20/02/08

Jogadores de personalidade



É impressionante como os "hermanos botafoguenses" (Castillo e Ferrero)caíram nas graças dos torcedores alvinegros.

Além das boas partidas, os dois costumam dar as entrevistas mais interessantes para quem quer fugir um pouco do modelo-padrão e da cartilha dos jogadores brasileiros. Falam o que sentem, pensam e com uma sinceridade que transmite segurança e credibilidade junto à torcida.

Cada vez mais eu tenho certeza que de o Botafogo deste ano precisava mesmo de um pouco de sangue argentino e uruguaio. Algo precisava ser feito, principalmente depois do estranho ano de 2007, onde tivemos os melhores momentos dos últimos tempos, misturados com os mais inusitados. Infelizmente, os negativos prevaleceram nas horas decisivas.

Por falar em decisão, o goleiro Castillo concedeu uma rápida entrevista para o site "Globoesporte.com", que eu copiarei abaixo:

GLOBOESPORTE.COM: Esperava se tornar ídolo da torcida tão rápido?

Não esperava tanto carinho em tão pouco tempo. Me sinto muito orgulhoso e vou fazer o máximo para retribuir. Mas ainda espero fazer muito mais pelo Botafogo.

A saída de gol é seu ponto fraco?

Não concordo que a saída de gol seja meu ponto fraco. Tive uma falha no primeiro gol que levei pelo Botafogo, mas pode perguntar a qualquer um no Uruguai sobre as minhas qualidades.

O que você acha do Bruno, goleiro do Flamengo?

É um goleiro grande, mas que tem muita agilidade. Além disso, passa tranqüilidade aos companheiros e à torcida.

Você se considera um pegador de pênaltis, assim como ele?

Acho que sim, sempre consigo fazer defesas em pênaltis. No Uruguai costumava pegar bastante. Tenho a confiança de que, em uma disputa desta forma, pelo menos uma das cobranças eu vou defender.

Tem alguma receita?

Não acho que tenha uma receita. Procuro estudar os batedores, saber quais são os pontos fracos, os pontos fortes, as qualidades...

Em 2007, o Bota perdeu para o Fla na final. Você, mesmo tendo chegado neste ano, vai para campo com sentimento de revanche?

Na época que cheguei ao clube, disse que queria enfrentar o Flamengo porque todos falavam da rivalidade entre as duas equipes e acabei incorporando. O objetivo é fazer de tudo para dar alegria aos torcedores, que tanto gostariam desta revanche. Vamos atrás deste título.

No Uruguai, os clássicos têm a mesma rivalidade de um Botafogo x Flamengo?

São clássicos de muita rivalidade, que exigem concentração durante os 90 minutos. Em jogos como esses, o diferencial está na determinação. O time mais solidário no campo de jogo vai sair vencedor

O mais legal da entrevista, é que o Castillo não foge das perguntas e nem enrola nas respostas. Eu gosto de jogador assim. Pena que são poucos os brasileiros que têm essa postura. Eu diria que no Botafogo, o único que tem peito para responder o que pensa, é o Túlio. Pra variar...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

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