04/10/08

Sujeira em vermelho e preto



Raríssimas vezes abri um espaço no Cantinho Botafoguense para falar de outro time. Se for rival então, menos ainda.

Mas um texto me chamou a atenção e acho que vale a pena abrir esta exceção.

Ele foi retirado do blog do Roberto: http://oblogdoroberto.zip.net/

Diz assim:

"NEM CAIPORA, NEM BICHO-PAPÃO

O que é o Flamengo, meus senhores?

Respondam.

O que é o Flamengo, meus senhores?

O Flamengo não é um time de futebol.

Foi time até Zico, Adílio e Andrade.

Mas mesmo ali não era time.

O Flamengo é uma paixão patrocinada por uma emissora de televisão.

Flamengo que virou paixão quando abriu suas portas ao futuro na década de 30.

Flamengo, casa grande e senzala.

Flamengo que nos anos 70 vivia a sua bancarrota.

Falido.

Até que Roberto Marinho virou pra Márcio Braga e disse: Fiat Lux!

O resto é história. Começando por um garoto que estava lá desde 1970/1.

Pequeno, mirrado. Genial Messi dos anos 70.

Lapidado nos aparelhos de musculação.

Pois é meus senhores.

O Flamengo é uma paixão vitaminada por uma multinacional.

Globo-Times.

Mas não é nenhuma caipora ou mula-sem-cabeça.

Por mais que a imprensa insista em mistificar..."


Meu comentário: Perfeito!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Aquele que faz a diferença



O sábado decisivo começou!

Se quiser continuar vivo no campeonato brasileiro, o Botafogo precisará vencer o Grêmio nesta tarde, em pleno Estádio Olímpico. Qualquer outro resultado não será satisfatório.

Wellington Paulista é o único desfalque alvinegro.

Carlos Alberto será adiantado e substituirá o artilheiro botafoguense na temporada, abrindo um espaço para o Leandro Guerreiro no meio de campo.

Todos nós sabemos que o Carlos Alberto rende mais quando atua no setor de criação, mas a sua individualidade permite que possa surpreender os zagueiros gaúchos, mesmo jogando no ataque.

Enfim, não importa!

Seja no meio ou no ataque, uma coisa é certa: Bola para o Carlos Alberto, pois "ali" está o nosso diferencial.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

03/10/08

À vitória, Fogão!



A última vitória do Botafogo atuando no Olímpico foi em 1995. Ano em que conquistamos o título nacional.

Passados treze anos, nunca mais o GLORIOSO foi "bem vindo" nos domínios do tricolor gaúcho.

Já está na hora de quebrarmos outro tabu.

Algo me diz que amanhã será o dia...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Sem medo de ser feliz



O Grêmio perdeu a liderança do Brasileirão e a sua torcida já começou a cobrar "explicações" dos jogadores e do treinador, Celso Roth.

Apesar da certeza de bom público amanhã, o clima não está mais como antigamente. Ou seja, é o momento ideal para o Botafogo atuar com inteligência e tirar proveito do nervosismo gaúcho.

Além das cobranças, o nosso adversário atuará sem os principais jogadores, enquanto o GLORIOSO só terá o desfalque do Wellington Paulista.

Precisamos entrar no estádio Olímpico com coragem, valentia e inteligência. Assim, com o grupo mais técnico que o Botafogo tem, a vitória passa a ser mais do que viável.

O Diguinho também deu as coordenadas para o sucesso do GLORIOSO, amanhã:

"- O Botafogo tem força para chegar aonde quer, e por isso não pode temer o Grêmio. Nosso maior adversário somos nós mesmos. Sabemos que será uma partida difícil, mas para sermos campeões precisamos vencer os concorrentes diretos, mesmo jogando fora de casa".

A afirmação do volante foi perfeita. Principalmente quando ele diz que o Botafogo é o maior adversário do próprio Botafogo.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Cabeça de treinador é uma loucura



Não que eu morra de amores pelo Gil (pelo contrário), mas eu realmente não entendo alguns critérios e mudanças do Ney Franco...

Logo que chegou ao GLORIOSO, o treinador encheu a bola do atacante, colocando-o para jogar em quase todas as partidas (a maioria saindo do banco de reservas) e como o primeiro reserva para a posição.

Mesmo com o desempenho ruim do Gil, o Ney Franco continuou bancando a sua presença, dizendo que acredita na "volta do velho Gil".

De repente, de uma hora para outra, o atacante não tem mais oportunidades e sequer entra no decorrer dos jogos. Para piorar, teve ocasião em que o Gil nem foi escalado para o banco de reservas.

O Wellington Paulista não enfrentará o Grêmio amanhã (suspensão). Essa situação já aconteceu no campeonato e o Ney Franco - na época - escalou o Gil e o Jorge Henrique na frente. E deu resultado. Principalmente na bela vitória sobre o Atlético PR, em plena Arena da Baixada.

Contra o tricolor gaúcho, o treinador confirmou a dupla de frente formada pelo "motorzinho" e o Carlos Alberto. Assim, Leandro Guerreiro entra no meio de campo.

Eu acho que o Carlos Alberto desequilibra em qualquer posição. Desta forma, não critico esta escolha. Acontece que a dúvida do Ney era o Leandro no meio ou o Fábio no ataque (neste caso, o CA voltaria à posição normal). E ele ainda convocou o Zárate para a viagem do GLORIOSO à Porto Alegre.

Enfim, de excelente opção e sempre utilizado, o Gil passou a ser um qualquer para o treinador botafoguense. E se bobear, nem será mais o primeiro reserva imediato do setor ofensivo.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

E por falar em Argentina...



E finalmente foi definido o próximo adversário do Botafogo na Sul-Americana. Será o Estudiantes, que eliminou o atual campeão, Arsenal de Sarandí.

Por pura questão de tradição, eu preferia enfrentar o Arsenal. De qualquer forma, o GLORIOSO terá pela frente um time argentino, que não importa qual seja, é sempre uma parada dura.

Por falar em argentino, o Zárate está entre os vinte relacionados pelo técnico Ney Franco para o jogo de amanhã, contra o Grêmio.

Dos vinte atletas, dezoito ficarão à disposição.

Só espero que o Zárate não seja um dos "dois esquecidos". Caso contrário, além de comer e dormir (recebendo salário) por quase três meses, o atacante - sem culpa no cartório - ainda terá o prazer de visitar a bela Porto Alegre sem nenhum compromisso.

Vamos aguardar a definição do Ney Franco.

Obs: Amigos, o próximo post desta sexta-feira será quando eu chegar em Vitória. Até lá...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

02/10/08

Túlio: Reflexo na equipe



O Fábio alertou muito bem para um fato que acontece no time do Botafogo: Quando o Túlio está bem, o futebol da equipe é um. Porém, quando a fase do volante alvinegro não é das melhores, o grupo também sente.

Coincidência ou não, o Túlio não tem feito boas partidas nas últimas rodadas. O Botafogo, ídem.

O pior é que sem uma boa jornada do camisa 5, o meio de campo, que é o nosso setor mais forte, fica extremamente debilitado. A começar pelo companheiro de "guarda", Diguinho, que precisa correr por dois. E ainda causa impacto no ataque, já que o Túlio é um elemento surpresa nas investidas do GLORIOSO.

Portanto, fica a torcida para que o Túlio volte logo aos seus melhores dias.

O Botafogo será o maior beneficiado.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Menos, Ney Franco. Menos...



Amigos, não quero que tenham uma impressão de que sou o típico torcedor chato e pessimista ao extremo. Definitivamente não sou. Acontece que, apesar da vitória de ontem, eu continuo achando que falta muita coisa para este time do Botafogo.

O que vale a vitória, claro. É muito melhor jogar mal e vencer, do que proporcionar espetáculo e - no máximo - empatar. Quanto a isso, nós já somos vacinados (vide o ano passado).

Na vitória de ontem, reconheço que os jogadores voltaram a apresentar uma característica que andava sumida nos últimos jogos: Empenho.

A entrega e seriedade dos atletas foram determinantes para o resultado e consequente classificação. Mas parou por aí...

Continuamos sem padrão tático, esquema de jogo e alternativas.

Nesta momento, dependemos exclusivamente dos lampejos do Carlos Alberto e nada mais. O que mais temos visto nas partidas do GLORIOSO são chutões para frente, sem que a bola passe - com calma - pelo meio de campo. Justamente a nossa maior virtude até pouco tempo atrás.

E é por isso que eu discordo da afirmação do Ney Franco, após a vitória sobre o América:

"- Acima da parte física e tática, o que decidiu o jogo foi o fator psicológico. Houve o sufoco natural de um adversário que veio para cima, mas não levamos gol no fim. O time mostrou força física e esteve bem de cabeça".

A parte tática não "houve". A física tem - estranhamente - sumido quando o relógio marca 20 ou 25 minutos das segundas etapas e o psicológico continua instável.

Não é natural que um time como o América de Cáli dê sustos no Botafogo. Quero dizer: Não seria nem preciso, caso o GLORIOSO não recuasse (como de hábito) covardemente no segundo tempo. E convenhamos que comemorar não ter sofrido gol no final é o maior indício de que o psicológico ainda está traumatizado.

Eu disse e repito: Vencer é sempre bom. Palmas para os atletas.

Mas o Botafogo está longe de passar confiança para a torcida. Ah, e o Ney Franco precisa parar de jogar "confetes" nas vitórias. Neste momento, quanto mais grudados no chão estiverem os pés, melhor para o GLORIOSO.

Obs: Ainda estou em São Paulo. Portanto, é provável que o Cantinho Botafoguense só seja atualizado hoje a noite. Conto com vocês, amigos...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Valeu pela classificação. Mas até quando daremos sopa para o azar?



Antes de qualquer comentário sobre a vitória do Botafogo, eu gostaria de demonstrar a minha surpresa, pois jamais pensei que descobririam um comentarista mais chato do que o Raul Quadros, Sérgio Noronha ou Neto...
...até que finalmente fui apresentado a um "tal" Paulo Lima!

Parabéns ao SporTV: Cada vez mais baixando o nível da sua equipe. A ESPN Brasil só agradece...

Mas isso é problema das emissoras. O "nosso", deixou de ser. Pelo menos por hoje, afinal, a vitória por 3 a 1 do GLORIOSO sobre o América de Cáli, classificou a equipe para as quartas-de-final da Sul-Americana.

O adversário do Botafogo será conhecido amanhã, entre Estudiantes e Arsenal. Certo mesmo, é que a próxima parada internacional do alvinegro será na Argentina.

Precisando reverter o placar adverso (0 a 1) da primeira partida - realizada na Colômbia -, o Botafogo precisou partir para cima da equipe colombiana, pois só a diferença de dois gols nos classificaria. E foi justamente o que aconteceu...

Eu falei hoje cedo: Acordei confiante nesta quarta-feira e sentia que passaríamos de fase. Só não imaginei que - mais uma vez - daríamos "sopa para o azar". Pelo amor de Deus, até quando o Botafogo dificultará as suas partidas, por mais fáceis que sejam (estejam)?

Eu respondo, amigos: Até que tenhamos um treinador que seja capaz de impor moral e passar vibração à equipe, e que saiba - principalmente - substituir os jogadores certos nas horas devidas.

Tudo bem, nos classificamos. Não vamos focar só nos pontos negativos.

Partindo pra cima desde o primeiro minuto de jogo, o Botafogo marcava forte e pressionando o América no seu campo. Isso obrigava o time colombiano a rifar a bola, que obviamente sobrava sempre em pés alvinegros.

Em compensação, o ferrolho armado pelo treinador do América não permitia que os jogadores botafoguenses passassem da linha da grande área adversária, repleta de "camisas vermelhas". Só conseguíamos alguns lances em jogadas individuais, como fez o Diguinho, que saiu dando chapéu e dribles nos marcadores, entrou na cara do goleiro e chutou cruzado para dentro da pequena área, onde o Wellington Paulista só meteu para dentro e correu para os abraços.

O atacante alvinegro estava muito mal na partida e comemorou o gol com muita raiva. Mas os torcedores gritaram mesmo o nome do Diguinho, que foi o autor do lindo lance.

Apesar da boa movimentação da dupla Carlos Alberto e Jorge Henrique, o Botafogo continua cometendo o equívoco dos últimos jogos: As bolas não passam pelo meio de campo. São constantemente rifadas da zaga para o ataque...

Aliás, os zagueiros alvinegros jogaram com muita seriedade e sem enfeitar. Mesmo assim, em uma jogada isolada, o atacante colombiano entrou (aos 45 minutos) na frente do Castillo, mas chutou para fora. Um gol do América obrigaria o GLORIOSO a fazer mais dois no segundo tempo.

Com 1 a 0 na conta, o Ney Franco voltou com o mesmo time na etapa complementar. Era preciso mais um gol, que não demorou.

Em uma boa triangulação ofensiva, Jorge Henrique colocou a bola de cabeça na área adversária para o Carlos Alberto, que pensou rápido e antes que os zagueiros chegasse, meteu uma "quase" bicicleta. O gol já garantiria o Botafogo na próxima fase.

Mesmo sendo eliminado, o América estranhamente não assustava, apesar de ter voltado um pouco mais corajoso no segundo tempo.

De repente, em uma falha da zaga, Alessandro ganhou na linha de fundo e cruzou rasteiro para o Wellington Paulista marcar o seu segundo gol. O terceiro do GLORIOSO, que agora poderia até se dar o luxo de sofrer um "tento".

E nesta hora, quando a fatura parecia liquidada, que começou a série de erros alvinegros:

1- O time recuou de forma absurda, permitindo uma pressão do América;
2- Ney Franco deixava o tempo passar sem esboçar qualquer reação;
3- Jogadores importantes cansaram nitidamente.

Apesar da vitória, a torcida começava a ficar irritada com a falta de vontade da equipe, que depois de construir o marcador, abriu mão do jogo. O que o Ney Franco fez? Nada!

Se eu fosse o técnico botafoguense, colocava força ofensiva no time, pois os colombianos ofereciam os contrataques diante da necessidade de fazer gols.

De repente, após um "bate cabeça" do sistema defensivo do Botafogo, o América abriu o seu placar e partiu para o segundo, que os classificaria.

Com o meio de campo completamente dominado e perdido, Ney Franco preferiu colocar o Zé Carlos no lugar do Triguinho, que saiu reclamando de dores. Pronto! Aí perdermos de vez qualquer oportunidade de matar a partida. Além disso, o adversário passou a investir no lado esquerdo botafoguense, levantando bolas na nossa área, esperando uma falha individual.

Foram uns dez minutos de pressão do América e o Botafogo segurando o resultado. Aliás, uma vitória que estava nas mãos e que o próprio GLORIOSO fez questão de oferecer riscos à classificação. Isso precisa ser revisto e conversado seriamente entre o grupo, pois atuando desta forma, deixamos nove pontos para trás no Brasileirão.

Nove pontos que hoje, nos colocariam na liderança do Nacional.

Não podemos repetir esta falha. Principalmente agora, quando - indepentende do adversário - encararemos uma equipe argentina.

Aí, amigos, sabemos...
...se bobearmos, eles não perdoam!

Que diga o River Plate.

Mas, tudo bem! Valeu a vitória, que andava sumida de General Severiano.

Tomara que os bons ventos voltem a soprar no Botafogo, pois continuamos jogando muito mal, e dependendo da sorte (como no início do trabalho do Ney Franco).

E vamos para o Sul. Quem sabe no sábado eu não acordo com o mesmo sentimento de hoje, né?

Que assim seja!

Obs: Após o terceiro gol alvinegro, recebi um telefonema do Gil, que falou tudo: "Rodrigão, a gente tenta, tenta, mas não conseguimos viver longe do Botafogo. A gente ainda vai morrer disso".

Gil, tomara, cara! Tomara! Porque quando este dia chegar e se for por esta causa, juro...morreremos felizes!


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 3 X 1 AMÉRICA DE CÁLI

1- Castillo: Sem culpa no gol. Só precisou fazer uma defesa na partida: Justo a que nos livrou do segundo gol (eliminação) do América - 7,0

2- Alessandro: Alternou bons e maus momentos. No todo, teve uma média positiva - 6,0

3- Renato Silva: Três boas antecipações. No final, se complicou um pouco - 6,0

4- André Luis: Hoje chutou todas as bolas para onde estivesse virado - 6,0

5- Túlio: Começou bem, mas sumiu na segunda etapa - 5,0

6- Triguinho: Bem na defesa. Poderia ter atacado mais - 6,0

7- Jorge Henrique: Apesar de não ter feito muitas jogadas, procurou se movimentar e abrir espaços por todo o ataque - 6,5

8- Diguinho: Abusou da habilidade no primeiro gol alvinegro. É o "carregador de piano" do meio de campo. Parece que cansou no final do jogo - 6,5

9- Wellington Paulista: Iniciou a partida errando tudo e irritando a torcida. A partir do momento que parou de reclamar e se preocupou em jogar, fez dois gols. Só precisa colocar isso na cabeça - 6,0

10- Lúcio Flávio: Se apresentou bem na primeira etapa, mas caiu na segunda, quando em vez de prender a bola, procurou sempre os passes rápidos - 6,0

11- Carlos Alberto: Já fez muitas partidas melhores. Mesmo assim, o seu desempenho médio é acima dos demais jogadores. O time depende dele, que mostrou porque é diferenciado ao marcar um belo gol - 7,0

12- Zé Carlos: Uma falta cobrada de forma bisonha - 5,0

13- Fábio: Entrou para fazer a única coisa que sabe: Cavar faltas. Pelo menos conseguiu duas - 5,0

14- Leandro Guerreiro: Poucos minutos em campo - Sem nota

Ney Franco: A vitória não teve o seu dedo nem participação. Pelo contrário: Demorou para mexer na equipe e ainda permitiu que alguns jogadores cansados ficassem o tempo todo na partida. Não sabe trabalhar com banco de reservas - 5,0