A freguesia continua!
O Botafogo foi até Sete Lagoas/MG e venceu o - até então - embalado Atlético (2 a 0 - Edno e Loco Abreu).
Com o resultado, o GLORIOSO assumiu a quarta posição na tabela e colocou quatro pontos de diferença para o primeiro concorrente direto à vaga do G4. Ou seja, faltando seis rodadas para o fim do Brasileirão, podemos "queimar uma".
Mas que não seja na próxima, quando receberemos o outro Atlético (de Goiás) no Engenhão.
A nossa casa precisa ficar lotada, pois ainda dá para brigar até por coisas maiores na competição (estamos a três pontos do G3 e a seis do líder).
Agora, apesar do resultado positivo, se o Botafogo quiser se manter (e até subir mais) na briga, precisará jogar bola também.
Sim, amigos...
...vencemos, mas atuamos muito mal.
Novamente vimos o que já estamos acostumados: Chutões e mais chutões. Apenas isso.
Por sorte (ela reapareceu), os Deuses do Futebol premiaram o técnico Joel Santana e seus comandados, pois se não fosse por eles, sairíamos com outro empate e/ou mesmo uma derrota, visto que o time mineiro foi superior durante quase toda a partida e perdeu inúmeras oportunidades.
Oportunidades que foram raras para a equipe de General Severiano.
Na primeira etapa, inclusive, não recordo de nenhuma sequer.
Já no segundo tempo, tivemos um chute do Jobson que foi espalmado pelo goleiro...
...mas o Loco perdeu o gol feito no rebote.
Até esse momento, a equipe só se defendia e o Joel não sabia o que fazer para mudar. Parecia estar satisfeito, mesmo que o Atlético estivesse dominando amplamente a partida.
De repente (apesar de bem tarde), o despertador do sonolento (e medroso) treinador botafoguense tocou e ele tirou uma das várias nulidades em campo...
Saiu o Lúcio Flávio e entrou o Edno.
Poucos minutos depois, o Loco mostrou para o Caio, Herrera, Somália e Jobson como um líder e jogador sem vaidades tem que fazer: Com o goleiro na sua frente, procurou o toque e deu o primeiro gol do Botafogo para o Edno.
Abreu, um ídolo.
Mas apesar da partida ruim do uruguaio (poucos se salvaram), depois de sua bela demonstração de equipe, merecia o dele.
E veio, após o Edno retribuir e fazer um belo lançamento. O uruguaio avançou, avançou, avançou...
...e com a sua assustadora frieza, deu um leve toque para fechar o caixão atleticano.
2 a 0. Três pontos garantidos.
Graças a sorte!
Comemoremos...
...mas ou o Joel revê muitas coisas, ou vários botafoguenses morrerão do coração até o final do campeonato.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
Notas: Botafogo 2 x 0 Atlético/MG
1- Jefferson: Sempre que exigido, mostra porque é goleiro de seleção - 7,0
2- Alessandro: Apesar de marcar com certa eficiência, deixa muito espaço nas suas costas - 6,0
3- Danny Morais: Não comprometeu - 5,5
4- Márcio Rosário: Alguns erros e outros acertos. Mas tudo na base do susto - 5,0
5- Leandro Guerreiro: Excelente partida na marcação - 6,5
6- Fahel: Nada justifica a sua escalação - 5,0
7- Somália: Discreto demais atuando improvisado no lado esquerdo - 5,0
8- Marcelo Mattos: O melhor de todo o setor defensivo - 7,0
9- Loco Abreu: Três toques na bola: Um gol perdido, outro marcado e uma linda assistência - 6,5
10- Lúcio Flávio: Até tentou aparecer para o jogo, mas só com toques laterais. Muito pouco para quem carrega a alcunha de líder do time - 5,5
11- Jobson: Apagado. Ganhou apenas duas jogadas na frente. No resto, perdeu quase todas - 5,5
12- Caio: Entrou para colocar correria no jogo, apesar de poucos minutos em campo - Sem nota
13- Edno: Fez o primeiro gol e deu o segundo para o Loco - 6,0
Joel Santana: Até os 25 minutos do segundo tempo permaneceu parado, conformado com a covardia e chutões da sua equipe. Escala mal e demora para substituir. Ainda bem que a sorte voltou a aparecer - 5,0








