
O capitão que não comanda, o guerreiro que não briga e o maestro que não rege a orquestra.
A passividade e o conformismo são as marcas negativas do trio formado por Juninho, Leandro Guerreiro e Lúcio Flávio. Justamente os três, que junto com o Alessandro, são os mais antigos e que teoricamente teriam moral para discutir, exigir e cobrar do grupo.
Mas não adianta esperar atitudes que não fazem parte das personalidades deles, né?
Nem estou entrando no mérito da questão de que isso é bom ou ruim na vida particular de cada um. Falo apenas na parte profissional, pois aí sim, considero que jogador de futebol sem "personalidade" precisa repensar muitas coisas.
Falo isso porque durante o treinamento de ontem o Estevam Soares deu uma ordem aos atletas e um deles reclamou abertamente (mas sem criar um clima ruim no ambiente/trabalho). Depois, o mesmo jogador sentou sozinho no canto do gramado e lamentou em alto e bom som:
"– Ninguém fala nada, somente eu reclamo, todos aceitam tudo...".
Obviamente que o jogador em questão não foi o Juninho, Guerreiro e muito menos o Lúcio Flávio.
Foi o Jônatas.
E o Estevam tanto entendeu a reclamação do volante, que também colocou "panos frios" na situação:
"– Acho ótimo essas discussões. Estou aqui para pensar um esquema, mas, às vezes, pensamos uma coisa e elas não funcionam quando é testada no campo. Este é o tipo de grupo que quero, que questione e reclame quando precisar. A discussão é boa e saudável para nossa equipe".
Eu parabenizo o Jônatas pela atitude e personalidade, mas parabenizo também o treinador botafoguense, que entendeu e cobrou mais situações parecidas, afinal de contas, o maior beneficiado será o Botafogo.
Que sirva de lição para o "trio ternura": O respeito é fundamental para o convívio sadio de um grupo, mas o futebol também exige diálogo, contestação e atitude...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!













