O Botafogo está no G4.
Pelo menos até amanhã, quando a rodada será completa.
E a subida na tabela de classificação veio de maneira complicada. Não pelo adversário, mas por causa de um início de jogo desarrumado, e até certo ponto, azarado.
Quem imaginaria que o Botafogo sofreria dois gols em menos de dez minutos? Pior: Do lanterna do campeonato e em pleno Engenhão.
Sim, isso aconteceu. Mas o que importa mesmo é o resultado final (4 a 2 - Elkeson, Antônio Carlos e dois do Alex), que fez o GLORIOSO subir e o América/MG continuar na última posição.
Sobre o jogo, tirando a pane dos primeiros 10 ou 15 minutos, a equipe mineira não ofereceu perigo ao gol do Jefferson. Em contrapartida, apesar de não estar na sua melhor noite, o Botafogo tocava, criava e esbarrava no goleiro, azar e na própria incompetência em determinados lances.
E com 0 a 2 no placar, a impaciência da torcida era mais do que esperada. Apesar da diferença técnica entre os times, eu confesso que após uma linda defesa do Neneca em uma bola desviada pelo Loco, pensei: "É, hoje não é dia. Na melhor das hipóteses, um empate".
Para tentar a sorte, precisávamos de um gol ainda no primeiro tempo. E ele veio, em uma pintura do Elkeson, que meteu uma bomba no ângulo.
Bom, teríamos 45 minutos para dois gols na segunda etapa. A tarefa agora era mais possível (menos complicada). Só que o tempo passava e o empate não saía. Piorou quando o Herrera pediu para ser substituído com pouco mais de 10 minutos da fase derradeira.
Mas daí que veio a "estrela da noite": O jovem Alex.
Antes de falar do atacante, o empate...
Escanteio bem cobrado na cabeça de outro destaque da partida: O zagueiro-artilheiro Antônio Carlos.
2 a 2! Pra cima deles, Fogão!
O América era só defesa e o Botafogo - mais na superação do que na arrumação -, ataque.
E o Alex recebe uma bola, parte pra cima do zagueiro, dribla e chuta seco, rasteiro. Virada alvinegra! Delírio para os 13 mil presentes ao Engenhão e milhões de botafoguenses espalhados pelo mundo.
A virada (quase inesperada por mim) tinha acontecido. Restavam alguns minutos para administrarmos o jogo. Para facilitar, a situação estava controlada e nem precisávamos da ajuda do árbitro, que inventou um pênalti no Cidinho.
Alex na cobrança...
...caixa! 4 a 2, três pontos garantidos e uma noite no G4.
Isso tudo no final de semana em que o futebol botafoguense completou 107 anos.
Realmente não poderíamos passar esse sábado sem um presente do time, que repito: Venceu na raça e dedicação (mesmo considerando a fragilidade do adversário).
O que importa é vencer. E vencemos mais uma.
O próximo encontro é mais complicado, mas o Botafogo tem atuado bem diante dos rivais mais fortes.
Beira-Rio, estamos chegando!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
Notas: Botafogo 4 x 2 América/MG
1- Jefferson: Sem culpa nos gols - 6,0
2- Lucas: Poderia aparecer mais no ataque. Partida apenas medíocre - 5,5
3- Antônio Carlos: Tirando o início surpreendente, cresceu demais e não perdeu nenhum duelo com os atacantes, se apresentou para sair jogando e ainda marcou outro gol - 7,0
4- Fábio Ferreira: Boa partida, apesar de alguns sustos - 6,0
5- Marcelo Mattos: As duas falhas iniciais mostraram que a noite não era dele - 5,0
6- Cortês: Bem no primeiro tempo, mas cansou no segundo. Acho que enfeitou um pouco demais alguns lances - 6,0
7- Maicosuel: Até buscou a bola e se apresentou, só que continua muito mal - 5,0
8- Renato: É o homem que dita o ritmo. Boa partida - 6,0
9- Loco Abreu: Pouco tocou na bola - 5,0
10- Elkeson: Viveu de lampejos. Acontece que um desses lampejos resultou no gol que deu início à reação - 6,0
11- Herrera: Era o mais participativo no início, quando todo o time entrou desligado. Jogou sem estar nas melhores condições - 5,5
12- Alex: Mudou o ritmo da partida e foi premiado com dois gols - 7,0
13- Cidinho: Cavou um pênalti (inexistente) e algumas faltas ao nosso favor - 5,5
14- Felipe Menezes: Entrou e pouco foi notado - 5,0
Caio Jr.: Escalou o time que a torcida quer. Nisso, não tem culpa no início perturbado. Espero que tenha aprendido que algumas peças precisam jogar, ao invés de seus "peixes" - 6,0