16/05/08

Um curto diálogo inesquecível e emocionante



...estou na linha, ainda sem acreditar que um prazer único me aguardava. Indescritível, conseguido com muita insistência, enrolação e um pouco de mentira. Caso contrário, acho que não teria sucesso na investida.

De repente, uma voz um tanto cansada e pausada (porém, lúcida) entra no outro lado da linha...

N.S: Alô.

R.F (extremamente nervoso): Sr. Nilton? Nilton Santos? Serei breve. Meu nome é R.F e falo de Vitória/ES, só estou ligando para desejar-lhe os parabéns e dizer que nós, botafoguenses, te amamos. Te amamos muito, Nilton Santos.

N.S: Obrigado pela lembrança. Um forte abraço para a sua família.

R.F (já sem saber o que falar): Muito obrigado por esses segundos, Nilton Santos. Nós te amamos.

Nesta hora, já repetindo a mesma frase (praticamente em "alfa", devido ao momento único), não resisti, e comecei a chorar discretamente, tentando terminar a frase com um "Obrigado o Senhor, Nilton Santos".

N.S (com o mesmo timbre): Não chora. Um beijo pra sua família e viva o Botafogo!

R.F (aí ficou difícil controlar!): Um beijo pro senhor. Parabéns e viva o Botafogo e o Senhor! Nós te amamos! Tchau.

N.S: Obrigado, tchau!

Tu...tu...tu...tu...tu... Era o sinal de que os segundos mágicos haviam terminado.

Sim, amigos! É exatamente o que vocês leram: N.S era mesmo o Nilton Santos, e R.F, este que, ainda elétrico e fora de si, vos escreve. Consegui trocar poucas, mas emocionantes palavras com o Nilton Santos. Algo que jamais poderia imaginar na minha vida. Algo que levarei comigo para sempre.

Emocionante foi pouco. Impressionante seria mais preciso, pois acabei de passar por uma experiência única. Que o botafoguense é uma só família, eu já sabia. Mas ao falar com o Nilton Santos, parecia que era o meu avô. Alguém com quem sempre convivi, e não um ídolo, um mito, uma lenda! Em suma: Eu falei com o BOTAFOGO! Isso não tem preço. Não mesmo.

Só me resta repetir um milhão de vezes, se for o caso: OBRIGADO, NILTON SANTOS! PARABÉNS! TODOS NÓS, BOTAFOGUENSES, TE AMAMOS!

Bom, preciso voltar ao ritmo normal desta sexta-feira (por mais difícil que seja agora), pois ainda estou no trabalho e tenho os meus afazeres.

Resumindo: Eu liguei para a clínica onde o Nilton Santos está, para confirmar o número do fax, pois queria enviar uma carta para ele (aliás, o fiz). Enquanto a moça que me atendeu passava o telefone, me disse que, curiosamente, ele estava passando pelo corredor na sua frente e naquele minuto.

Pedi para dar uma palavra. O que foi negado prontamente, pois além de não ser permitido, por definição interna da clínica, o movimento de hoje estava intenso, com muitas pessoas tentando contatar o maior lateral esquerdo de todos os tempos. Isso estava prejudicando e incomodando os outros pacientes e até mesmo os funcionários da clínica.

Argumentei, dizendo que era interurbano, que eu só precisaria de 10 segundos e que se ela quisesse, poderia tirar o telefone do Nilton se ele falasse qualquer coisa. O meu intuito era apenas que ele me ouvisse, mas nem assim a moça amoleceu.

De repente, parti para o apelo mesmo. Inventei que meu avô o conhecia, que jogaram juntos (uma baita mentira!) no Botafogo e que era um recado dele para o Nilton Santos. Lógico que só falei isso porque imaginei que ela não iria perguntar o nome do "meu avô". Concordou, desde que fosse muito rápido. Caso contrário, ela se complicaria no trabalho.

Neste breve intervalo, ouvi baixinho: "Sr. Nilton, venha aqui rapidinho para um neto de um companheiro do senhor, lhe dar parabéns. É bem rapidinho".

A partir de então, amigos, volta-se ao primeiro parágrafo deste post, que repito: Retratou uns poucos segundos mágicos que acabo de viver, com os meus 29 anos de idade!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Parabéns duplo, Nilton Santos!



Comemore, alvinegro!

Hoje é o Dia Nacional do Botafogo. Uma data simbólica, é claro, mas que deve sim, ser vivida de forma especial. É um dia do botafoguense. O dia da Estrela Solitária!

Esta data comemorativa foi criada para coincidir em forma de homenagem ao maior botafoguense de todos os tempos, que hoje também comemora o seu aniversário: Nilton Santos, o melhor lateral esquerdo de todos os tempos, completa 83 anos.

Mesmo com problemas de saúde e internado, Nilton Santos não larga o amor pelo GLORIOSO. O quarto da clínica é todo decorado em preto e branco, com fotos da sua época de jogador, companheiros, toalhas, etc...

Enfim, parece um garoto, que coleciona tudo do clube. É um garoto, sim! Nilton Santos é "infinito" para os botafoguenses. Todos conhecem a sua história e carreira vitoriosa, onde só vestiu a camisa de um clube: O Botafogo.

Quem viu, viu. Quem não viu, reconhece e idolatra. E o alvinegro que nem chegou ao mundo conhecerá quem foi Nilton Santos, tão logo aprenda a se comunicar. E assim, amigos, perpetuaremos o grande ídolo do Botafogo! É justo...e ainda assim, pouco, para tudo que ele já fez por este clube que tanto amamos.

Parabéns, "Enciclopédia"!!! VOCÊ É ETERNO e tem o seu lugar cativo nos nossos corações alvinegros.

Obs: Na foto, o meia Lúcio Flávio, que fez questão de visitar o ídolo, ontem, na clínica em que está internado. Este é o Botafogo!!!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

15/05/08

And the "goal" goes to...



No meu comentário pós-partida, escrevi (e creditei) que o primeiro gol do Botafogo (ontem) havia sido do Wellington Paulista. Continuo convicto - vendo o replay da jogada - de que, de fato, foi mesmo.

Antes de dormir (ainda, ontem), resolvi dar uma "navegada" para confirmar a informação. Para minha surpresa, os sites e blogs esportivos davam o gol para o Zé Carlos, que também participou do lance.

Na mesma hora, escrevi um novo post, creditando - agora - o "tento" para o camisa 11 do GLORIOSO.

Quase 24 horas depois da partida e com a fatura liquidada, ninguém sabe ainda de quem foi o gol. Acreditam? Pois é! Há quem diga que o juiz anotou para o Wellington Paulista e outros insistem que foi em nome do Zé Carlos.

A súmula ainda não está disponível no site da CBF.

Pena que não dá para dividir um gol ao meio, pois foi bom ver o artilheiro voltando ao time do Botafogo e correndo para a galera. Da mesma forma, acho que foi importante para o Zé Carlos recuperar a confiança no seu futebol.

Peraí! Falando assim, eu acabei "dando" dois gols no mesmo lance. Putz, agora sim, fiquei confuso.

Amigos, para vocês, quem foi o autor da primeira "obra" botafoguense no jogo de ontem? Wellington ou Zé?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

A volta será na terra da garoa



Diferentemente do confronto contra o Atlético MG, o Botafogo decidirá a semifinal em São Paulo, na casa do Corinthians.

A primeira partida será na próxima semana, no Engenhão.

Tomara que a diretoria botafoguense e as torcidas organizadas entrem em um acordo até lá, pois se as quartas-de-finais eram importantes, a semi é mais ainda. E nesta hora, o time precisará de apoio triplicado para fazer um bom resultado e viajar para São Paulo com calma e - se Deus quiser - a vantagem para administrar o jogo da volta.

Em 2007, Botafogo e Corinthians se enfrentaram na primeira fase da Sul-Americana. Na ocasião, os eliminamos. Vamos repetir, igual fizemos contra os mineiros?

Se jogarmos com a mesma raça que eles, tenho certeza que a nossa maior qualidade técnica fará a diferença.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Carlos Alberto: Estréia confirmada



O Cuca já declarou que o Botafogo vai enfrentar o Cruzeiro, sábado, no Mineirão, com um time misto, visando a primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, contra o Corinthians, na próxima quarta-feira.

As voltas do Castillo e Triguinho ainda não estão confirmadas (inclusive para o jogo contra o Corinthians). A prioridade do momento é mesmo a Copa do Brasil, sem deixar de lado (por completo) o Brasileirão.

Como o Diguinho levou cartão amarelo ontem e ficará de fora do primeiro confronto contra o Corinthians, é provável que seja o único titular do meio de campo no sábado.
Ao seu lado, Cuca deve escalar Thiaguinho, Eduardo e Túlio Souza (que pode atuar na ala, caso Alessandro também seja poupado).

O certo é que Carlos Alberto já está escalado para estrear no GLORIOSO. O preparador físico alvinegro disse que o meio campista aguentará 45 minutos. Resta ao Cuca definir se serão os primeiros ou os últimos, diante do Cruzeiro. Jogo que vale, inclusive, a liderança do campeonato, apesar de ser apenas a segunda rodada.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Vôo na primeira classe



Assim que o jogo de ontem acabou, os colaboradores alvinegros, Rotemberg e Montenegro, disseram que o cachorro, Perivaldo, o novo mascote do GLORIOSO, trouxe sorte e estará com o time no restante dos jogos, mantendo a tradição do Botafogo em ser um clube supersticioso.

Perivaldo nasceu com uma mancha (em forma de estrela) nas costas e logo virou sensação na imprensa. Ontem, já famoso, compareceu no Engenhão (com o seu dono, também botafoguense, é claro), tirou fotos, entrou com o time e só faltou dar entrevistas, por mais esdrúxulo que seja imaginar tal situação!

O cachorro é lindo e definitivamente alvinegro. O Botafogo é místico e merece que as tradições sejam mantidas, por mais "estranhas" que sejam. Este é o Botafogo, que um dia teve o Biriba (eterno!) e agora, quem sabe, o Perivaldo.

Bom, só não sei como a diretoria fará, afinal, Perivaldo mora na Paraíba!

Ah, amigos. Dá-se um jeito. O Peri deu sorte, é "personalizado" de nascimento e precisa acompanhar o time!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Parabenizo o Alessandro (com uma ressalva)



Tudo bem que o Alessandro é um dos grandes destaques do time neste início de temporada e deu, realmente, a volta por cima, depois que o Cuca bancou a sua permanência no clube, após um pífio ano de 2007.

Hoje, o Alessandro é o dono da lateral/ala direita alvinegra, sem dúvida alguma. Ele, inclusive, passou a fazer gols (o que nunca foi do seu feitio)com certa frequência (já foram 7, com o de ontem)e atualmente goza de certo prestígio com os torcedores. Merecido, pois trabalhou para isso.

Agora, nas últimas partidas eu tenho feito algumas restrições ao lateral...

Nada pessoal e/ou extremamente crítico, mas tenho notado que o Alessandro está extremamente confiante no seu futebol. Deixo claro que isso é importantíssimo e vital para o desempenho do profissional, desde que consiga dosar os momentos.

O que eu quero dizer com isso? Bom, não sei se é uma liberdade plena, permitida pelo Cuca, porém, não é de ontem que o Alessandro está sem posição fixa no time. É ruim? Nem tanto. Depende do jogador, estratégia e/ou esquema. O problema é que em determinados momentos das últimas partidas, tenho lembrado (vagamente) do crápula do Joilson, que deixava uma avenida no seu lado, era visto em todos os cantos do gramado e por vezes, perdido e atrapalhando os companheiros.

Não estou dizendo que o Alessandro é igual, pior ou melhor do que o Joilson. Aliás, o ex-alvinegro sempre foi um jogador que não me convenceu e o atual, ao menos, é digno de elogios pela determinação que atua nas partidas. Ontem, senti falta do camisa 2 em alguns lances. Quando o procurava, o via completamente fora da sua "origem".

Exageros? Delírios? Pode até ser, mas tem sido a minha impressão nestes últimos jogos do Botafogo (precisamente, do Alessandro). E se ontem ele estava sentindo, que pedisse pra sair, porque o GLORIOSO não pode ser prejudicado nunca. Por sorte (e competência), deu tudo certo e o lateral até marcou o gol da classificação.

Fica o alerta para as próximas jornadas.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Correção! O gol é seu, Zé!



Amigos, eu iria dormir com uma dúvida imensa na cabeça e um sentimento de injustiça se não passasse aqui rapidinho.

Como na transmissão da tv ninguém deu certeza de quem foi o autor do primeiro gol botafoguense, achei que seria mesmo do Wellington Paulista, que foi, quem de fato, enfiou a bola para dentro.

Enquanto eu escrevia o post anterior, o primeiro site com as estatísticas também dava como do "Wellingol", mas antes de dormir, resolvi dar uma última conferida geral e todos estão anotando para o Zé Carlos.

Portanto, como será complicado alterar algumas partes do post anterior (com o sono monstruoso!!!), considerem esta correção, ok? Onde eu escrevi que o primeiro gol do GLORIOSO foi do Wellington Paulista, por favor desconsiderem e "entendam" Zé Carlos.

Pronto, Zé! Agora posso dormir com sentimento de justiça feita!

Boa noite e até daqui a pouco, amigos!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Classificação assegurada: Das vaias aos aplausos



Assim que o juiz apitou o final do primeiro tempo, eu juro que temi pelo pior na segunda etapa. Não, amigos. Não foi pessimismo, mas sim o reflexo do que o Botafogo apresentou nos primeiros 45 minutos desta importantíssima vitória de 2 a 0 sobre o Atlético MG, que nos levou - novamente, como no ano passado - para a semifinal da Copa do Brasil, onde enfrentaremos o Corinthians.

Este foi um jogo muito aguardado por todos. Aliás, os mineiros esperavam desde 2007, quando os eliminamos na mesma competição e na mesma fase de hoje. A imprensa tentou criar um clima de revanche, que não teve sucesso, por mais que o jogo tenha sido difícil.

Quando o GLORIOSO entrou no gramado do Engenhão, deu de cara com um pouco mais de 18 mil torcedores, empolgados e esperando uma bela partida. Do lado de fora, as torcidas organizadas boicotavam e protestavam contra a medida da diretoria alvinegra. Depois de uma vitória difícil e até certo ponto dramática, que me perdoem as organizadas, mas eu bato palmas ainda mais frenéticas para o Bebeto de Freitas. Bato palmas também para o Cuca, que exigiu que os jogadores agradecessem no final do encontro. E o principal: Bato palmas para estes 18 mil (arredondando) BOTAFOGUENSES DE VERDADE. Estes sim, provaram que amam o clube e mereceram o reconhecimento do grupo. Às organizadas, que continuassem boicotando a partir de amanhã, mas abandonar o time neste momento, na minha opinião, não tem perdão.

Nem tudo foi um banho de rosas, pois durante todo o primeiro tempo os torcedores, que começaram incentivando, perderam a paciência em várias vezes, vaiando as jogadas erradas e alguns atletas em particular (Zé Carlos foi o alvo principal). Justíssimo, diga-se de passagem. Os 45 minutos foram irritantes. Um time perdido, nervoso, errando passes e oferecendo campo para o adversário, que perdeu uns três gols feitos.

Cuca iniciou o confronto com a batida escalação do Leandro no lado esquerdo da zaga. Mais uma vez o volante não esteve bem. E pelo segundo jogo seguido, ouviu algumas vaias. Insisto no que eu disse no último domingo: Temo que o Cuca esteja queimando um dos destaques de 2007, mas também acho que o próprio Leandro precisa assumir que não consegue atuar no setor e pedir pro Cuca não escalá-lo por lá. É questão de personalidade e confiança de que pode brigar pelo seu espaço aonde ele realmente se sente melhor. Ou seja, no meio de campo.

Durante o primeiro tempo, os destaques foram o Renan (para variar) e a dupla Wellington Paulista e Jorge Henrique, que estavam afastados um do outro porque toda hora tinha que revezar para buscar as bolas no meio, que não tinha criação nem marcação. A defesa também estava uma peneira e o Petkovic fez o que quis. Quero dizer, quase tudo. Só faltou o gol, que os Deuses do Futebol evitaram, para o delírio dos botafoguenses.

Quinze minutos de tensão no interval. Eu tentava imaginar o que o Cuca faria, mas com o banco que dispõe, só mesmo com milagre. Talvez por isso ele tenha insistido em voltar com a mesma formação, apesar do primeiro tempo fraquíssimo de todo o time, exceto os três do parágrafo anterior (e um pouco do Diguinho).

Nos primeiros dez minutos da segunda etapa, nada de novo. Um golzinho do Atlético representaria a eliminação do Botafogo, pois eu não acreditava na possível reação se os mineiros saíssem na frente. Mas se o GLORIOSO não melhorou, temos que fazer justiça e afirmar que o Galo também não. Pelo contrário: Acho que eles pioraram, pois não assustaram como no início.

Quando tudo caminhava em "banho maria", apareceu o pé do artilheiro botafoguense.

Após cobrança de escanteio, Zé Carlos desviou de cabeça e antes da bola entrar, Wellington Paulista meteu o pé e reencontrou o caminho do gol. Chegou ao seu sexto no torneio e voltou ao topo da artilharia da Copa do Brasil. Aliás, que diferença o nosso ataque com a volta do "Wellingol", hein? Ainda bem que o Fábio não ficou sequer no banco.

Nada ganho, amigos. Um possível empate de 1 a 1 classificaria os atleticanos, que passaram a alçar bolas na nossa área de forma desgorvenada. Só o Petkovic tentava algo diferente. Foi um risco que o Botafogo assumiu, já que o sérvio teve muita liberdade para criar jogadas. Por sorte, não tem um companheiro do mesmo nível para terminar o que ele inicia.

Cuca tratou de botar o time para se defender. Novamente, um risco. Se foi calculado ou não, pouco importa. Só acho que retranca faltando mais de 15 minutos é perigoso. Edson entrou no lugar do Zé Carlos, que ouvindo as vaias, correu e se dedicou com mais vontade. Suficiente para escutar tímidos aplausos, afinal, ele, de fato, melhorou um pouco na segunda etapa.

Depois de fazer o Wellington Paulista brigar sozinho entre os zagueiros atleticanos (neste momento, Jorge Henrique era quase o lateral esquerdo), Cuca colocou Alexsandro para dar o último gás.

O jogo estava no final. A torcida misturava felicidade com tensão e os jogadores rebatiam todas as bolas com chutões para qualquer lado. De repente, a prova de que a noite era mesmo botafoguense. Do Cuca, para ser mais específico...

Túlio Souza entrou faltando dois minutos (devia ter entrado antes) para o Botafogo ganhar tempo. No seu primeiro toque, um cruzamento rasteiro para o corta-luz do Alexsandro deixar o seu "quase xará", Alessandro, de cara para sacramentar a vitória e classificação do GLORIOSO: 2 a 0! Dito e feito!

Pelo segundo ano consecutivo estamos entre os quatro melhores da Copa do Brasil. Qual a lição disso? Simples, amigos. Por mais que tenha manias, cismas e que mereça críticas em determinadas situações, é preciso que o botafoguense reconheça - SEMPRE -o que o Cuca está fazendo nestes dois anos em General Severiano.

O nosso treinador está fazendo milagres, amigos. Ele não tem um elenco forte. Pior, ele tem um grupo um pouco inferior ao do ano passado e ainda assim, o Botafogo está aí, disputando títulos. Falta conquistá-los, eu sei, mas o trabalho está sendo feito e será premiado. Tenho certeza!

Falo isso com absoluta certeza e sinceridade. E isso porque eu virei o intervalo xingando e reclamando muito do que tinha visto no primeiro tempo, pois eu continuo não concordando com algumas peças, esquemas e alterações do Cuca. Agora, os resultados estão sendo conquistados, com suor, sorte e união.

E diferentemente de algumas torcidas organizadas, eu me considero parte destes 18 mil presentes no Engenhão. Verdadeiros torcedores botafoguenses. E estes sim, podem reclamar, xingar e comemorar, pois não boicotam o próprio clube. De novo, parabéns torcida alvinegra (A VERDADEIRA TORCIDA ALVINEGRA).

Que venham os gambás! Estamos a quatro jogos do título! Vamos trabalhar e torcer muito, pois este ano será nosso!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 2 X 0 ATLÉTICO MG

1- Renan: Não parece ter 18 anos. Está pronto e preparado - 7,0

2- Alessandro: Um primeiro tempo muito fraco e um segundo discreto...até fazer o gol que garantiu a classificação - 6,0

3- Renato Silva: Começou confuso e sofrendo com o Marques. Cresceu e terminou bem - 6,0

4- André Luis: Seguro nas bolas aéreas e forte por baixo - 6,5

5- Túlio: Noite atípica. Errou muitos passes e deixou espaçou para o Petkovic - 5,5

6- Leandro Guerreiro: Completamente torto e desajeitado. No segundo tempo só não teve trabalho porque o Atlético não soube mais atacar - 5,5

7- Jorge Henrique: Segundo bom jogo seguido. A velha dedicação em nome do grupo - 7,0

8- Diguinho: Demorou para se encontrar, mas terminou como de hábito: Muito bem - 7,0

9- Wellington Paulista: Fez muita falta nos últimos jogos. Briga em todos os lances e ainda faz gols - 7,5

10- Lúcio Flávio: Uns 20 minutos de bom futebol. Prova de que, quando ele quer, faz diferença - 6,0

11- Zé Carlos: Começou ouvindo vaias, se esforçou muito e terminou com alguns aplausos. Valeu pela vontade - 6,0

12- Edson: Anulou o Danilinho, na bola e sem faltas - 6,0

13- Alexsandro: 5 minutos em campo e um belo corta-luz para o gol do Alessandro - 6,0

14- Túlio Souza: Um único toque na bola. Decisivo - 6,0

Cuca: Assumiu todos os erros ao escalar a formação que não vem correspondendo. Desta forma, é também o grande responsável pela vitória. Repito: Faz milagres no Botafogo - 6,5