Durante a atividade de ontem, a imprensa recebeu uma "ordem": Deixas as dependências do Engenhão, porque a segunda parte do treino seria fechada às câmeras e máquinas fotográficas.
Terminado o trabalho, o técnico Oswaldo Oliveira foi conceder a habitual entrevista e logo foi questionado sobre o veto à imprensa. Surpreso - e irritado -, o comandante alvinegro falou:
"- Eu nem sabia. Não dei ordem nenhuma para fechar treino. Se precisar fechar o treino algum dia, eu vou avisar e explicar a razão. O que aconteceu é que decidi levar alguns jogadores para treinarem e arriscassem as entradas na área no campo onde vai ser o jogo. Além disso, treinei cobranças de faltas e penalidades. Nada demais que já não tivesse feito antes. Sinceramente, não entendi. Não proibi nada".
Logo depois, a assessoria de imprensa do Botafogo explicou o ocorrido: A ordem partiu do (in)competente gerente de futebol, Anderson Barros, que, do nada, "achou" melhor que o trabalho acontecesse sem a presença dos jornalistas.
Esse é o homem de confiança bastante elogiado pelo presidente Mauricio Assumpção.
Não custa nada lembrar - um breve resumo - do seu "currículo profissional", retirado da edição de hoje do Vestiário Alvinegro:
"No Flamengo pouco apitava. Mas o suficiente para criar um atrito com Cuca. No Figueirense tinha os poderes ilimitados. Mandava prender e soltar. Determinava tudo na relação com a mídia. No Botafogo até os anos passados tinha poder limitado. Agora, parece estar colocando a verdadeira face para as câmeras. Anderson Barros não gosta nada da mídia. Se sente incomodado com a presença seja de repórteres ou fotógrafos. Quando vê uma lente apontada em sua direção, trata logo de procurar posição para não ficar exposto. Nas poucas entrevistas que concede aos mais chegados, não permite fotos.
Para um clube sem dinheiro e necessitado de exposição por causa dos anunciantes de uniforme, a medida de Barros é um autêntico despropósito. Barros não é tolerado em General Severiano. A maior parte de sócios, conselheiros e beneméritos o quer fora do clube faz tempo. Foi o responsável pelo rebaixamento do Figueirense antes de aparecer no Botafogo. Dizem ter relacionamento estreito com grupos de investimento e o empresário Eduardo Uram. O lateral Lucas foi uma ideia dele, que não deu certo. Curiosamente, esse ano, não contratou nem sequer uma "aposta" para ser reserva. Quando o treinador precisa comendar coletivos, improvisa o meio-campista Gabriel na posição".
Estamos ou não, em boas mãos?
Ah, e já estamos com esse "profissional" sendo elogiado pelo presidente há quatro anos...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!