09/04/08

João Saldanha e o amor botafoguense



Com muito atraso, gostaria de fazer um registro, que para mim, é histórico e valioso demais. A intenção era postar no dia que o documentário sobre o João Saldanha estreou nas telonas, mas não consegui scannear o recorte do jornal em tempo hábil.

Pois bem, falar sobre o João Saldanha é chover no molhado, né? Todos nós, botafoguenses, sabemos da sua história, casos, brigas e principalmente, o amor pelo GLORIOSO. Inúmeros são os livros que relatam várias passagens da vida do jornalista, que também foi treinador. Pelo que todo mundo comenta, João Saldanha era, antes de qualquer coisa, botafoguense. Precisa ser dito algo a mais?

Eu recordo vagamente dele. Lembro das suas colunas no Jornal do Brasil e de algumas participações em programas esportivos.

Vamos ao motivo principal deste post...

Em 1985, o Botafogo fez uma péssima campanha no campeonato carioca, terminando em oitavo lugar (entre doze clubes), e ficando livre do rebaixamento estadual por apenas três pontos. Naquela época, a vitória valia dois.

Apesar de ter apenas seis anos de idade (em 1985), eu lembro do meu pai sofrendo com as seguidas derrotas (foram 11 em 22 partidas). Eu estava aprendendo a ler e escrever, quando resolvi colocar os sentimentos de uma criança que mal sabia o sentido das frases no papel. Claro, as letras e os tempos verbais foram um fracasso, mas meu pai fez questão de anexar um bilhete (de sua autoria) junto aos meus "garranchos", e enviou para a crônica esportiva.

Em questão de dias, o João Saldanha publicou a minha carta na sua coluna do Jornal do Brasil, a "Bola Dividida".

Meu pai comprou vários jornais e guardo até hoje todos os recortes, já amarelados pelos mais de 23 anos passados.

A diretoria do Botafogo ficou sensibilizada (assim eu creio) e me enviou uma carta com os autógrafos dos jogadores e outros brindes. Na carta, dizia para eu continuar firme e forte no amor ao GLORIOSO, que seríamos uma potência e eu poderia sorrir como meu pai foi acostumado quando era criança (um assunto mencionado na minha humilde carta).

Enfim, eu segui o pedido do Botafogo e quatro anos depois comemorei o meu primeiro título alvinegro. E hoje não me arrependo NEM UM POUCO da escolha que fiz (claro, também por influência do meu pai, botafoguense fanático) em torcer por este clube, que AMO LOUCAMENTE!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

10 comentários:

snoopy em p/b disse...

show de bola. sua paixão por escrever já deve vir daí...
muito legal!

não tenho nenhuma lembrança do joão saldanha vivo.
gostaria de ver esse documentário que saiu, mas não sei se vai ser comercializado ou vem pros cinemas daqui...
tomara que sim!

abração!

Rodrigo Federman disse...

Pois é, Fábio!
Tb estou na espera aqui na única "capital-roça" do Brasil.
Acredito que seja lançado em DVD, mas é apenas um palpite. De repente o César pode ter mais detalhes.
Vou mandar um e-mail para ele.
Abs e SA!!!

Anônimo disse...

Grande Rodrigo,
Como vc pode guardar uma preciosidade desta?????Sinal de uma boa semana para gentew.

Ser Botafoguense é isto aí.
Um abração.
Geninho.

Rodrigo Federman disse...

Fala, Geninho! Ontem eu arrumei as minhas tralhas particulares e resolvi verificar se os recortes ainda estavam intactos e/ou despedaçados! risos!
Eu estou muito confiante para esta semana, amigo!
Algo me diz que será nossa!
Abs e SA!!!

= Botafoguenses em Fortaleza = disse...

Rodrigo, parabéns!

Sou Botafogo desde... desde... sei lá, nem sei o porque escolhi o Botafogo, vai ver é que nem o Túlio Guerreiro disse: "o Botafogo me escolheu".

Sei que depois de 1994, após ver um time MUITO forte no ataque e indisciplinado na defesa (o que custou melhor sorte no Brasileiro, mas deu ao Túlio a artilharia) fiquei apaixonado por aquele escudo com apenas uma estrela e, ao contrário dos outros, a dele tava dentro do escudo preto, uma estrela radiante, d'alva.

Meu pai (corinthiano) quis assim me fazer, mas estava vacinado.. pior foi um tio distante que comprou em 99 uma camisa do Unimed, disse a ele que até guardaria, mas não me lembrava de ter visto tal camisa nos campeonatos nacionais, nem internacionais... não sabia (ainda) que tricolor se dói por tão pouco. O importante é o espírito de sermos tão bons como podemos ser, afinal, somos botafoguenses, ou melhor, O BOTAFOGO SOMOS NÓS, então, se a estrela é nosso escudo, que até ela nossa vida seja guiada, até o topo.

Abraço.
S.A.

Anônimo disse...

Que bonito, Rodrigo. Gosto dessas coisas inocentes de criança. Ainda bem que você não mudou de time, pois hoje é dono de um dos três blogs que eu mais gosto e frequênto, além do mais se você mudasse de time em 85 talvez virasse bambi, pois o São Bambis da época era muito forte, não é? Eu também pensei em mudar de time várias vezes. O Palmeiras parmalat (92-93) foi uma tentação muito forte, mas sabe como é, a gente não escolhe, a gente é e pronto. Sobre o João Saldanha eu estou esperando para ver se passa o filme por aqui, depois de "Histórias do Futebol" livro que ele escreveu e eu já reli várias vezes, eu virei fã incondicional do cara. Um abraço.

Anônimo disse...

pessoal, sou o pai do Rodrigo (sei que é chato entrar num blog assim dessa forma)mas so gostaria de dar meu depoimento:lá no rio em copacabana onde eu morava ainda criança e jovem, o João Saldanha morava no nosso prédio e era muito legal vê-lo diariamente. Essa cartinha espontanea do Rodrigo eu também a remeti pro saudoso jornalista SANDRO MOREIRA também jornalista e articulista do mesmo JORNAL DO BRASIL. O Sandro Moreira também publicou a cartinha do Rodrigo. Eu joguei no BOTAFOGO de praia (campeonato de praia)- o time era bancado pelo próprio Botafogo. Todos em casa, meus 3 filhos são BOTAFOGO. Eu nasci em 12 agosto de 1954, 50 anos depois do BOTAFOGO e quando o BOTAFOGO fez 100 anos, eu fiz 50.Isso tudo pra dizer que, claro, "forcei a barra" pra que meus filhos se tornassem torcedores. Mas o Rodrigo, dos 3, é especial, pois, toda sua vida e agora adulto se dedica de corpo e alma com AMOR pelo GLORIOSO.E dou meus PARABENS pra ele pelo blog e a participação de tantos AMIGOS sinceros como voces. Desculpem, mas precisava passar pra voces esse depoimento. abraços e BOTAFOGO SEMPRE. Desculpa Rodrigo pelo vexame que te faço passar ao escrever esse depoimento no seu blog. txau, jacob

Rodrigo Federman disse...

Breno, valeu cara! Parabéns pelo texto, amigo. Vc tem absoluta razão: Nós não escolhemos torcer pro Botafogo. Ele que nos escolheu... A DEDO!!!
Foquinha, brigadão, cara! Vc foi um dos primeiros frequentadores do blog (no antigo endereço) e sempre conto com a sua presença!Aquele Palmeiras/Parmalat foi nojento mesmo, cara. Acho que daquele time/parceria, a única coisa que eles erraram foi a camisa listrada do Palmeiras. Particularmente, eu achava muito feia.
Pai...
bom pai é pai, né? Não é vexame nenhum. Pelo contrário, é orgulho, afinal, se não fosse você, quem garante que eu teria seguido o caminho do Botafogo, né? Só mais um motivo pra agradecer!
Abs e SA!!!

Anônimo disse...

Lembro de uma passagem do Saldanha em que ele passou uma descompostura ao vivo no "ator urubu" Carlos Eduardo Dolabella", durante uma transmissão da TV Manchete, em que este foi convidado para comentar e que disse que o Botafogo estava jogando bem (era o campeonato de 89) mas que não tinha condições de ser campeão.
O Saldanha era foda.

Rodrigo Federman disse...

"Anônimo", parece que neste episódio eles quase saíram no tapa ao vivo, né?
O Porto já escreveu sobre episódio!
Sensacional!
Abs e SA!!!