
Inexplicável, porém, justo.
Assim foi o empate entre Botafogo e Santos (2 a 2), na estréia do Ney Franco comandando o GLORIOSO, em plena Vila Belmiro.
Por falar no treinador alvinegro, teve apenas um erro na sua primeira partida: Colocar o bonde “
Van Deer Ley” no lugar do Zé Carlos, quando nós já perdíamos o meio de campo e éramos pressionados pela equipe do litoral paulista. O correto seria a entrada do Lucas Silva (na pior das hipóteses), até porque, depois do empate santista, o matador “holandês-paraguaio” conseguiu mostrar que não passa de uma berração na natureza que cismou que é atacante de futebol, ao perder um gol feito.
O empate acabou com sabor de derrota, pois o Botafogo vencia por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo.
Ao final do jogo, o Ney Franco justificou o resultado dizendo que a diferença foi a falta de opções no banco, já que ele contava com dois zagueiros (Edson e Ferrero), dois atacantes (Alexsandro e Vanderlei) e apenas um volante, que já tinha entrado (Túlio Souza). Só esqueceu de falar do seu erro crucial, quando deixou o meio campista Lucas Silva sentado e pôs o “
bonde” em campo.
Uma pena. Principalmente depois da ótima primeira etapa botafoguense, quando o time estava bem armado e explorando todos os espaços com muita inteligência e tranquilidade. Aliás, nestes 45 minutos iniciais, foi possível observar o trabalho (por mais simples que seja) de um profissional minimamente razoável em comparação ao incompetente do Geninho, que nunca conseguiu dar um padrão para o time.
O ponto falho da equipe alvinegra ficou com a dupla de zaga, que demorou para acordar na partida, com muitas falhas de posicionamento e tempo de bola. Em um lance parecido com o Lúcio (na Copa do Mundo de 2002), Renato Silva deixou o atacante do Santos livre para marcar. Por sorte do Botafogo, a bola preferiu a linha de fundo.
Também notei a sorte voltando pro nosso lado. Mesmo com o golpe final (empate), escapamos de vários lances que poderiam ter nos complicado. Será que foi a prova de que o Ney Franco é sortudo e que o Cuca é mesmo azarado? Não sei, mas não seria exagero “
brincar” sobre isso...
Voltando à partida, quando o Botafogo era melhor (mas pecando nos últimos toques), Zé Carlos mostrou que o time pode (e deve) revezar nas cobranças de faltas. Resultado: Um belo gol. A partir de então, seria o momento ideal para aproveitarmos e matarmos o jogo. Pena que o Jorge Henrique e Lúcio Flávio não colaboraram.
De positivo no primeiro tempo, a garra e o golaço do Wellington Paulista, que marcou pelo segundo jogo seguido, após longo jejum, encerrado na última quarta-feira.
Quando os times voltaram para a segunda etapa, o Botafogo ainda estava bem posicionado e suportando as investidas santistas, que na base do sufoco tentava sem muito sucesso (e sorte). Infelizmente, continuávamos perdendo muitos gols. Estes fizeram toda a diferença no final.
O pior estava por vir, quando o jogo estava bem administrado. O primeiro dos dois golpes fatais: Wellington Paulista sentiu uma pancada e teve que sair de campo. Foi determinante, pois o artilheiro alvinegro era o melhor jogador em campo, infernizando a zaga adversária, marcando e ajudando o meio de campo. Em seguida, o erro capital do Ney Franco (que já mencionei no início do texto). Aí, nos desencontramos por completo e da confiança na primeira vitória fora de casa, passamos a contar desesperadamente os minutos, esperando o apito final.
E ficou por isso! 2 a 2 que não ajudou o Santos e também não foi nada bom para o Botafogo, que agora enfrentará o Ipatinga, no Rio de Janeiro precisando apenas de um resultado: Vitória, de qualquer forma.
Como eu disse, apesar de justo e até certo ponto “
imaginável”, os últimos quinze muntos foram tão impiedosos, que o empate teve mesmo, sabor de derrota.
Agora passou! Não podemos ficar lamentando durante a semana. Até porque, precisamos reconhecer que já houve uma pequena mudança de atitude e padrão tático do time. Entretanto, continuo achando que o Ney Franco não era o nome mais apropriado para o momento do Botafogo. De qualquer forma, os seus primeiros noventa minutos foram infinitamente melhores do que o seu antecessor em todas as oportunidades que teve.
Enfim, temos time para melhorar a nossa situação. Tomara que a confiança esteja voltando aos jogadores, pois só eles poderão motivar os torcedores à comparecerem ao Engenhão nos próximos jogos.
Pois é, amigos...
...é aguardar e ver no que vai dar.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!NOTAS: BOTAFOGO 2 X 2 SANTOS1- Castillo: Bem por baixo, confuso por cima - 6,0
2- Thiaguinho: Não foi mal, mas não é lateral de ofício. Compensa a limitação técnica com muita vontade - 6,0
3- Renato Silva: O de sempre. Lances bisonhos misturados com pés salvadores. É sempre uma preocupação - 6,0
4- André Luis: Me parece ainda sem ritmo de jogo. Comprometeu em alguns lances simples - 5,5
5- Túlio: Um dos melhores do time. Raça e vigor físico. Eu já o testaria na direita, mesmo com a volta do Alessandro - 7,0
6- Triguinho: Bom primeiro tempo, porém se complicou na defesa no segundo. Também deixou de atacar nos últimos 45 minutos - 5,5
7- Jorge Henrique: O velho problema de não saber concluir. Perdeu um gol feito e que garantiria a vitória botafoguense. Em compensação, está menos "
cai-cai" e mais efetivo no ataque - 6,5
8- Diguinho: Voltou a fazer uma boa partida, após três rodadas abaixo da crítica. Pecou - apenas - um pouco na proteção ao miolo da zaga - 7,0
9- Wellington Paulista: O melhor do time. Segundo gol seguido, com muita raça, movimentação e lances de efeito - 7,5
10- Lúcio Flávio: De novo, faltou aparecer mais. Quando mais precisávamos do Lúcio administrando a bola, ele simplesmente não era encontrado - 5,5
11- Zé Carlos: Um bom primeiro tempo, atacando na boa e aparecendo de surpresa. Cansou na segunda etapa, quando foi substituído - 6,5
12- Túlio Souza: Entrou e não fez nada de mais, nem de menos - 6,0
13- Alexsandro: Não teve nenhuma boa oportunidade, mas pelo menos procurou as jogadas de frente - 6,0
14- Vanderlei: Esta meleca é horrível e já deveria estar (de graça) no Brasiliense - 4,5
Ney Franco: Teria uma bela estréia, se não fosse pelo grave erro que cometeu ao substituir o Zé Carlos pelo matador "
holandês-paraguaio" - 6,5