O site do Globoesporte publicou (ontem) uma matéria bem interessante, questionando se as homenagens dos clubes aos jogadores que completam cem jogos estão ficando ou não banalizadas.
Vocês lembram o que eu comentei quando o Botafogo homenageou o Fahel? Clique aqui.
Mas voltando à publicação do Globoesporte, interessante que até o site "tirou uma" (de maneira sutil) com a homenagem recebida pelo Fahel.
Confiram o trecho, que claramente coloca dois opostos (o craque e o "bagre") como exemplos:
"...de Neymar a Fahel, todos foram devidamente homenageados".
Só que a parte mais "curiosa" foi dita pelo diretor de marketing do Botafogo, Marcelo Guimarães, explicando como o clube administra essas marcas e ocasiões:
"- É uma formar de reverenciar jogadores que conseguem permanecer no clube, mesmo com um mercado tão nervoso. É importante valorizar. São jogadores que passam identificação. É um contraponto ao mercado tão volátil, onde os atletas estão sempre de passagem. É uma forma de premiar o próprio jogador. Esse é um reconhecimento da diretoria com seu funcionário, com placas de metais ou camisas com a numeração especial. Agora estamos fazendo pôsters inspirados no cinema, com foto representativa das características do atleta. É um mimo que ele vai colocar na parede de casa com carinho e orgulho".
"- Depende muito do jogador. Tem outros adicionais. Não basta fazer cem jogos para ter a identificação com o torcedor. A longevidade não assegura a rentabilidade comercial".
Resumindo: Em General Severiano as coisas são baseadas em coleguismos ou amizades. O profissionalismo vem depois, afinal, como o Marcelo falou: "É um mimo para os jogadores".
Foi-se o tempo em que o Botafogo era mais importante para o atleta do que o contrário.
Além disso, gostaria de saber também o seguinte: Se as homenagens em General Severiano não são apenas por causa dos cem jogos, o Marcelo Guimarães poderia explicar quais foram os outros adicionais que levaram os dirigentes à acreditarem que o Fahel tem identificação com o torcedor ou que assegura rentabilidade comercial?
As homenagens estão banalizadas, sim senhor.
Obs: Gostei da posição da diretoria do Atlético/GO que "homenageou" o Elias apenas com uma lembrança no site oficial: "não é a política do clube".
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!








