
Se o Brasileirão 2009 é qualificado como o mais equilibrado de todos os tempos, que fique bem claro que também é o tecnicamente mais fraco, afinal de contas, um campeonato que tem o Atlético MG na liderança e o Botafogo (tecnicamente igual ao adversário) na lanterna, é sinal de que as coisas estão "feias"...
O empate desta tarde (1 a 1 - Juninho) evidenciou o que cansamos de falar aqui no Cantinho Botafoguense: O elenco alvinegro é fraco? Sim, mas está no mesmo nível da grande maioria dos times. A diferença está em quem escala e é pago para treinar.
Nada mudou! O GLORIOSO continua na última colocação do campeonato...
...mas ao menos não colecionou uma nova derrota.
E convenhamos que antes da bola rolar, estávamos todos muito preocupados, pois enfrentaríamos o líder, embalado por quase 50 mil torcedores.
Apesar do esquema covarde armado pelo Ney Franco, o Botafogo foi superior (pelo menos na posse de bola) durante a maior parte do jogo, pecando principalmente na falta de um atacante decente e de um apoiador que chame a responsabilidade para os seus pés.
Lúcio Flávio não pode ser a nossa referência. Assim como o Jean Coral não pode vestir a camisa do Botafogo. Ainda mais quando atua sozinho e isolado no ataque.
A partida foi fraca, com dois times sem inspiração e criatividade, aproveitando os erros adversários. Foi assim que a equipe mineira abriu o marcador, quando um atacante baixinho subiu sozinho (aonde estava o Emerson no lance?) e cabeceou à queima roupa, sem chances para o Castillo.
Nessa hora eu já temi pelo pior: "Pronto...abriu a porteira e lá vamos nós para mais um final de semana tenebroso"!
Pensei desta forma porque o Botafogo tinha posse de bola, mais jamais ameaçava o gol atleticano. Além do único atacante ser ruim, não tínhamos apoio inteligente dos alas e o "camisa 10" se escondia.
Soma-se à isso, um time sem jogadas ensaiadas e movimentações surpresas.
Como empatar e/ou quem sabe virar a partida?
Simples, amigos: O GLORIOSO só tem uma jogada ofensiva (e desde janeiro que eu falo isso)...
...cobranças de faltas para o Juninho!
Foi justamente através de uma bola parada que o alvinegro carioca empatou no placar e virou a primeira etapa com leve superioridade.
No segundo tempo tudo continuou bem parecido, apesar de uma marcação mais forte do Atlético MG.
Ainda bem que eles também estavam mal inspirados, pois o gol do Castillo foi pouco ameaçado (e quando chegaram perto, o goleiro uruguaio mostrou segurança e arrojo para garantir a defesa botafoguense). Em compensação, abriram espaços para os contrataques dos comandados do "professor"...
...mas aí entrou um detalhe: A qualidade técnica lamentável do nosso ataque.
Com um pouco de calma e talento, a virada no marcador seria algo bem natural e nada questionável. Acontece que com Jean Coral, Renato, Tony, Lúcio Flávio, Laio, etc...é pedir demais, né?
Para completar o sofrimento da lanterna, uma bola sobrou nos pés do Alessandro quando o jogo estava no último segundo...
Era o lateral alvinegro e o gol...
...perdido!
Por causa de mais essa falha, continuamos na 20ª posição. Se a bola do Alessandro tivesse entrado, poderíamos até dormir longe da zona de rebaixamento.
Mas exigir algo além do apresentado nesta tarde é pedir demais, né?
Infelizmente não veremos até o final do ano, por conta da insuficiência técnica da equipe e da incoerência e burrice do seu treinador. Se não fossem esses "detalhes", estaríamos ali, no meio da tabela.
Ao menos não fomos derrotados de novo!
Esse é o pensamento do botafoguense hoje em dia...
É pensar pequeno demais para a nossa grandeza, eu reconheço. Entretanto, é tudo o que a realidade - e razão - nos permite!
Agora é pensar no Avaí e torcer por mais uma data de pouca inspiração para o nosso adversário, afinal de contas, é bem provável que atuemos com medo até contra eles, pois esta é a característica dos times do "professor".
E o pior é que o Maurício Assumpção já fala em mais três anos de Ney Franco.
Seja o que Deus quiser...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
NOTAS: BOTAFOGO 1 X 1 ATLÉTICO MG
1- Castillo: Seguro em todas as bolas no chão e no alto. Fez uma linda defesa no final da partida, evitando o segundo gol adversário - 6,5
2- Alessandro: O futebol de sempre. Nada de mais e nem de menos... - 4,5
3- Juninho: Lento, mas imprescindível para o time que só tem uma jogada ofensiva: As suas cobranças de faltas - 5,0
4- Emerson: Erra passes de menos de 30 centímetros, além de permitir que um atacante baixinho faça o gol. Como é "marido (ou mulher)" do treinador, continua titularíssimo - 4,0
5- Leandro Guerreiro: Partida discreta, mas presente em todos os setores do campo - 6,0
6- Eduardo: Muito melhor quando atua na zaga - 5,5
7- Thiaguinho: Pareceu perdido depois de atuar durante muito tempo nas laterais. Precisa de sequência em uma posição apenas - 5,0
8- Renato: Até jogou bem durante os 10 primeiros minutos. Depois, cansou com menos de 20 minutos e provou que profissionalismo e boa forma não são palavras que ele conheça e respeite - 4,5
9- Jean Coral: Faltam só mais 4 anos de contrato... - 3,5
10- Lúcio Flávio: Mais uma partida apagada e se escondendo da bola - 2,5
11- Batista: Não repetiu as últimas boas apresentações. Mesmo assim, é infinitamente superior ao Léo Silva e Fahel - 5,0
12- Laio: Entrou e além de não acrescentar, ainda desperdiçou um contrataque perigoso - 3,5
13- Tony: Só "cisca" para lá e para cá. Improdutivo ao extremo - 4,0
14- Léo Silva: Poucos minutos em campo. Suficiente para mais um cartão amarelo - 3,5
Ney Franco: Muda esquema e jogadores toda hora. Só não sabe como dar padrão de jogo a um grupo. Por isso, não pode ser considerado treinador de futebol... - 3,0














