21/07/08

O futebol agradece



O Ney Franco elogiou o árbitro da partida de ontem.

Apesar da derrota, o treinador botafoguense fez questão de deixar claro que o "homem do apito" não interferiu em nada. Pelo contrário, foi o "melhor em campo", na minha humilde opinião.

Eu concordo em absoluto com o Ney Franco.

Assim, além de elogiar o árbitro (alô, CBF!!!), faço questão de parabenizar o Ney.

O futebol brasileiro precisa disso: Arbitragem decente e treinadores que parem de elogiar nas vitórias e criticar nas derrotas.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Diz aí, Fábio (06)



"Ney franco completou ontem três jogos dirigindo o botafogo, com três resultados diferentes, uma derrota, uma vitória e um empate. Mas o que me chamou mais a atenção foi uma surpreendente coincidência nesses jogos: o bom futebol apresentado pelo time.

Ter perdido pro São Paulo ontem, no Morumbi, foi uma pena, assim como foi ter empatado com o Santos, na Vila Belmiro, no domingo retrasado.
E já que o Rodrigo falou em justiça no texto sobre o jogo de ontem, eu pergunto: Foram resultados injustos? Sinceramente, acho que não.

Não quero ser radical, mas não considero justo um time perder tantos gols claros e sair vitorioso. A eficácia e a competência, na minha opinião, traduzem melhor o significado da palavre justiça no futebol.

Foi assim que perdemos um título carioca em 2007.

E o maior responsável pelos gols perdidos tem um nome, aliás dois: Jorge Henrique.

É impressionante como erra gols. Ontem, em um dos gols perdidos, a bola chegou a ficar paradinha para ele, na grande área, de frente para o gol. O chute foi longe.

Contra o Santos, uma câmara atrás do gol do Fábio Costa me deixou atordoado com um dos gols que ele perdeu no primeiro tempo, o mais claro deles e que marcaria 3 x 0 pro Botafogo. O Fábio saiu em linha reta do gol e ele estava mais pro lado esquerdo. Isso deixou pra ele o gol todo aberto, mas o chute, além de fraco, foi em cima do goleiro santista.

Que ele corre uma barbaridade; aliás, que está voltando a mostrar seu ponto forte; e que tem brigado muito pelo time, é inegável. Mas é inadmissível que um jogador profissional erre tantos gols assim.

E não poderia, também, deixar de registrar três bobeadas que nossa zaga cometeu nesses dois jogos em questão: a primeira, ao deixar o Kléber Pereira dominar uma bola no peito, no meio de dois zagueiros, e ter calma pra concluir; a segunda, ao se posicionar mal no contra-ataque são-paulino, no primeiro gol que tomamos ontem; e o terceiro, o mais lamentável, foi a desatenção total ao deixar o Dagoberto livre pra marcar o gol da vitória. Como ouvimos nas peladas da vida, a marcação é nos jogadores, não na bola...

São esses os maiores desafios do técnico Ney Franco. Se conseguir trabalhar isso, ele poderá fazer esse time ir longe, porque, sem dúvida, o Botafogo é melhor do que, pelo menos, uns 15 ou 16 do Campeonato Brasileiro.

Saudações positivamente botafoguenses!!!"

e-mail do Fábio: fabio.alvinegro@gmail.com


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

20/07/08

Questão de (falta de) sorte



Uma pena!

Nada expressa melhor a derrota de 2 a 1 do GLORIOSO frente ao São Paulo, no Morumbi.

Como eu sempre digo no Cantinho Botafoguense, futebol e justiça não são os "melhores amigos" um do outro. Se fosse, poderíamos ter qualquer resultado nesta noite. Todos, menos uma derrota do Botafogo, o que infelizmente aconteceu.

Dos males o menor, pois nestes três pontos perdidos, não devemos dormir com sentimento de vergonha, raiva ou decepção. Enfrentamos o atual bi-campeão brasileiro e candidato ao título deste ano e por mais que o São Paulo também não seja uma maravilha do mundo, é sempre complicado enfrentá-lo na sua casa. E o Botafogo não só enfrentou, como atuou melhor, mas aí entramos naquela questão da sorte para uns e azar para outros. Hoje fomos os azarados.

Ney Franco foi tecnicamente quase perfeito. Desde a escalação (iniciando com o Carlos Alberto no banco) até as substituições (apesar de que eu não tiraria o Túlio). O único porém do seu trabalho nesta noite foi ter demorado para sacar o Zé Carlos no segundo tempo, quando nitidamente se arrastava em campo sem a menor condição física.

Tudo bem que nem por isso o time ficou pior, mas talvez um sangue novo desse ainda mais ritmo e ímpeto nos minutos finais. Colocar o Lucas Silva nos descontos foi, no mínimo, invenção.

De qualquer forma, há muito tempo que não temos treinador com autoridade para sacar o Lúcio Flávio do time titular. Mais uma vez o camisa 10 ficou devendo e foi justamente substituído. A fase do capitão alvinegro é ruim e ele precisa passar por um recondicionamento físico e técnico, pois ainda é (e pode ser mais) importante para o elenco.

Com as duas modificações feitas (já que desconsidero o minuto do Lucas Silva), podemos tirar conclusões: A primeira de que o Carlos Alberto tem cadeira cativa no time. A segunda é que o Gil pode tentar, mas não tem bola para substituir o Jorge Henrique, que sentiu que a sua "batata estava assando" e voltou a jogar o futebol que nos acostumamos a ver em 2007.

Para aqueles que tinham receio de que o Carlos Alberto atrapalharia a boa movimentação das últimas partidas, fica a certeza de que ele prende a bola um pouco mais do que os outros, mas é por ser diferenciado e consequentemente o único capaz de decidir em um lance individual.

O seu gol foi apenas um detalhe diante dos seus três primeiros toques na bola e que significaram muito mais do que todos os minutos do Lúcio Flávio em campo. Resultado: Carlos Alberto fez o gol botafoguense e o Lúcio não teve a mesma sorte (apesar da correta jogada) quando o seu toque foi tirado sobre a linha do gol adversário.

Se o Ney Franco quiser colocar o que há de melhor no momento, precisa (deve) alterar estes dois jogadores e conversar com o Zé Carlos, explicando que só poderá contar com o canhoto nos primeiros 45 minutos, afinal, não é de hoje que o Zé "anda em campo" nas segundas etapas.

Voltando ao jogo desta noite, eu temi pelo pior à medida que os primeiros 15 minutos passavam. A pressão são paulina foi absurda e só não levamos o primeiro revés porque a sorte resolveu nos dar uma forcinha, até que nos encontrássemos em campo. A partir de então, os dois times travaram um duelo equilibrado, com uma ligeira vantagem para o adversário, que explorava a velocidade do seu ataque e a limitação técnica do nosso setor defensivo.

E quando o Botafogo não sofria perigo e começava a incomodar o Rogério Ceni, uma bola enfiada entre o Thiaguinho e o Renato Silva, obrigou o Castillo a cometer um pênalti. Na cobrança o camisa 1 tricolor abriu o placar. Ponto, comentei: Acabou...

Na subida dos vestiários para o segundo tempo, procurei pelo Carlos Alberto, mas nada...

Os dez minutos da etapa complementar não tinham graça e nem emoção, quando o Ney Franco chamou o apoiador e colocou-o em campo, sacando o Túlio. Nesta hora, o Zé Carlos não conseguia correr de tão ofegante. Mas tudo bem, o Túlio não esteve bem e a sua substituição nesta noite não deve ser contestada como um erro. Na verdade, eu não a faria, mas entendo a opção do treinador botafoguense.

Nos primeiros toques na bola o Carlos Alberto já mostrou o que um camisa 10 precisa fazer: Ao invés de fugir da bola, procurá-la. Ao invés de esperar o passe do companheiro, pedi para que ele entregue a "redonda" para o seu domínio.

Enquanto o Carlos Alberto ofuscava o pouco que ainda restava do Lúcio em campo, outro jogador passou a fazer uma das suas melhores partidas neste ano: Jorge Henrique caía pelos dois lados, abusando da velocidade e dribles na zaga tricolor. É claro, seria demais exigir boas finalizações do "motorzinho", que nunca se caracterizou por este detalhe. Uma pena, pois ele teve duas chances claras de fazer o segundo gol do GLORIOSO.

Neste espaço de tempo em que o Jorge colocava o São Paulo para correr, Carlos Alberto havia empatado a partida com a mesma sorte que nos acompanhou no início da noite.

Eu já queria o empate, pois apesar de estarmos muito melhor do que o rival, igualar o placar foi tão sofrido que deveríamos agradecer em sair do Morumbi com um pontinho. Era final de jogo e só não queria perder. Além disso, eu gritava: "Ney, o Zé morreu, coloca o Leandro para fechar o meio"...

Quando o ponteiro se encaminhava para o quadragésimo quarto minuto do segundo tempo, a sorte (ou falta dela, para não dizer azar) que nos auxiliou no início resolveu pregar uma peça que não esqueceremos tão cedo: Gol da vitória são paulina. Justo deles, que não ameaçavam o Castillo e ainda tinham que se virar na defesa contra as investidas do ataque alvinegro.

Injustiça, amigos. É o sentimento desta derrota.

Merecíamos a vitória (na pior hipótese, o empate)! Mas muita calma nesta hora. É notória a evolução do Botafogo (em todos os aspectos). É nítida também a empatia que rola entre o Ney Franco e os seus comandados.

É lógico, nunca é bom perder, porém hoje eu não durmo triste. Durmo preocupado, pois estamos mais próximos da zona de rebaixamento do que das primeiras colocações. Agora, se existem culpados pela situação atual, pode ser qualquer um, menos o Ney Franco, que inegavelmente melhorou o GLORIOSO e permite que sonhemos com um amanhã muito mais promissor.

Pior seria se ainda estivéssemos com o "porquinho". Aí sim, a coisa estaria complicada.

Nestas três partidas o Botafogo provou que vai melhor. Precisamos acreditar. Eu mesmo estava receoso, mas a confiança voltou depois destas três últimas partidas. Agora, precisamos fazer a nossa parte: Comparecer ao Engenhão para o jogo contra o Atlético MG e no domingo, ajustarmos as contas diante do Flamengo.

São rodadas importantes e em casa. Com a melhora sensível do time, precisamos colaborar da forma que nos compete. Ou seja, enchendo os estádio.

É isso, amigos. Saio triste pela derrota. Saio com esperanças renovadas para o amanhã...
...desde que a sorte não nos deixe na mão novamente.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 1 X 2 SÃO PAULO

1- Castillo: Uma falha em bola aérea no início da partida. No mais, não teve trabalho e nem culpa no pênalti - 6,0

2- Thiaguinho: A vontade dele faz a diferença em relação ao Alessandro. Ganhou a vaga, mas precisa atentar sobre um ponto que me chamou atenção: Um pouco afobado em determinados lances - 6,0

3- Renato Silva: O futebol de costume. Bons e maus momentos - 6,0

4- André Luis: No mesmo nível do companheiro de zaga. Pelo menos é mais confiável - 6,0

5- Túlio: Não repetiu as últimas boas atuações, apesar de que não comprometeu em nada até ser substituído - 5,5

6- Triguinho: Levou vantagem na zaga. No ataque, porém, um desastre - 5,5

7- Jorge Henrique: O dono do jogo. Depois do primeiro tempo razoável, uma segunda etapa relembrando os seus melhores momentos de 2007 (inclusive na dificuldade em finalizar ao gol) - 8,0

8- Diguinho: Não inventou e nem enfeitou as jogadas. Faltou alguém para assisti-lo com mais frequência no setor - 7,0

9- Wellington Paulista: Sem oportunidades para marcar e sem muito destaque. Pelo menos se movimentou e em duas oportunidades deixou companheiros na cara do gol - 6,5

10- Lúcio Flávio: Um bom lance em quase fez o gol e só. No mais, muitos toques para o lado e bolas levantadas na área sem perigo - 5,0

11- Zé Carlos: Se enrolou em várias situações, mas no primeiro tempo chutou três boas bolas. Para variar, cansou na segunda etapa - 5,5

12- Lucas Silva: Um minuto em campo - Sem nota

13- Gil: Ainda não mostrou nada que justificasse a sua contratação. Para mim - pelo menos - não é novidade... - 5,0

14- Carlos Alberto: Entrou e mudou a equipe. Atitude e dedicação, dignas de um camisa 10 de verdade. Ainda fez o gol alvinegro - 7,5

Ney Franco: Coerente e corajoso nas substituições. Pecou apenas em não perceber a queda de rendimento físico do Zé Carlos no meio do segundo tempo - 7,0

O meu primeiro ídolo



Este post foge um pouco de qualquer "roteiro" e/ou assunto do momento alvinegro, mas depois do Sérgio contar algumas belas histórias sobre o GLORIOSO, ele fez com que eu lembrasse do primeiro ídolo botafoguense que tive: Helinho.

Tudo bem, eu tinha 5,6 anos de idade, mas eu tenho vivo na minha memória que toda vez que alguém me perguntava sobre o Botafogo, eu respondia: "Helinho". De repente o ponteiro nem foi um "ídolo", até porque eu era muito novo, mas alguma coisa me chamava atenção no jogador. Talvez o fato de ser rápido, driblador...
...juro que não sei, amigos.

De qualquer forma, depois do Helinho, eu recordo claramente todos os demais jogadores que marcaram a minha "vida botafoguense" até hoje: Luisinho, Sérgio Manoel, Túlio Maravilha, Sandro e por último o Túlio Lustosa.

Claro, estes foram os que eu tive o prazer de assistir. Por favor, aos amigos mais antigos, não humilhem, pois não quero "lembrar" que alguns tiveram a "graça divina" de acompanhar Nilton Santos, Garrincha, Didi, Gerson, Roberto, etc...etc...

Por favor, amigos...sem humilhar, hein!?

Sérgio, obrigado pela lembrança, cara!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Calaremos o falastrão



O treinador do São Paulo, "boca de velha"(também conhecido como Muricy Ramalho), disse uma vez que os jogadores Juninho e Joilson demoraram um certo tempo para adptarem ao clube paulista, após serem contratados junto ao Botafogo.

Entre as infelizes frases, Muricy alegou que é difícil para o jogador chegar e logo se sentir a vontade em um clube grande e habituado com pressões e cobranças, dando a entender que o São Paulo é gigante, mas pior: Menosprezando o Botafogo, que é SOMENTE o clube brasileiro que mais cedeu jogadores para Copas do Mundo e juntamente com o Santos, o mais respeitado em todo o globo.

Como a partida de logo mais é vital, este assunto precisa ser relembrado aos jogadores no vestiário. Por mais que tenha sido sem intenção de menosprezo (o que eu duvido), os alvinegros devem entrar em campo com raiva e dispostos à provarem para o "boca de velha", que estas comparações podem ser feitas com o Corinthians, Palmeiras, Vasco, Flamengo, Grêmio, etc..., mas nunca, repito, NUNCA, para Botafogo e Santos.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

19/07/08

Diferente do ano passado



Impossível de esquecer aquele Botafogo e São Paulo, válido pelo primeiro turno do Brasileirão do ano passado, no Maracanã.

Os dois melhores times - até então - do campeonato, com o GLORIOSO liderando a tabela e toda a imprensa esportiva classificando como a "final antecipada", pois daqueles dois sairia o campeão nacional. E saiu mesmo. Pena que foi o São Paulo.

Naquele fatídico dia começou a "descida da ladeira alvinegra". Além da derrota e tristeza de um Maracanã lotado, o Zé Roberto acabara de ser suspenso internamente pelo clube e o Túlio levou um baita gancho pelo chute na cara daquele nojento do Leandro. Daí em diante, não precisamos lembrar. Sabemos de cor e salteado...

O jogo de amanhã é um pouco diferente, apesar de também ser pelo primeiro turno. Desta vez no Morumbi e com o Botafogo em uma crescente.

Se o São Paulo abriu a porteira para a nossa queda em 2007, este mesmo adversário pode novamente ser um divisor de águas para o GLORIOSO. Vamos torcer, pois se isto acontecer, será diferente: Será para melhor!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!