Culturalmente, o japonês é diferenciado.
E que bom que, hoje, o Botafogo tem um dentro de casa. Por mais que ainda não tenha conseguido justificar a sua contratação dentro de campo (afinal, foi apenas um único jogo até o início da pandemia), o Honda já ganhou o meu respeito.
Palavras do Montenegro e do vice de finanças, Luiz Felipe Novis:
"- Não foi pago um centavo a ele até hoje. Era um dinheiro para pagar o Honda, foi bem planejado e deu certo. Vamos pagar a ele, mas de outra forma. Ele é um cara tão diferente, que além de estar auxiliando uma série de pessoas, não está fazendo questão de receber, principalmente o salário de março. Disse que está acompanhando os problemas do país e do mundo e que não se sentiria bem em receber neste momento. Até já se propôs a ajudar o Botafogo, se precisar".
"- Pelas informações que tenho do futebol, Honda é um jogador fantástico. Já houve algum retorno de camisa. O nome do Botafogo correu o mundo. Agora, o plano completo não veio porque ele fez um jogo, um gol de pênalti. Foi só um começo. A torcida está com aquele gostinho do quero mais. Um jogador que chega para um presidente e pergunta se precisa de investimento, de grana. Que jogador faz isso?"
Ah, se o Botafogo tivesse mais dois ou três "Hondas", seja dentro e fora de campo.
Ah, se o brasileiro tivesse 0,005% da educação, profissionalismo e cultura dos nipônicos.
Dois mundos tão distantes, mas já que só temos um Honda, torçamos, aprendamos, usemos e abusemos dele durante a passagem por General Severiano. Se conseguir fazer bons jogos e servir de exemplo para os jovens da base, já terá valido muito a pena.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!