A freguesia continua!
O Botafogo venceu o Atlético/MG por 3 a 0 (Maicosuel, Somália e Herrera) e deixou claro qual o alvinegro que dita as regras nesse confronto.
E mais: Foi uma vitória tranquila, indiscutível e com a cara do verdadeiro Botafogo que tanto esperamos.
Aliás, ficou provado que o torcedor precisa sim, ter a sua voz levada em consideração, afinal, há quanto tempo cobramos as saídas de determinados jogadores que o treinador (Joel e os antecessores) insistia em manter entre os titulares?
Nem precisa ser todo mundo de uma vez, mas sempre falamos que quanto menos "cavaleiros do apocalipse" em campo, maior a probabilidade do Botafogo jogar melhor.
Exatamente como na vitória desta noite.
Sem Lúcio Flávio e Fahel, o time foi outro: Vibrante, rápido, dinâmico e fatal.
Algumas coisas ainda precisam ser mexidas? Sem dúvida, mas aos poucos nos aproximamos do que realmente podemos render. E aí, amigos, tenho certeza, a briga será na parte de cima da tabela.
Por que tanta empolgação?
Porque temos, enfim, jogadores que chamam a responsabilidade e fazem a diferença.
O Botafogo do Maicosuel, do Jobson, do Herrera, do Loco, do Jefferson...
...temos opções. E não apenas na frente, pois o Marcelo Mattos deu outra vida no meio de campo, assim como o Somália, que quando mais recuado, também jogou muito.
Dá para sonhar.
Digo isso porque os gols de hoje saíram em jogadas rápidas e pelos lados. Saíram depois de forte marcação em pressão no Atlético. E até mesmo no segundo gol, após um chutão, só marcamos porque apareceu o Somália com coragem e sem vergonha de arriscar (se fosse o Lúcio, pararia, olharia para o lado, etc...etc...etc..).
A mentalidade do Botafogo foi diferente. Parece que saímos do marasmo. Da inércia. De um estado de anestesia geral que durava muito tempo.
"Cozinhamos o galo" sem dó e nem piedade, apresentando um futebol de primeira categoria, mesclando inteligência e seriedade.
Tudo o que sempre pedimos (e até então, não estávamos sendo escutados).
É, Joel! Agora não tem jeito: O GLORIOSO tem que seguir essa nova linha e continuar a caminhada rumo ao topo da tabela.
E as próximas rodadas até que são "generosas". Temos mais três jogos "teoricamente mais simples", sendo que no único que não temos mando de campo, seremos - certamente - a maioria no estádio (contra o Atlético/GO, no Serra Dourada).
Não tem mistério.
O futebol é esse. A mentalidade é essa. Os barrados não podem voltar (jamais). Mas ainda faltam pequenos ajustes, como por exemplo: Abandonar definitivamente o esquema com três zagueiros e partirmos com os três atacantes desde o início.
Ficou provado que a nossa maior virtude é o poderio ofensivo, portanto, azar de como o resto do time será armado. Temos que jogar mais e mais pra cima dos adversários.
O Santos provou que o futebol ofensivo é vencedor.
Temos um grupo ofensivo.
Depende de você, Natalino!
Que a noite deste sábado tenha servido de lição e exemplo e que os pequenos ajustes que faltam, sejam ajeitados para o próximo final de semana.
O sábado não poderia terminar melhor.
O verdadeiro Botafogo, enfim, deu as caras!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
Notas: Botafogo 3 x 0 Atlético/MG
1- Jefferson: Duas defesas sensacionais, mostrando que é goleiro de seleção - 7,0
2- Alessandro: Acima das expectativas - 6,0
3- Danny Morais: Jogou muito, ganhando a maioria das jogadas por cima e por baixo - 7,0
4- Fábio Ferreira: No mesmo nível do companheiro de zaga - 7,0
5- Leandro Guerreiro: Enquanto esteve como líbero, não falhou. Quando voltou ao meio de campo, a marcação amoleceu - 6,5
6- Marcelo Cordeiro: Discreto no ataque e brigador na defesa - 6,0
7- Maicosuel: Mostrou que é o craque do time. Fez gol, lançamentos, jogadas de efeito. E isso porque ainda não está com 100% de ritmo de jogo - 7,5
8- Marcelo Mattos: Colocou mais categoria na posição. Não é afobado e tem qualidade no passe - 6,5
9- Jobson: Mesmo quando não está com o "diabo no corpo", apronta. Responsável pela jogada do terceiro gol - 7,0
10- Somália: No primeiro tempo jogou muito avançado e ficou meio perdido. Quando foi recuado, jogou bem mais - 6,5
11- Herrera: Fez as pazes com o gol (apesar de outros dois desperdiçados). A melhor partida que fez nas últimas rodadas - 7,0
12- Edno: O ritmo do time caiu quando entrou - 6,0
13- Loco Abreu: 9 minutos em campo e sem tempo para sequer tocar na bola - Sem nota
14- Caio: Mostrou que taticamente é importantíssimo. Marcou forte na direita e sempre buscou as saídas rápidas - 6,5
Joel Santana: Finalmente barrou alguns jogadores e apesar de ainda não ter montado o time com três atacantes, surpreendeu com a ofensividade do time no segundo tempo - 7,0
Acréscimo: Por conta de observações dos amigos, coloquei - com outras palavras - o que achei da partida do Alessandro.