
E o Botafogo está classificado para a próxima fase da Copa do Brasil, onde enfrentará o vencedor de Atlético MG ou Náutico.
A vitória foi magra ( 2 a 1) e com certa dose de suspensa, mas em momento nenhum refletiu o que foi visto no campo. A Portuguesa jamais teve força e competência para assustar o GLORIOSO. Mesmo nos últimos cinco minutos de abafa, quando precisava de apenas um golzinho, a jogada da Lusa consistia em chuveirinhos na área alvinegra, sem grandes perigos.
E se eles não jogaram bem, como chegaram a um gol, que poderia levar o confronto pros pênaltis? Simples. Após o primeiro tento do Botafogo, feito pelo Lúcio Flávio, de falta, o time deu uma relaxada e abdicou dos ataques com a mesma frequência que vinha até então. Eis que num lateral despretensioso, a zaga alvinegra cochilou e Christian saiu na cara de Renan, que deveria ter divido com mais força o lance.
Depois do empate da Portuguesa, aquele surto normal e esperado. Começamos a errar vários passes e deixamos que o adversário gostasse um pouco da partida, que até então tinha um único dono: O Botafogo.
Apesar da tensão no ar, a torcida sentia que o GLORIOSO poderia chegar à vitória. Desde que voltasse a atuar com desenvoltura e muita movimentação para fugir do excesso de pontapés do oponente. De repente, em falta cobrada por Lúcio Flávio, o atacante Fábio apareceu sozinho e cabeceou para decretar a classificação para as quartas-de-final. Nos quinze minutos até o apito do juiz, ainda passamos por alguns sustos (como uma bola que o Leandro Guerreiro salvou sobre a linha), mas também perdemos oportunidades que não poderíamos.
A torcida, como esperado, lotou o Engenhão e fez um espetáculo. Impossível que exista um atleta que não se motive com o estádio mais moderno da América Latina todo de preto e branco. E o time escalado pelo Cuca entendeu o recado da arquibancada, imprimindo um ritmo alucinante desde o primeiro segundo.
Na primeira etapa tivemos vários ataques pelos dois lados, lançamentos, gols perdidos, jogadas de efeito (principalmente uma chaleira do Túlio) e participação intensa de todos os atletas. Por ironia do destino, o gol alvinegro não saiu nos primeiros 45 minutos.
Cuca voltou com a mesma equipe e logo no início, o “
maestro” alvinegro acertou uma cobrança de falta no ângulo. Quando pensei que começaria a goleada, veio a tal da ducha fria (empate da Lusa)...
Não restava alternativa pro Cuca a não ser lançar o Fábio, que era o único atacante de ofício no banco. Só não entendi o motivo da saída do Zé Carlos, que parecia com fôlego e estava relativamente bem. Não importa, afinal, o nosso treinador mostrou uma visão tática impressionante e conseguiu armar a equipe, mesmo que estivesse torta pelo lado esquerdo, da defesa até o ataque.
Depois que fizemos o segundo gol, Cuca tratou de aumentar a estatura da nossa zaga (com a entrada do Edson) para os chuveirinhos da Portuguesa. E aí, amigos. Foi chutão atrás de chutão. Exceto por um contrataque que o Fábio pegou muito mal na bola. Mas o atacante terminou com crédito, pois foi da sua cabeça que conseguimos a classificação. Antes disso, nos seus dois primeiros toques, deixou Lúcio Flávio de frente para o gol (defendido pelo goleiro) e depois mandou uma bola no ângulo (também defendida).
O time todo esteve bom. Esbarrou em algumas dificuldades nos minutos de “pane”, mas nada que tenha comprometido a participação de alguém. Mesmo o Renan, que na minha opinião, falhou no gol da Lusa, pode dormir tranquilo, já que é muito novo e estreou em uma partida decisiva com o estádio lotado. Temos que considerar e como vencemos, não devemos gastar um segundo sequer com críticas. Até porque, existe a chance do Renan estar no gol alvinegro, no próximo domingo. Aí, será pressão em dobro! E precisaremos dar o apoio dobrado também.
Apenas reforço que – mais uma vez – o Diguinho foi um monstro e gostei de ver o Túlio atuando como nos bons tempos. Defendendo, atacando, lutando, aparecendo. Esse é o Túlio, ídolo maior desse time. Ah, e não poderia deixar de destacar o Lúcio Flávio, que honrou o apelido de “
maestro”. Uma excelente partida do camisa 10 botafoguense.
Agora a concentração momentânea muda de foco. Já estamos de olho no domingo, quando teremos o primeiro jogo contra os molambos.
Estaremos desfalcados, mas com a disposição demonstrada hoje, e ainda com mais empenho e coletividade, temos tudo para alcançar um bom resultado e sair com vantagem! Eu confio!
A continuação da Copa do Brasil só acontecerá após a finalíssima do estadual. Tudo indica que sairemos de um urubu, diretamente para um galo.
Que assim seja!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!NOTAS: BOTAFOGO 2 X 1 PORTUGUESA1- Renan: Deveria sair mais determinado no gol da Portuguesa. É jovem tem o nosso apoio – 6,0
2- Alessandro: Pareceu um pouco desligado em vários momentos - 6,0
3- Renato Silva: Apenas uma falha, quando deixou o Diogo virar o corpo e lançar o Christian - 6,5
4- André Luis: Errou alguns passes, mas não comprometeu - 6,5
5- Túlio: O dono do primeiro tempo das e autor da jogada mais bonita da partida. Uma das suas melhores exibições neste ano - 7,5
6- Leandro Guerreiro: Me pareceu completamente torto atuando pelo setor esquerdo. Se enrolou com a bola, errou passes curtos e fez muitas faltas. Não esteve bem - 6,0
7- Jorge Henrique: Continua lutando muito, mas com pouca produtividade. Perdeu dois gols feitos, lembrando o ano passado - 6,5
8- Diguinho: Mantendo a sua média em 2008 (altíssima por sinal) - 7,5
9- Wellington Paulista: Brigou o tempo todo, mas não esteve na sua melhor tarde - 6,5
10- Lúcio Flávio: Partida digna de um maestro. Ditou o ritmo e jogadas. Premiado com um lindo gol de falta - 8,0
11- Zé Carlos: Estava bem até ser substituído. Fechava bem o seu setor e ainda chegava para atacar. Só pecou nos cruzamentos, sem muito perigo - 7,0
12- Túlio Souza: De novo, poucos minutos em campo - Sem nota
13- Edson: Entrou para fechar a zaga e dar chutão. Fez isso muito bem - 6,5
14- Fábio: Os três primeiros toques na bola foram sensacionais. Autor do gol da classificação - 7,0
Cuca: Acho que poderia ter sacado o Jorge Henrique e o Leandro Guerreiro, que não estavam bem. De qualquer modo, mostrou que conhece o grupo nos seus mínimos detalhes, afinal, o padrão tático continua eficiente, mesmo com as substituições - 7,0