Durante a última semana, o técnico Caio Jr. falou que um empate fora de casa contra o Ceará não poderia ser considerado um resultado ruim.
Infeliz declaração do treinador botafoguense, que então não deve ter ficado chateado com o 2 a 2 (Elkeson e Antônio Carlos) de hoje a noite.
Um empate horrível. Principalmente se considerarmos que a partida estava dominada e que os três pontos eram bem possíveis. Aliás, eram obrigatórios, pois com todo o respeito ao Ceará, a equipe nordestina é fraca e em minha opinião brigará contra o rebaixamento.
E por incrível que pareça, o Botafogo desperdiça dois pontos. Mesmo na casa do adversário...
Ah, mas a diretoria também não está preocupada, né? Dispensaram o Loco Abreu (que em minha opinião também errou em pedir a dispensa), abrindo mão do único centroavante capaz de fazer gols no time.
O que sobra? Um pobre Herrera, isolado e sem nenhuma intimidade com a pequena área.
Além do argentino completamente perdido, um Maicosuel que precisa jogar muita bola para justificar o apelido de Mago. Hoje, por exemplo, a única mágica feita pelo camisa 7 foi se esconder durante os 75 minutos em que esteve no campo.
E acreditem, mesmo com todos esses "poréns", o Botafogo foi muito superior ao Ceará.
Nos 45 minutos iniciais, dominamos completamente. Faltou "apenas" um atacante, mas esse foi "liberado pela diretoria". O jogo estava tão fácil que até o Everton começou bem durante os primeiros 20 minutos (depois foi o "cisca-cisca" que conhecemos).
Trocávamos passes e chegávamos facilmente até a entrada da área cearense. E na falta do "homem-gol", só sobrava a alternativa do chute. Foi com ela que o Elkeson acertou uma bomba e foi ajudado pelo frango do goleiro do Vozão.
Mas o Botafogo é especialista em dificultar partidas simples e menos de dez minutos depois, o Fábio Ferreira resolveu facilitar a vida do rival e "deu" o empate.
Na volta do intervalo, o mesmo time...
...e uma postura mais covarde (e taticamente perdido).
Aí foi o segundo tempo que estamos acostumados: Jogo ruim, cheio de passes errados e praticamente nenhuma conclusão. Em compensação, o Ceará cresceu e chegou a virada, após um lindo chute de fora da área.
Nessa hora eu temi pela derrota, afinal, o GLORIOSO não oferecia nenhum perigo aos cearenses.
Por sorte, uma bola sobrou para o Antônio Carlos, que teve calma e igualou o marcador.
Faltavam dez minutos e quase viramos na sorte, mas a trave impediu o triunfo botafoguense, que a julgar pela segunda etapa, não seria justo.
A justiça foi feita: Empate em um jogo fraco, de dar sono.
E que a diretoria do Botafogo acorde, pois apesar de bom volante, o Renato não tem futebol para "consertar" um time. Essa de "vendê-lo" como craque pode ser um tiro no pé, como tem sido até o momento o Maicosuel, que desde o início eu tenho dito: Estão jogando uma responsabilidade absurda - e que beira a covardia - nas costas do rapaz.
Só que não vou me preocupar antecipadamente. O campeonato apenas começou...
...e como a diretoria vive dizendo: Está tudo dentro do planejado...
Certo?
Vai saber...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
Notas: Botafogo 2 x 2 Ceará
1- Renan: Apesar do chute ter sido forte, acho que ele poderia ter defendido o segundo gol do Ceará - 5,5
2- Alessandro: Nulo. E ainda tem quem o defenda... - 4,0
3- Antônio Carlos: O melhorzinho da defesa - 5,5
4- Fábio Ferreira: Uma falha gritante - 4,5
5- Marcelo Mattos: Alternou bons e maus momentos - 5,0
6- Cortês: O melhor do primeiro tempo. Caiu na segunda etapa - 5,5
7- Maicosuel: O pior do time. Escondido, apagado e sem brilho - 3,5
8- Lucas Zen: Partida razoável, cobrindo os espaços e tentando sair para o jogo - 5,0
9- Herrera: Praticamente não tocou na bola. Mas desta vez eu nem o culpo tanto, pois em nenhum momento teve um companheiro na frente - 4,0
10- Everton: Começou bem, se apresentando e correndo. Depois, sumiu e se escondeu - 4,5
11- Elkeson: Nas poucas jogadas que teve, foi o único a arriscar algo - 5,0
12- Caio: Pouco acrescentou - 4,5
13- Thiago Galhardo: Até tentou ajudar, mas os companheiros não colaboraram - 5,0
14- Somália: Entrou e errou vários passes - 4,5
Caio Jr.: Montou o time certinho nos primeiros 45 minutos e depois do intervalo se perdeu na armação e na demora das substituições - 5,0