20/08/08

Rumo ao título? Sim, rumo ao título!



Não tem mais jeito.

A disputa do título brasileiro é uma realidade para o Botafogo. A confirmação veio hoje, após a vitória sobre o Cruzeiro: O 1 a 0 - gol de pênalti do Lúcio Flávio - teve sabor de goleada, tamanha a importância da partida, visto que o time mineiro ainda é vice-líder do campeonato. Agora, dois pontos na frente dos comandados do Ney Franco.

Quarta-feira, Engenhão cheio e os botafoguenses contando os minutos que antecipavam a partida. Há muito tempo não vivíamos estes momentos decisivos com tanta empolgação e intensidade.

Aliás, o Botafogo não sabe o que é perder desde o jogo contra o São Paulo, no Morumbi. Por sinal, a única derrota do Ney Franco pelo GLORIOSO.

Em compensação, o triunfo sobre o Cruzeiro foi o sexto seguido na competição (fora a vitória na Sul-Americana). E mais: Um único gol sofrido durante todo este período no Brasileirão. Os números mostram o porque subimos absurdamente na tabela de classificação.

Para quem imaginava um final de temporada lutando contra rebaixamento, a mudança está para lá de agradável.

E sabendo deste momento incrível do Botafogo, o Adilson Batista armou o Cruzeiro com um único intuito na partida de hoje: Evitar a derrota de todas as formas.

Do outro lado, Ney Franco escalou o Botafogo do jeito que os torcedores estão mais do que acostumados: De forma ofensiva, consistente e principalmente com muita disciplina tática.

Assim os dois times entraram no estádio mais moderno da América Latina.

Empurrado pelo mais de 25 mil presentes, o GLORIOSO tentou empurrar o adversário para o seu campo defensivo, imaginando que uma hora eles não aguentariam a pressão. Não contávamos, porém, com o forte ferrolho cruzeirense, que praticamente impedia qualquer investida alvinegra pelas laterais.

É lógico que os jogadores alvinegros colaboraram um pouco com a defesa mineira. Com exceção do Jorge Henrique, a movimentação botafoguense não estava como de costume. Os apoiadores passaram boa parte da primeira etapa centralizados e esperando as bolas. O problema é que não tinham com quem jogar, pois o "motorzinho" abria espaços, mas o Wellington Paulista não recebia assistência dos homens vindos de trás.

Enquanto isso as laterais eram mal utilizadas e nas raras vezes que as bolas chegavam para o Triguinho e Thiaguinho, os cruzamentos eram pessimamente executados.

Claro que o torcedor sabia das dificuldades e considerava o fato de estarmos enfrentando o vice-líder do campeonato, mas à medida que o tempo passava e o Botafogo não criava, uma certa dose de impaciência era escutada no estádio (pelo menos na TV).

Acredito que os gritos da arquibancada eram mais altos porque o Cruzeiro defendia bem e descobria um espaço para investir nos contrataques.

As chances mais claras de gols foram justamente dos mineiros. Todas pelo setor direito alvinegro, explorando as brechas deixadas pelo Thiaguinho. O Renan não precisou fazer defesa milagrosa, mas a bola que passou por ele esbarrou na trave e foi isolada pelo Triguinho, quando já ultrapassava a meta fatal botafoguense.

Era melhor descermos para o intervalo logo. A sorte - mais uma vez - andou conosco nos primeiros 45 minutos.

Sabendo que o Coritiba vencia e nos passava na classificação, Ney Franco preferiu voltar com a mesma equipe. Apenas pediu mais jogadas pelos flancos.

Apesar do pedido do treinador, parece que os jogadores não compreenderam muito bem, pois continuávamos afunilando os toques pelo meio, com o coitado do Wellington Paulista completamente sacrificado por ter que encarar - de costas - três zagueiros.

O Botafogo cozinhava a bola na intermediária cruzeirense sem saber como finalizar ao gol do Fábio e com o passar do tempo (e alguns contrataques perigosos), a impressão que dava, era de que a partida tinha a típica cara de um 0 a 0. Aliás, o resultado pretendido pelo Cruzeiro, que desde o início desceu a lenha nos alvinegros e fazia cera em toda oportunidade que surgia.

Ney Franco sentiu que precisava fazer alguma coisa. Foi aí que ele pôs o Gil em campo, com o objetivo de abrir o time e consequentemente, a defesa adversária.

No primeiro lance com a nova formação, Wellington Paulista deixou (de forma brilhante) o canhoto - que acabara de entrar - na cara do gol...
...bola para fora! Mais um sinal de empate?

Não poderíamos empatar, amigos. Como falei no início, foi uma partida de seis pontos. A vitória seria imprescindível.

Cientes da necessidade do gol, o time se jogou ainda mais para frente, deixando espaços para o Cruzeiro "matar" a partida. Mas vocês lembram daquela "sorte" que comentei? Pois é, ela colaborou, fazendo com que os atacantes de azul não tivessem competência para definir a partida.

De repente o Cruzeiro teve um jogador expulso. Por sinal, justamente (o que não impede a minha crítica ao péssimo árbitro).

Hora de apertar os caras, Botafogo.

Gil se deu ao luxo de desperdiçar outras duas bolas...

"Caramba...não é possível! Faz alguma coisa, Ney Franco! Está acabando a partida...". Eu não sabia mais o que falar, pensa ou gritar.

Mais uma bola para o Wellington Paulista, de costas para os zagueiros.

Pensei: "Coitado, mais uma vez ficará isolado, sozinho e sem ter com quem trocar passe".

Eis que o atacante utiliza o artifício que faltava no seu estoque: Se não deu resultado tentando jogar legal, vamos tentar cavar alguma coisa e ver se o juiz cai na firula. E ele caiu...

Sim! O Wellington caiu (se jogou) na área e o árbitro caiu na dele: Pênalti para o Botafogo.

Lúcio Flávio na cobrança...
...gol do Botafogo! Gol da vitória! Goleada alvinegra! GLORIOSO no G3!

Com o resultado no bolso, restava o apito final.

O Cruzeiro resolveu jogar tarde demais. Mesmo assim, com duas bolas alçadas na nossa área, eles quase acharam um gol salvador e que seria destruidor para o GLORIOSO. Ainda bem que não aconteceu. Ainda bem que a sorte realmente gostou das nossas cores.

Temos mais duas partidas no Rio de Janeiro. Duas vitórias serão necessárias. Respeitamos o Vasco e o Náutico (pensando bem, o Náutico eu não respeito), mas a obrigação do Botafogo é uma só: Vencer os dois adversários.

Muita calma nessa hora! Pés no chão e consciência de que não ganhamos nada.

Euforia é inevitável. Deve ser gozada. O otimismo, ídem. Mas saibamos administrar as horas e formas devidas. Se assim fizermos, não tenho dúvidas: O Botafogo se tornará quase imbatível, seja contra quem for.

Alvinegro, aproveite este momento. Você merece!

Contagem regressiva: Já estamos no G3!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Obs: Amigos, irei bem cedo para São Paulo (a serviço) e não devo acessar a internet até retornar para Vitória, no final do dia. Portanto, o Cantinho Botafoguense ficará sem atualizações durante toda a quinta-feira.
Mas a noite eu volto, ok? Conto - como sempre - com as participações e comentários de todos
!


NOTAS: BOTAFOGO 1 X 0 CRUZEIRO

1- Renan: Quando foi preciso, esteve pronto e preparado - 7,0

2- Thiaguinho: Deixou espaços perigosos para o adversário nas suas costas - 6,0

3- Edson: Boa partida, apesar de perder algumas bolas pelo alto - 6,0

4- André Luis: Hoje não esteve absoluto nas jogadas aéreas - 6,0

5- Túlio: Participou mais defensivamente do que ofensivamente. Boa partida na parte tática - 6,5

6- Triguinho: Tem vontade, eu reconheço. Mas não pode errar tantos cruzamentos - 5,5

7- Jorge Henrique: Mais uma vez, incansável. Mesmo caindo de rendimento no segundo tempo, foi o jogador que mais chamou as bolas - 7,5

8- Diguinho: A sua presença deixa a torcida mais tranquila. Saiu por ter cartão amarelo - 6,5

9- Wellington Paulista: Brigou o tempo todo sem muita assistência dos apoiadores. Ainda serviu de garçom em dois lances, além do pênalti que cavou - 6,5

10- Lúcio Flávio: Me surpreendeu com a boa movimentação. No final mostrou a sua importância ao administrar a posse de bola - 6,5

11- Carlos Alberto: Em minha opinião, a sua pior partida desde que chegou ao Botafogo - 5,0

12- Gil: Vários impedimentos, dois gols perdidos e a conhecida apatia em campo. Repito: Não me surpreendo com o seu fraco desempenho... - 5,5

Ney Franco: A idéia de abrir o time pelas duas pontas foi certíssima. Só acho que no final ele pecou pela falta de malandragem, pois poderia ganhar tempo com outras substituições e esfriar o adversário - 7,0

Rir para relaxar



Faltam menos de três horas para mais um jogo do GLORIOSO.

Apesar da vice-liderança no campeonato, eu não acredito que o Cruzeiro apronte para cima da gente, em pleno Engenhão.

Primeiro, porque o nosso time é - no mínimo - tecnicamente igual. Em segundo, eles terão cinco desfalques, sendo que o meio de campo, que é o setor mais forte dos mineiros, foi o mais afetado e será formado integralmente por reservas.

Não jogam: Ramires (seleção olímpica), Charles e Fabricio (terceiro amarelo) e Wagner (contundido).

A confiança é enorme, mas eu reconheço que a importância desta partida pode fazer com que a carga de dramaticidade (e até dificuldade) seja além da esperada. Portanto, controlemos o nervosismo e vamos para mais uma batalha alvinegra, rumo ao título nacional.

E justamente para quebrar esta ansiedade pré-jogo, eu aproveitarei um comentário anterior do André, sobre a apresentação do "Van Deer Ley" no União Leiria, de Portugal.

Sim, o "artilheiro do Geninho" aterrisou na terra do amigo Rui Moura e já chegou prometendo gols e mais gols. Confiram a resposta do "holandês-paraguaio", retirada do Globoesporte:

"Venho lutando há algum tempo para ter oportunidades efetivas de mostrar meu futebol e acho que conseguirei isso em Portugal. O conceito de profissionalismo dos dirigentes portugueses é diferente em relação ao que acontece em alguns clubes brasileiros. Por isso tenho certeza que serei respeitado e vou ter tranqüilidade para trabalhar. O União Leiria tem uma excelente estrutura e está montando uma equipe capaz de subir para a Primeira Divisão. Meu objetivo é fazer um bom campeonato e ser reconhecido no país".

O meu interesse com este post foi - obviamente - apenas um: Descontrair este Cantinho Botafoguense antes da partida contra o Cruzeiro.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Você escolhe o final...



Ele foi anunciado como reforço para a Sul-Americana...

Não inscrito e regularizado a tempo, ficou para o Brasileirão...

A promessa dizia que a estréia seria com a casa cheia e diante do Cruzeiro...

Ainda não foi regularizado...

A segundo promessa diz que a aguardada estréia não passará do próximo domingo, no clássico contra o Vasco...

Será?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

A importância de um sorriso



Não sei como está a situação da esposa do Ferrero, mas os relatos das pessoas que têm frequentado os últimos treinos do Botafogo dizem que o argentino parece muito mais alegre.

Como já conversamos por aqui, não deve ser moleza você cumprir as suas atividades profissionais estando longe da sua parceira (ou qualquer familiar). Pior ainda quando a distância não é entre bairros, cidades e/ou estados, mas países.

Tomara que a "Sra. Ferrero" esteja bem, pois recentemente o argentino chegou a pedir liberação para voltar ao seu país para ficar próximo da esposa. O empréstimo só não foi firmado porque o Tigre queria o Ferrero de graça. Obviamente o Botafogo não aceitou, afinal de contas, houve um investimento na sua contratação e a diretoria alvinegra deixou bem claro que conta com os serviços do hermano.

Eu pensei que a permanência no Brasil - junto com a falta de oportunidades entre os titulares - seria desgastante para o Ferrero. Pelo visto, não foi bem assim e alguma coisa boa aconteceu...

O argentino tem treinado com firmeza e seriedade, participado das brincadeiras com os companheiros e sorrindo a beça. Um sinal de que a sua cabeça está leve e tranquila para brigar pelo seu espaço no Botafogo e administrar a distância da família.

Ontem, depois da vitória argentina sobre o Brasil, o Ferrero chegou no treinamento com o uniforme dos hermanos. A inteção? Provocar (brincar) o grupo!

Não canso de repetir: O Ferrero é um bom zagueiro e que - em minha opinião - tem vaga no time. Mesmo com a excelente fase da dupla André Luis e Renato Silva, acredito que o hermano é mais jogador. Para tanto, ele precisa provar em campo...

O primeiro passo é estar bem consigo mesmo. Parece que o Ferrero está chegando neste ponto. Aí, amigos, será com a bola nos pés e em condições de igualdade para uma disputa sadia com os outros zagueiros.

Quando chegar nesta etapa, tenho certeza, o argentino provará que uma vaga é sua. Desde que, é claro, o treinador seja justo.

O que parece ser uma das grandes virtudes do Ney Franco.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Paixão maior que a razão



O Botafogo precisa vencer as suas partidas e torcer contra os times que se encotram acima na tabela de classificação (Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras) se quiser brigar pelo título nacional.

A primeira tarefa caberá ao próprio alvinegro, já que esta noite encara o Cruzeiro, no Engenhão. É o famoso jogo de seis pontos e a vitória poderá levar o GLORIOSO ao terceiro posto, caso o Palmeiras perca para o Internacional em Porto Alegre. Convenhamos, dois resultados bem possíveis.

O líder gaúcho jogará amanhã contra o Flamengo, no Maracanã.

Torcer contra o Grêmio? Claro! Precisamos, mas não amanhã, pois eu me recuso a ter que assistir uma vitória dos molambos. Por isso, torcerei pelo empate. Se ganharmos do Cruzeiro e houver empate na quinta-feira, pelo menos tiramos dois pontos da vantagem gremista, ao invés dos três (no caso de vítória rubro-negra).

Eu sei que devemos nos preocupar exclusivamente com o Botafogo, mas não é fácil depender dos maiores rivais.

Questionado a respeito da situação botafoguenses, o Túlio não pensou duas vezes e respondeu exatamente da mesma forma:

"- Não dá para torcer para os outros, ainda mais para um arqui-rival. Temos que vencer o Cruzeiro e tentar diminuir essa vantagem. Uma hora o Grêmio e o Cruzeiro vão tropeçar".

O próprio Túlio sabe que está "indo contra o objetivo", mas é um caso isolado, onde o coração alvinegro fala mais alto. E mais uma vez o volante provou que é um de nós quando entra em campo com a camisa botafoguense.

Quando veste a camisa de número 5, o Túlio representa - em campo - um pouco de cada um dos 3 milhões de torcedores do GLORIOSO espalhados pelo mundo. Quando está fora dos gramados, ele se junta na torcida pró-Botafogo e contra os rivais.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

19/08/08

Enquete: A força está no meio de campo



Terça-feira no Cantinho Botafoguense é para conversarmos um pouco sobre a enquete em destaque nos últimos sete dias.

Como sempre faço, agradeço a participação dos amigos, que a cada semana que passa, colaboram mais e mais com este espaço. Esta foi a minha intenção ao criar o blog: Conhecer os botafoguenses de todas as partes do mundo. Para a minha satisfação, não estou apenas conhecendo, mas fazendo verdadeiras amizades alvinegras. Algo que não tem valor!!!

Pois é, o início do post é alegre e descontraído. Exatamente como o momento do Botafogo. Não poderia ser diferente, afinal, estamos no G4 e com uma série impressionante de cinco vitórias consecutivas (três fora e duas em casa).

O time voltou a sorrir. A torcida também. O laço de relacionamento está completamente feito e tudo indica que não será desenrolado até o final do ano, quando esperamos terminar com gratas surpresas. Entre elas – e por mais difícil que seja -, o título do Brasileirão.

Confiamos neste grupo, do goleiro ao atacante, passando pela maioria dos suplentes, comissão técnica e todos os outros profissionais.

O elenco é excepcional? Não é, e sabemos disso. O Botafogo tem um bom time e alguns reservas que permitem com que briguemos por posições honrosas nos torneios que disputamos.

Com a chegada do Ney Franco, o time se acertou em todos os setores. Hoje o GLORIOSO continua atuando ofensivamente, mas tem um sistema defensivo muito mais acertado e consistente. Sem contar o meio de campo, participativo, solidário e com peças que desequilibram ao nosso favor.

E foi justamente este elenco, o assunto da enquete que encerra neste momento. Eu perguntei aos amigos, qual é o melhor setor do atual Botafogo? 65 votos foram computados nos sete dias de pesquisa.

Creio que o resultado final não surpreenda ninguém. Pelo menos eu não fiquei, já que esperava exatamente o que deu (inclusive, imaginando os números).

O meio de campo alvinegro foi o mais votado. 45 pessoas (69%) escolheram esta opção. Eu estou nesta bagunça.

Eu nem sei se preciso comentar a respeito. Aliás, acho que não. Para justificar, deixo apenas uma pergunta no ar: Qual time brasileiro tem um meio formado por Diguinho, Túlio, Lúcio Flávio e Carlos Alberto? Juro, eu pensei, mas não encontrei.

Dois volantes que marcam bem e têm facilidade para avançar, um atleta mais cerebral, com excelente passe e visão de jogo e um apoiador extremamente habilidoso, rápido e que não se esconde em campo. Sem mais comentários...

A imensa maioria votou no meio, mas houve aqueles que acham outros setores mais confiáveis. Por exemplo, os 12 (18%) que escolheram a defesa botafogo como o ponto forte do time.

Acredito que o Ney Franco tem participação indireta nestes votos. Sim, pois ele pegou exatamente os mesmos jogadores que trabalharam com o Cuca e o Geninho, mas deu um jeito na fraqueza que tínhamos neste setor.

Não sei o que (e como) ele fez, mas conseguiu melhorar consideravelmente o rendimento de atletas contestados (inclusive, por mim). Hoje temos uma dupla de zaga que não é sumidade e nem um exemplo de técnica, mas que se completa: Um veloz e outro viril. Temos também um lateral limitado, porém, aplicadíssimo e outro que simplesmente "surgiu" para o setor e é – em minha opinião – a maior surpresa do time.

Ah, sem contar que há muito tempo não tínhamos reservas defensivos minimamente razoáveis. Sim, até pouco tempo atrás, os titulares do setor eram fracos e os reservas lamentáveis. Hoje não. Eu diria que, todos juntos fazem uma média aceitável e suficiente para boas apresentações.

Outra benção para os botafoguenses foi a solução da "temida camisa 1".

Depois dos fracassos de cinco goleiros em 2007, os alvinegros temiam pela repetição dos problemas e até de mais perdas de partidas decisivas em falhas exclusivas dos "guarda-metas".

O fato é que o Botafogo atual tem dois bons goleiros: O experiente Castillo e a grata revelação, Renan.

Talvez seja a posição em que haja menos debates entre os torcedores. É claro que uns preferem o uruguaio e outros, o jovem egresso de Marechal Hermes (eu ainda acho o Castillo mais preparado). Agora, se o Castillo estiver no gol, os que preferem o Renan não perdem o sono e vice-versa.

Acho que foi nesta linha que os 6 amigos (9%) pensaram ao votar na opção "goleiro", como a melhor do Botafogo.

Se não houve surpresa – da minha parte – na escolha do meio de campo como o setor mais forte do time, também não houve no "último colocado" da enquete: O ataque, que só recebeu 2 (3%) votos.

Temos dois bons atacantes: Jorge Henrique e Wellington Paulista têm vaga em quase todos os clubes do Brasil. O problema é que nenhum deles tem a característica de ser um "homem gol", daqueles velhos centroavantes paradões à espera da bola, só para dar o toque final e comemorar com os companheiros. A esperança está toda depositada no Zárate, que apesar de ainda não ter atuado, tem justamente este perfil.

A nossa reserva de ataque sim, é fraca.

Eu nunca me empolguei com o Gil. Mesmo nos tempos de Corinthians, sempre o considerei firulento demais e prático "de menos". No caso de Fábio e Alexsandro, prefiro nem comentar, apesar de que, justiça seja feita, o segundo teve pouquíssimas oportunidades.

Analisando os suplentes, resta copiar e colar o que escrevi um pouco acima: A esperança está toda depositada no Zárate.

Nada de desespero. Os números não mentem, e se o Botafogo está no G4, é fruto do bom trabalho, competência, sorte (que nunca faz mal) e elenco, que não é a oitava maravilha do mundo, mas está longe de ser um lixo. E bota longe nisso...

Obrigado pela participação de todos e como vocês estão cansados de saber, já peço a contribuição na nova enquete do Cantinho Botafoguense, pelos próximos sete dias. E espero que na próxima análise de resultado, eu possa dizer G2 ao invés de G4.

Temos tudo para alcançar a vice-liderança...

Bom, vamos à enquete: Amigos, como o Botafogo deve administrar o Brasileirão e a Sul-Americana ao mesmo tempo?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!