor o grupo.
Por falar em grupo, e o Leandro Guerreiro, hein?
Com todos os desfalques, o Guerreiro entrou em campo como capitão alvinegro. Depois de desastrosas partidas improvisado no lado esquerdo da zaga, voltou para a sua posição original, onde até que não foi mal, mas ainda não lembra (nem de longe) o carrapato de 2007. Infelizmente, mesmo atuando como volante, o Leandro não tem vaga - atualmente - entre os titulares. E talvez o próprio Cuca esteja repensando isso, afinal, sacou o atleta no segundo tempo. Algo impossível de imaginarmos...
Com a primeira etapa virando em 1 a 0 para o Botafogo, temi pelos "famosos recuos" da equipe nos últimos 45 minutos. Bom, não recuamos (continuamos da mesma forma do início) e soubemos administrar a partida até o final (mesmo sem criação no meio e o Fábio no ataque).
Quando o jogo estava em "banho maria", o lance capital: Um impedimento mal anulado do que seria o gol de empate pernambucano. Putz, gelei e pensei: "Lá vem sofrimento".
Acho que o Cuca também sentiu um friozinho e não pensou duas vezes em colocar o Diguinho em campo, para dar mais pegada e qualidade nos passes. Com a saída do Alessandro, o Túlio Souza foi deslocado para a ala direita. Com esta mudança, pelo menos passamos a segurar a bola mais tempo nos nossos pés.
De repente, um apagão nas luzes do Engenhão, que parou o jogo por quase 20 minutos. Todos esperaram e o restante da partida não teve nenhuma novidade, exceto pelo gol que sacramentou a vitória alvinegra, marcado - quem diria - pelo Diguinho. O único titular que não tinha comemorado neste ano. Merecidíssimo! O Diguinho mostrou o porque é o melhor jogador da temporada e deixou claro que o Leandro Guerreiro precisará se recuperar (MUITO) para brigar pela sua vaga de volta.
Ah, não poderia esquecer...
Além do segundo gol, um fato me chamou a atenção depois do apagão: Eu já falei que fiquei surpreso com a saída do Leandro. Se fosse só isso, tudo bem, mas fico impressionado como que o Adriano Felicio continua recebendo (e não aproveitando) oportunidades! Até quando, Cuca? Até quando?
Meu Deus do céu, aconteceu alguma coisa com o Wellington Jr.? Alguém poderia me responder?
Com ou sem Adriano Felicio (infelizmente, "com"), o mais importante seria começarmos o Brasileirão com uma vitória. E conseguimos, superando - inclusive - as expectativas antes da partida. Além do que, dá moral para enfrentarmos o Atlético MG, na quarta-feira, pela Copa do Brasil.
Por falar nisso, essa semana será especialmente mineira para o Botafogo. Depois de eliminarmos o Galo (e vamos conseguir!), enfrentaremos o Cruzeiro, em Belo Horizonte, pela segunda rodada do Brasileirão. Até lá, vamos torcer pelas voltas de todos os nossos titulares, pois eles fazem muita falta.
Vamos que vamos, Fogão!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
1- Renan: Duas saídas estranhas, mas excelentes defesas para compensar. Terminou o jogo com crédito - 7,0
2- Alessandro: Ultimamente tem vivido de lampejos. Diferentemente do início da temporada, quando estava mais regular - 6,0
3- Renato Silva: Não consegue me passar segurança em hipótese alguma. E olha que nem esteve mal na partida - 6,0
4- André Luis: O Cuca não pode pensar em barrar o zagueiro - 7,0
5- Leandro Guerreiro: Atua muito melhor na sua posição original. Ainda assim, hoje não teria vaga no meu time titular - 6,0
6- Bruno Costa: Bom para compor elenco. Não tem bola para brigar por posição - 6,0
7- Jorge Henrique: Brigava contra a maré de azar, até fazer as pazes com o gol. Depois, melhorou muito, brigando, correndo, driblando... Pode melhorar mais ainda - 6,5
8- Thiaguinho: Uma boa estréia, com luta e suor. Características essenciais para um marcador - 7,0
9- Fábio: Dois lances de pivô e nada mais. Uma completa nulidade - 5,0
10- Túlio Souza: O jogador que mais surpreendeu, principalmente atuando no meio de campo, quando apareceu chamando a responsabilidade do jogo. Começa a mostrar o seu valor - 6,5
11- Eduardo: De concreto, apenas a jogada do primeiro gol. De resto, não comprometeu, mas precisa controlar os seus impulsos de achar que é craque e precisar tocar a bola - sempre - com efeito - 6,0
12- Diguinho: Entrou para melhorar o time, e melhorou. Coroado com um belo gol - 7,0
13- Alexsandro: Cinco minutos em campo e uma jogada que quase teve um belo final. Poucos minutos e infinitamente superior ao Fábio - 6,0
14- Adriano Felicio: Já prometi uma vez e honrarei minha palavra: Não comentarei mais sobre esta lesma.
Cuca: Definiu bem a forma da equipe atuar, mesmo com todos os desfalques e sem peças de reposição. Só pecou (mais uma vez) ao dar outra oportunidade para o Felicio - 6,5















