Não digo o melhor, mas certamente o mais emocionante jogo do ano até agora: Botafogo 3 x 2 Unimed FC (Renato Cajá, Loco Abreu e Herrera).
Antes de mais nada, o que sempre digo: Nada pode ser menor do que o eterno time de terceira divisão!
Dito isso, uma vitória justa para a equipe que foi sim, mais aplicada. Não vai na técnica, compensa-se na raça. E foi o que o Botafogo fez nesta noite.
E com o time todo jogando com muita vontade, coube a um jogador se destacar individualmente: Renato Cajá.
O meio campista foi o dono da partida, chamando todas as bolas, distribuindo as jogadas, arriscando lindos chutes (inclusive um gol marcado e outro não dado, apesar da bola ter entrado). Enfim, um autêntico camisa 10 daqueles que sempre pedimos e esperamos.
Deus queira que o Renato repita essa partida com mais frequência. O grande beneficiado será o Botafogo. Tanto é, que hoje foi o primeiro jogo em que não abusamos tanto dos famosos chutões e bicudas.
Tudo passou pelo apoiador alvinegro.
E o que falar do Jefferson? Mais uma vez monstruoso! Um milagreiro! E me desculpe quem não concorda, mas temos o melhor goleiro - disparado - do futebol brasileiro.
Voltando ao jogo, o primeiro tempo mal começou e o GLORIOSO abriu o placar, após linda cobrança de falta do Renato.
Diferente das vezes anteriores, fizemos um gol e não recuamos tanto (e isso é ótimo!). Só que do outro lado tinha um bom adversário, que em uma cobrança de escanteio, empatou a partida.
O empate não era de todo injusto.
E o jogo, interessante.
Quando apareceu a figura que prejudicou todo o espetáculo: O péssimo árbitro.
Bandido, sem vergonha, safado, ladrão...
...peço ajuda aos amigos para que possamos "elogiar" mais ainda o homem do apito.
Um gol mal marcado a favor do Unimed FC, uma expulsão injusta e pilantra de um dos nossos principais jogadores (Marcelo Mattos), que merecia apenas um cartão amarelo, o fato de não ter expulsado o Fred, que "apitava" a partida, um gol nítido do Renato que não foi marcado, etc...
Não tenho dúvida de que no intervalo ele foi alertado de tudo o que fez de ruim contra o Botafogo.
Tanto é que o panorama mudou por completo no segundo tempo.
Eu não gosto dessa arbitragem brasileira que marca todo e qualquer encontrão. Assim, adianto aos amigos que respeito, mas não vi pênalti em nenhum dos dois lances ao nosso favor. Nem no Loco e nem no Bruno Tiago.
O pior é que na primeira "compensação" (repito, minha opinião), o Loco Abreu tentou a cavadinha e perdeu.
Putz, ali eu imaginei uma segunda-feira horrível para o uruguaio. Perdíamos o jogo e o famoso pênalti da final do ano passado não teve o mesmo efeito hoje.
Alguns poucos minutos depois, outra pênalti.
Novamente o Loco.
Tremi na base...
...e lá vem o Loco, de novo, com cavadinha!
Desta vez, 2 a 2!
Só o louco Loco!
A essa altura o Botafogo era um pouco melhor (depois da boa substituição feita no intervalo - Arévalo na vaga do João Filipe) e em mais um lance genial do Renato, uma enfiada para o Herrera, que voltou a jogar bem e guardou o gol da nossa vitória.
A partir de então - até o último minuto -, voltamos a falar daquele que é o nosso melhor jogador desde 2010: São Jefferson.
Uma série de milagres que garantiram a vitória do Botafogo.
Milagres que lembraram o Wagner naquela final de 95.
Enfim, uma vitória justa no jogo do ano.
E voltamos à liderança. Agora vamos vencer (e bem) o Macaé para nos garantir na primeira posição e enfrentar um pequeno na semifinal da Taça Guanabara.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
Notas: Botafogo 3 x 2 Unimed FC
1- Jefferson: PQP, é o melhor goleiro do Brasil - 9,0
2- Alessandro: Deixou muitos espaços nas suas costas. Melhorou no final da partida - 6,5
3- Antônio Carlos: Baita partida. Ganhou a maioria das jogadas - 7,0
4- Márcio Rosário: Faz o básico. Hoje deu certo - 6,5
5- João Filipe: Serei repetitivo: Continua não me passando confiança... - 5,0
6- Márcio Azevedo: Bom primeiro tempo, apoiando com bastante força - 6,5
7- Bruno Tiago: Muita correria e disciplina tática - 7,0
8- Marcelo Mattos: Anulava o Conca até ser injustamente expulso - 6,5
9- Loco Abreu: Uma cavadinha desperdiçada, outra feita. Provocação ao rival, instrução aos companheiros. Enfim, apesar de não ter feito uma grande partida, é um ídolo - 6,5
10- Renato Cajá: Destruiu! Armou, marcou, fez gol, bateu faltas, distribuiu... Jogaço! - 9,5
11- Herrera: Ainda sem a melhor forma técnica, jogou com muita raça e foi importantíssimo na partida - 7,0
12- Arévalo: Manteve a boa marcação ao Conca - 6,5
13- Somália: Poucos minutos em campo e não acrescentou nada - 5,5
14- Everton: Apesar do pouco tempo, não conseguiu manter o nível do Renato - 5,5
Joel Santana: Tirando a insistência de iniciar o jogo com o 3-5-2, mexeu bem no intervalo e desta vez não mandou o time recuar desde o primeiro minuto - 6,5