24/07/08

Muito chão para percorrer



"- Seria uma honra muito grande ser presidente do Botafogo, porém ainda falta muito tempo. Estou preparado, mas, na minha opinião, existe uma hierarquia no clube. O que me interessa mais é que o time continue crescendo independentemente da gestão".

Palavras do Rotenberg à Rádio Brasil, quando foi perguntado sobre as eleições do clube no final do ano e as chances de uma possível candidatura do próprio.

Que bom que ele pensa assim. Se falou a verdade ou não, nos concentremos apenas nestas palavras, que demonstram exatamente como o Rotenberg ou qualquer outro "aspirante" à candidato (situação ou oposição) devem pensar: O que importa - sempre - é o bem do nosso amado Botafogo.

Não nego que o Rotenberg é bem intencionado (até porque, pelo que eu sei, é um torcedor como nós: apaixonado pelo GLORIOSO), mas ele que me perdoe, não está preparado para assumir a presidência do clube.

Pelo contrário: Ainda é imaturo e ingênuo para este "mundo à parte" que é o futebol brasileiro. Precisamos de pessoas que sejam "cobras criadas" ou extremamente profissionais, experientes e metódicas. Caso contrário, corremos sério risco de sofrermos com várias "rasteiras" dos inimigos e até dos "parceiros".

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Típico do futebol de várzea



A foto abaixo mostra a diferença do uniforme utilizado pelo Carlos Alberto em relação aos outros jogadores do Botafogo.

Segundo o atleta, não foi proposital, mas ele não reparou no detalhe quando pegou o seu conjunto de jogo, com o número 19 às costas. O meio campista utilizou o uniforme da última temporada, enquanto o restante do time vestiu a nova linha alvinegra.

É claro que foi sem querer, afinal de contas, ninguém é louco no Botafogo. Mesmo assim, nós não temos roupeiros e/ou pessoas encarregadas de distribuir os uniformes para os atletas? Por menor que seja o detalhe (e que somente os botafoguenses atentem com precisão), são pequenas atitudes, ações e situações que juntas formam a palavra "profissionalização".

Obviamente que não quero fazer deste "desencontro", um problema. Apenas expresso a opinião de que com estes "descuidos", passamos uma imagem de amadorismo e time futebol de várzea. E nenhum botafoguense quer isso, vocês concordam?

Por fim, pergunto: Se já mudamos a linha, por quê ainda levamos uniformes antigos para os jogos?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

O gol não escondeu as deficiências



Marcar um gol é sempre bom para qualquer jogador. Mas como tudo na vida, também há o lado "ruim", ou se preferirem, "perigoso".

Como assim? Bom, falando especificamente sobre a partida de ontem, o Triguinho foi muito feliz e competente quando dominou no peito e marcou o seu segundo gol com a camisa do Botafogo (o outro foi no Cariocão). A partir de então, os alvinegros puderam relaxar, pois a fatura estava liquidada.

De qualquer forma, se considerarmos que o ataque do Atlético MG é muito fraco e inoperante, o Triguinho ainda assim foi envolvido em alguns lances bobos. Sem contar que há muito tempo ele não acerta bons cruzamentos quando se arrisca no ataque.

Eu sei que neste esquema de jogo, a função principal do Triguinho é a marcação, para depois sim, na boa, ajudar o ataque. Mas mesmo na defesa, ele passou por momentos de instabilidade e insegurança diante dos mineiros.

Como domingo enfrentaremos um adversário mais qualificado, toda a atenção será pouca. Principalmente porque pelo seu lado direito, o Flamengo tem uma das suas maiores armas ofensivas (Leonardo Moura). O embate será diretamente com o Triguinho, que precisará de mais segurança, firmeza e atenção para que o lateral rubro-negro não se crie pelo nosso setor esquerdo.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Ele faz a diferença (mesmo quando joga mal)



Quando o Carlos Alberto entrou cara a cara com o goleiro atleticano no final da partida, eu falei baixinho: "Agora veremos a diferença de um excelente jogador para um outro que seja muito bom".

Dito e feito! O botafoguense teve calma e categoria para driblar o arqueiro e marcar o terceiro gol do GLORIOSO na noite.

O lance foi parecido com o que o Wellington Paulista teve ontem e o Jorge Henrique, diante do Santos (e eu considero os dois atacantes muito bons). Em ambas as jogadas, os alvinegros temeram os adversários e em vez de partirem para cima, preferiram um chute rasteiro, sem força nem direção.

Esses são os "pequenos detalhes" que separam o joio do trigo.

Obs: Não estou criticando e/ou "fazendo as caveiras" do WP e JH. Apenas tentando mostrar o porque do Botafogo atual ser Carlos Alberto e mais dez.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Pés no chão, apesar da goleada



Vencer era fundamental, mesmo que fosse por apenas um a zero, com gol de mão aos 45 minutos do segundo tempo.

Ainda bem que foi diferente. A goleada de 4 a 0 no Atlético MG serviu para o Botafogo subir na tabela de classificação, bem como resgatar a confiança dos jogadores e - principalmente - dos torcedores alvinegros.

Agora, se analisarmos friamente a partida, o resultado não foi o mais justo. Até acho que o GLORIOSO mereceu a vitória, mas o placar só terminou dilatado porque a equipe mineira já estava com dois atletas a menos. E quem se importa com isso? Se a justiça nos pregou uma peça no domingo passado, pelo menos ela deu o ar da graça (junto com a sorte) nesta noite.

De qualquer forma, os botafoguenses não podem dormir acreditando que a goleada foi um "banho" e que estamos preparadíssimos para o clássico contra o Flamengo.

Como eu disse, não atuamos bem e em vez de muita festa, os jogadores devem ser parabenizados pelo resultado, mas precisam conversar bastante para que o futebol apresentado nesta quarta-feira não se repita, pois o Flamengo é muito melhor do que o Atlético MG. Além de tudo, como disse um sábio: "Clássico é clássico e vice-versa".

A partida não foi boa de ser assistida. Exceto pelos últimos minutos, quando o GLORIOSO estava em vantagem numérica no placar e no número de jogadores em campo. Pelo menos sobraram espaços para um ou outro lance de efeito.

Na primeira etapa, o Botafogo só apareceu em duas jogadas. O gol e uma conclusão ruim do Carlos Alberto, que não fez uma boa partida (como quase todos os jogadores), mas teve lampejos quando foi recuado para o meio de campo no final do jogo.

Voltando ao primeiro tempo, o pênalti convertido com menos de 2 minutos quebrou totalmente a estratégia de jogo do Atlético. Foi ótimo para o GLORIOSO, afinal, um gol no início altera todo um quadro pré-definido. Mais uma prova de que a sorte sorriu para o GLORIOSO.

Depois da bela cobrança do Lúcio Flávio, a outra oportunidade apareceu quando o Carlos Alberto entrou livre na área, porém finalizou muito mal. Apesar do Botafogo sonolento e de um leve domínio territorial dos mineiros, o Castillo também não passou por sufocos, mesmo com a zaga botafoguense batendo cabeça em alguns lances. Aliás, todos os setores estiveram abaixo da média, com raríssimas exceções (destaco o Diguinho e Túlio).

Na volta do intervalo o Ney Franco ousou e tentou mandar o time para frente. Ainda assim estava evidente que a noite não era das melhores. Tudo continuava confuso e até o Carlos Alberto recuado para o meio de campo errava lances que não são muito comuns na sua carreira.

Tudo indicava que seria uma partida com final nervoso e se Deus quisesse, com o magro 1 a 0. Estaria de ótimo tamanho! Acontece que o "cara lá de cima" resolveu presentear os botafoguenses e a expulsão do César Prates permitiu que o alvinegro carioca tivesse menos preocupações defensivas e mais espaços para atacar.

Mesmo com a "mãozinha divina", o jogo dava sono, pois o Botafogo não acertava o último passe e tinha sérios problemas na defesa. Diante deste cenário "sem graça", vale o destaque para as péssimas partidas do Lúcio Flávio e Zé Roberto. Principalmente o segundo. Espero que o Ney Franco tenha percebido que o Carlos Alberto precisa jogar no meio, e aí, os dois (ZC e LF) que briguem para a segunda vaga no setor.

Nesta altura eu já não sabia mais o que fazer: Enquanto a partida entre os alvinegros dava sono, víamos os molambos serem ajudados pela arbitragem (e mesmo assim não venceram) e o empate entre o "bacalhau" e "timinho de terceira". Era troca de canal frenética...

Nem o gol do Triguinho me motivou a ficar 100% no jogo do Botafogo. Só mesmo quando o Atlético teve o segundo atleta expulso que a partida ganhou mais emoção, já que os mineiros abriram mão de atacar, evitando que o Botafogo aumentasse o placar.

Não conseguiram...

Carlos Alberto entrou driblando o goleiro e marcando o terceiro gol botafoguense e no final o Gil deixou a sua marca. Aliás, a primeira com a gloriosa camisa alvinegra. Apesar disso, da mesma forma que o placar final não pode nos enganar, também não devemos achar que o gol efetiva o Gil à titularidade do ataque. Ele não jogou nada durante todo o tempo em campo. Eu ainda prefiro o Jorge Henrique, perdendo gols, mas servindo os companheiros.

Ah, por falar no "motorzinho", o Wellington deve ter ficado com inveja no domingo passado. O gol que ele perdeu no segundo tempo também é imperdoável.

Espero que não achem este texto muito negativo. Não é a minha intenção. Apenas tento demonstrar que valeu (valeu muito!) a vitória (e de goleada é sempre melhor), mas não atuamos bem. Foi a pior apresentação do Botafogo nestes quatro jogos sob o comando do Ney Franco.

Tomara que o limitado futebol tenha se esgotado hoje. Domingo é o Flamengo, e aí, é imprescindível que estejamos concentrados, determinados e na torcida pela volta daquele bom desempenho contra o São Paulo. Teremos o desfalque do Thiaguinho, porém os "molambos" não terão o nosso "carrasco" (Tardelli) e nem o Bruno.

Vantagem? Que nada, meus amigos! Mesmo com a nossa vitória e o empate do Flamengo, eles ainda estão na liderança e estarão com o Maracanã lotado. A vantagem é deles e eu prefiro assim: Com humildade e pés no chão.

Que venha o urubu! O GLORIOSO está no caminho certo!

Obs: Só não posso concordar que um clube como o Botafogo passe imagem de amador. É inadmissível que para satisfazer caprichos de jogadores (Carlos Alberto), os nossos dirigentes aceitem utilizar uniforme antigo junto com novo.

A camisa 19 que o Carlos Alberto vestiu era diferente do resto do time. Algo bem amador...
...mas em se tratando do marketing botafoguense, essas coisas nem surpreendem tanto!


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 4 X 0 ATLÉTICO MG

1- Castillo: Nenhuma defesa em noventa minutos de jogo - 6,0

2- Thiaguinho: Esteve bem, porém precisou se policiar na marcação depois de levar um cartão amarelo bobo. Aliás, merecedor de um puxão de orelhas do Ney Franco - 6,5

3- Renato Silva: Já é limitado, mas hoje fez questão de irritar mais do que o normal, errando inúmeros passes, cortes e chutes. Fraco - 5,0

4- André Luis: Bom nas bolas aéreas e sem problemas pelo chão - 6,0

5- Túlio: Muito bem taticamente e não sentiu quando foi improvisado para a ala direita - 6,5

6- Triguinho: Não passou muita segurança na defesa e não se arriscou no ataque. Na única vez, porém, fez o seu golzinho - 6,0

8- Diguinho: O melhor do time, mesmo não repetindo as suas grandes atuações. Ao menos estava em todas as partes do campo - 7,0

9- Wellington Paulista: Sentiu a ausência do Jorge Henrique e a falta de sintonia com o Carlos Alberto. Ainda perdeu um gol incrível. Pelo menos lutou durante todo o jogo - 5,5

10- Lúcio Flávio: Um pênalti bem cobrado e outros dois ou três bons passes. Em compensação errou muitos outros. Só não foi o pior do time porque o Zé Carlos não permitiu - 5,0

11- Zé Carlos: Resolveu poupar o Lúcio Flávio. Foi uma peça nula em campo - 4,5

19- Carlos Alberto: Não rende atuando de costas para o adversário. Quando recuou, melhorou um pouco, apesar de não repetir a partida do domingo passado - 6,0

12- Leandro Guerreiro: Novamente entrou bem e fechou a zaga das poucas investidas atleticanas - 6,0

13- Gil: Apesar do gol, não jogou absolutamente nada. Ainda não convenceu os que depositam esperanças no seu futebol (não me incluo nesta lista) - 5,5

14- Jorge Henrique: Pareceu nervoso para mostrar serviço e se prejudicou em passes bobos. Mesmo assim, serviu o Triguinho no segundo gol alvinegro - 6,0

Ney Franco: Foi corajoso e a sua estrela da sorte brilhou. O único erro foi escalar o Carlos Alberto no ataquel. Depois acertou a posição do meio campista e soube administrar o placar - 6,5

23/07/08

O troco vem no segundo turno



Por mais esdrúxulo que seja imaginarmos um clássico carioca no Maracanã com um time "mandante" e outro "visitante", achei a decisão do Flamengo justa.

No domingo, os alvinegros terão direito a apenas 20% da capacidade do estádio, conforme manda a regra. Tudo porque o GLORIOSO faz questão de realizar os clássicos (como mandante) no Engenhão, como foi o Vasco, na terceira rodada do campeonato brasileiro.

Só faço uma observação: Chega de tratarmos os adversários com todo o carinho e respeito na nossa casa. Tratemos com educação e civilidade, mas nada de companheirismo e politicagem.

Estas são as únicas exigências que - aposto - os botafoguenses exigem da sua diretoria.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Um desperdício



Não entrarei no mérito de quem deve sair do time para a entrada do Carlos Alberto. Esta é uma escolha única e exclusiva do Ney Franco, que recebe um bom dinheiro justamente para isso.

O que não posso deixar de comentar é a possível posição do jogador na partida de hoje a noite.

Carlos Alberto não sabe atuar como segundo atacante, estando a maior parte do tempo de costas para os adversários. Esta posição já foi testada no próprio Botafogo. Não deu o resultado esperado e que o atleta pode oferecer.

Tudo bem, e se ele fizer uma boa partida? Que ótimo para a gente, mas se assim for (e torço por isso), deve-se muito à categoria do Carlos Alberto, que é diferenciado e capaz de decidir jogos em apenas um lance. Agora, chegando de trás, e principalmente, de frente para a zaga oponente, existe uma certeza: O Carlos Alberto rende mais ainda.

De repente o Ney Franco não quer sacar o Lúcio Flávio. Ele tem esse direito, mas então que arrume algum outro "bode espiatório"...
...desde que o Carlos Alberto possa atuar no meio de campo.

Como só saberemos a posição de noite, ficamos na espera.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Com a cabeça no domingo...



O jogo de hoje a noite contra o Atlético MG é muito importante para o Botafogo dar um salto na tabela de classificação e se afastar da temida zona de rebaixamento (a diferença é de apenas um ponto).

Ney Franco terá todos os titulares à disposição. Entretanto, ainda não definiu quem sai para a entrada do Carlos Alberto (Lúcio Flávio ou Jorge Henrique). O mistério será resolvido minutos antes da partida, mas independente do escolhido, o Botafogo precisa sufocar os mineiros do início ao fim, pois depois do Atlético, ainda teremos mais dois jogos seguidos no Rio de Janeiro (Flamengo e Goiás).

E falando nos "molambos", um fato me preocupa: Vários são os titulares pendurados com dois cartões amarelhos (Castillo, Thiaguinho, Renato Silva, Andre Luis, Lucio Flavio, Carlos Alberto e Wellington Paulista). Caso algum deles leve outro nesta noite, estará fora do clássico de domingo. E convenhamos, se existe um adversário que queremos vencer, este é o Flamengo.

Dos nomes mencionados, eu vejo dois importantíssimos e que não podemos pensar em perdê-los no final de semana: Wellington e Carlos Alberto.

Com exceção dos jogadores de zaga, que naturalmente ficam mais expostos aos cartões, o apoiador e o atacante têm uma mania que irrita os árbitros: Reclamar constantemente. Isso pode ser perigoso e um cartão bobo é tudo que não precisamos.

Portanto, Wellington Paulista e Carlos Alberto: Atenção total e sem cabeça quente, por favor. Afinal, hoje é o Atlético, mas já não dá para deixar de pensar no domingo...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

22/07/08

Enquete: Zárate, o parceiro ideal para o W.P



Depois de um jogo onde a má pontaria dos jogadores (principalmente do Jorge Henrique) foi o assunto mais comentado e criticado pela torcida e imprensa esportiva, termina – curiosamente – a enquete desta semana, que sem saber, tratou justamente do setor ofensivo alvinegro.

Wellington Paulista não marcou gol contra o São Paulo, mas ele deixou a sua marca nos últimos três jogos. Jorge Henrique também não foi feliz diante do tricolor paulista (aliás, foi muito infeliz, isso sim), porém havia marcado duas vezes na vitória sobre o Ipatinga.

Se o texto parasse no parágrafo acima, poderíamos pensar que a dupla de ataque botafoguense está “voando” em campo. Bom, eles melhoraram demais, mas o período de “seca” e partidas medíocres também durou alguns “intermináveis” dias. Não custa lembrar que o Wellington Paulista (artilheiro alvinegro na temporada) ficou 14 partidas sem balançar as redes.

Durante este tempo em que os atacantes titulares brigaram com a bola, a torcida perdeu a paciência e a diretoria do clube também. Resultado: Correu atrás de nomes que chegassem em General Severiano para disputar vagas.

Wellingol” e o “motorzinho” sentiram a pressão e encararam os adversários de forma mais séria, sem preocupações com cavadas de faltas e/ou toques de efeito. Assim, de forma inegável, eles melhoraram. Principalmente o camisa 9 do GLORIOSO, que além dos gols, voltou a realizar excelentes partidas, inclusive servindo de “garçom” para os companheiros.

Como os números não mentem, hoje, se existe um titular absoluto do ataque alvinegro, este é o Wellington Paulsita. Considerando este fato, perguntei aos amigos, qual seria o melhor parceiro para o artilheiro (lembrando que o Botafogo apresentou o Gil, que já atuou, e o argentino Zárate, que estréia em agosto).

Dos 55 votos computados, 27 (49%) dos amigos não quiseram nem saber se o Zárate ainda é uma incógnita e/ou um pouco “pesadinho”. Estes confiaram nas informações do Rotemberg (que agilizou a contratação) e nos números do atleta, que foi o artilheiro da segunda divisão do futebol argentino.

Eu confesso que fiquei um pouco traumatizado com o Escalada. Por mais que eu saiba (e sei) que “cada um é cada um”, é difícil esquecer, principalmente se compararmos os portes físicos dos conterrâneos. Espero que a semelhança pare justamente aí.

Em compensação, sou fã do futebol argentino. Sou fã do profissionalismo, raça e comprometimento com que eles encaram os compromissos. Para mim, não existe dúvidas: Neste ponto eles são infinitamente superiores aos brasileiros. É sempre bom ter “sangue hermano” no elenco. Acho que isso agrega muito para o time e cativa a torcida.

Vou torcer para o Zárate ter sucesso no GLORIOSO. Não o conheço, mas quero acreditar no pouco que li e ouvi ao seu respeito. Mas de qualquer forma, não foi a minha escolha na enquete.

O meu voto foi somado com outros 13 (25%), que ainda confiam no Jorge Henrique.
Tirando o problema (sério, crônico, inexplicável e inadmissível) das finalizações, o baixinho voltou a atuar como nos melhores momentos do ano passado, esquecendo o irritante “cai-cai”, que estava virando rotina nas suas partidas.

Além disso, não vejo no elenco alvinegro um outro atleta que possa desempenhar tantas funções como o Jorge Henrique.

Ele pode ser ala (direita e esquerda), apoiador e/ou atacante. Convenhamos, se ele estiver em um bom dia, é capaz de cumprir qualquer uma das atribuições com desenvoltura. Destaco também que o atleta – apesar de franzino – não é de fugir dos zagueiros adversários. Muitas vezes ele esquenta a cabeça e leva cartões bobos, mas o simples fato de ele não ser como "Sávios" da vida, me deixam tranquilo.

Na pior das hipóteses, se o Zárate chegar e fizer gols atrás de gols, eu arrumaria uma vaga para o Jorge no meio de campo (sua posição original), pois insisto: É o tipo de jogador que poucos clubes no Brasil têm à disposição.

O terceiro mais votado foi o recém chegado, Gil (10 votos, 18%), que depois de um início de carreira promissor no Corinthians, não repetiu o futebol nos outros clubes que defendeu: Cruzeiro, Internacional, Nástic (ESP).

Mesmo na sua melhor fase, nunca fui fã do Gil. Diferentemente de quem o via como driblador e incisivo, o canhoto não conseguia passar uma outra imagem (para mim), que não fosse de uma “enceradeira”. Ou seja, roda, roda, roda...mas não produz.

É claro, não sou cego e reconheço que ele é habilidoso e sim, melhor que muitos “cabeças de bagre” que estão espalhados pelo futebol brasileiro. Mas eu não consigo o enxergar como uma contratação de impacto e/ou capaz de permitir que tenhamos dias melhores no nosso ataque. Apesar da festa que o Rotemberg fez no anúncio do jogador, eu – sem exagero algum – digo que não me soou nada diferente da, por exemplo, chegada do Zé Carlos. Um bom jogador, mas que eu não vou esperar muita coisa...

Por enquanto o Gil teve duas oportunidades (nas segundas etapas), mas ainda parece um pouco sem ritmo de jogo.

Tomara (mas tomara mesmo) que eu queime várias vezes a minha língua. Que seja com o Gil, Zárate, Jorge Henrique ou qualquer outro atleta. Só quero que o Botafogo ganhe com tudo isso.

Por fim, com apenas 4 (7%) escolhas, alguns amigos do Cantinho Botafoguense disseram que o Wellington Paulista poderia fazer parceria com qualquer um dos três atacantes que foram relacionados nesta enquete. Ou gostam dos três, ou de nenhum. E aí, seja o que Deus quiser...

Não sei como o Ney Franco armará o Botafogo quando tiver todas as peças à disposição. Torço apenas para que ele tenha muita calma na análise de quem está em melhor forma no momento. Seja ele o Jorge Henrique, Gil, Zárate, Alexsandro ou até o próprio Wellington.

E se houve coincidência no assunto (ataque) da enquete que encerrou, desta vez eu abordarei um tema que está em plena ebulição no GLORIOSO: A sucessão presidencial do clube.

Enquanto não sabemos se o Manoel Renha será candidato da oposição, também ouvimos rumores de uma possível candidatura do Rotemberg, para continuar com o sistema de gestão atual do Bebeto de Freitas. Fora os outros nomes que são ventilados pelos cantos de General Severiano.

O fato é que o Bebeto deixará o Botafogo no final do ano, depois de dois mandatos e vários serviços prestados ao clube.

Muitas foram as conquistas desta gestão Bebeto de Freitas. Alguns foram os equívocos e problemas da mesma administração. Como tudo na vida, nada é perfeito!

E assim, eu pergunto aos queridos amigos: Considerando todos os prós e contras, qual a nota que você dá para a gestão Bebeto de Freitas, que terminará no final de 2008?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!