02/09/08

Tem uma fila enorme antes do Zárate



Adorei os comentários do post anterior.

Cada um com o seu ponto de vista, respeitando a opinião do próximo e argumentando com educação e respeito.

Assim é o botafoguense.

De qualquer forma, eu gostaria de fazer três observações sobre o post específico do Zárate, analisando cada comentário feito:

1- Apesar das diferentes opiniões, creio que todos nós chegamos aos - mesmos - principais culpados por tantas besteiras, desde as contratações de jogadores tecnicamente questionáveis (a maioria, vindo dos "parceiros"), passando pelos completamente fora de forma e a burocracia excessiva nas papeladas: O amadorismo dos cartolas alvinegros fugiu do controle!!!

2- Há sim, o consenso de que precisamos ter calma antes de criticar somente e principalmente o Zárate, que foi o menos culpado pela péssima estréia. Ainda é cedo para sabermos se o argentino é ruim por natureza ou sentiu a primeira partida, pressão, peso, etc...

3- Antes do hermano, ainda temos muita carne podre treinando em General Severiano. Gostaria que o Zárate tivesse o mesmo número de oportunidades desses "malas"...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Eu desisto de tentar entender



O técnico Ney Franco conversou com toda a sua comissão técnica e após uma avaliação conjunta, chegou à algumas decisões de trabalho para esta semana. Entre elas, a não utilização do Zárate no sábado, contra o Coritiba:

"- Ele está com um percentual de gordura acima do média, mas nada exagerado. Tem condição física para jogar 30 minutos. Vamos elaborar treinos mais fortes, e a tendência é a de ele não jogue contra o Coritiba".

"- Temos um planejamento a ser cumprido, tenho de colocar o jogador em atividade. Achava que era o jogo ideal para ter o primeiro contato com a torcida. A impressão não foi legal, mas ele tem potencial. Fisicamente, está abaixo do elenco, mas precisa de ritmo de jogo".

Amigos, eu juro que tento não ser crítico com frequência neste Cantinho Botafoguense, mas poxa vida, com o que a nossa diretoria, comissão técnica e jogadores nos dão de argumentos, se torna impossível passar em branco e/ou calado, afinal, como pensar em qualquer outra explicação que não seja incompetência?

Minhas ponderações à respeito das respostas do Ney Franco:

1- O cara tem condições para jogar somente 30 minutos. Pergunto: O que ele fez durante os - quase - dois meses treinando em General Severiano? Então o Zárate chegou com uns 30kg acima do peso. Só pode ser isso...

2- Ele precisa de ritmo de jogo? Ok, é um fato. Mas lembremos que o campeonato brasileiro termina daqui a exatos três meses.

3- A proposta inicial da diretoria foi contratar o Zárate para ser o atacante na Sul-Americana e segundo turno do Brasileirão. Por incompetência alvinegra, o argentino não foi inscrito na competição internacional. Além disso, está há dois meses no clube e não entrou em forma.Para isso, pediram mais tempo... Não seria melhor esperar o ano terminar e contratar um atacante em dezembro/janeiro, visando o início da temporada?

Perdoem o meu humor (ou falta dele), mas realmente é complicado entender a cabeça de quem está lá dentro do nosso amado Botafogo de Futebol e Regatas.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

01/09/08

Wellington Paulista: Volta no momento certo



Jogar no sul exige - além da técnica - muita força, raça e dedicação.

É com este espírito que o Botafogo deverá pisar no Couto Pereira no próximo sábado e encarar o bom time do Coritiba com a sua fanática torcida, que promete lotar o estádio.

Eles só perderam uma partida jogando em casa neste Brasileirão. Justamente para o Grêmio, líder do campeonato. E foi só 1 a 0 para os gaúchos. Sem contar que o Coritiba venceu o Palmeiras e Flamengo, além do São Paulo ter suado para conseguir um empate. Ou seja, jogo duríssimo!

Ficar preocupado é normal e aceitável. Mas não podemos confundir o respeito ao Coritiba com medo. Caso contrário, sofreremos nas mãos dos caras.

Apesar das dificuldades, tecnicamente o Botafogo é superior. Ainda assim, para recuperarmos os dois pontos perdidos diante do Náutico, precisamos do meio de campo inspirado, da defesa ligada em 220V e o ataque brigando por todas as jogadas.

E eu confesso: Fiquei mais tranquilo em saber que alguns jogadores treinaram normalmente nesta segunda-feira. A volta do Leandro Guerreiro é importantíssima, pois melhorará a qualidade e força do nosso banco de reservas.

Mas a melhor das notícias foi mesmo o Wellington Paulista, que normalmente atua com o espírito que será necessário no final de semana. Algo me diz que o trio (WP, JH e CA) dará trabalho aos paranaenses...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

A posição mais carente do Botafogo



O Botafogo não precisa de outro goleiro, zagueiro, meio campista ou atacante. O Botafogo precisa urgentemente de um estatístico.

Com este reforço, acredito que conquistaremos muito mais vitórias.

Nos dois últimos jogos pelo Brasileirão, o GLORIOSO massacrou os seus adversários (Vasco e Náutico)durante os noventa minutos. Inúmeras foram as oportunidades de gols, principalmente em cobranças de escanteios e faltas próximas da área.

Atualmente virou clichê dizer que bola parada decide partidas. Pensando bem, decide mesmo...

Como que o Vasco e Náutico empataram conosco? Em cobranças de falta e escanteio. Aliás, eles tiveram pouquíssimas oportunidades como estas e mesmo assim conseguiram convertê-las em gols.

Nas duas partidas o Botafogo teve infinitas cobranças ao seu favor. Todas batidas pelo Lúcio Flávio. Todas elas, fracas, lentas, nas mãos dos goleiros ou cabeças dos zagueiros adversários...

A culpa não pode ser apenas do capitão alvinegro.

Da mesma forma, não podemos criticar somente os defensores por termos levado os gols do Vasco e Náutico, pois se o Botafogo aproveitasse pífios 25% dos lances de bola parada, até poderíamos nos dar ao luxo de sofrer um ou outro golzinho.

A culpa é de todos, mas principalmente dos treinadores e suas comissões técnicas, que não percebem o fraquíssimo aproveitamento do Lúcio Flávio nestas jogadas. Esse vício do "maestro" cobrar tudo, começou com o Cuca, passou pelo "porquinho" e agora afetou o Ney Franco.

Não é possível que a falta de perigo dos lances aéreos do nosso time não tenha sido percebida por qualquer um dos três.

A torcida já não aguenta mais alertar, reclamar e mostrar o nosso fraco desempenho, mas as pessoas lá dentro do clube fingem que são cegas, surdas e mudas. Inclusive os próprios jogadores, que também poderiam dar "esse toque". ´

Críticas construtivas são sempre bem vindas e tenho certeza que o Lúcio Flávio não ficaria sentido.

Enquanto o Botafogo desperdiça trinta cobranças para fazer um solitário gol, os adversários utilizam os seus melhores cobradores, afinal, já perceberam que bola parada decide partidas.

Por isso, ao invés de quatro nutricionistas, seis auxiliares técnicos, oito fisiologistas, quinze fisioterapeutas e treze psicólogos (etc...etc...etc...), por que os "professores" não incorporam estatísticos às suas equipes?

Se o GLORIOSO tivesse apenas um para acompanhar exclusivamente os escanteios e faltas do Lúcio Flávio, tenho certeza de que alguma coisa mudaria...

Passaríamos a vencer ao invés de empatar ou empatar ao invés de perder.

Obs: Que fique bem claro que a tônica deste post não é perseguição ao Lúcio (até porque, vocês sabem que eu o considero titularíssimo do time), mas a constatação do seu ponto mais fraco à ser trabalhado.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

O Guerreiro faz muita falta



O Leandro Guerreiro estava readquirindo a sua melhor forma física e técnica, quando uma nova contusão o pegou de jeito.

Uma pena, pois o destaque alvinegro de 2007 voltava a lembrar o bom e velho Leandro, apagando também a péssima impressão deste início de 2008, quando voltou de forma precipitada e atuando - na maioria das vezes - improvisado como terceiro zagueiro pelo lado esquerdo, onde foi uma lástima.

Diferente do ano passado, o Leandro não tem vaga entre os titulares do atual Botafogo. Isso é um fato. Agora, é o atleta que mais faz falta para o grupo, mesmo no banco de reservas.

Dependendo do jogo, a entrada do Leandro pode alterar o time de várias formas: Da mudança simples entre volantes, como terceiro zagueiro (desde que, centralizado) e até na vaga de um apoiador, adiantando o Diguinho ou Túlio mais para frente.

É sem dúvida nenhuma o nome ideal para qualquer partida, adversário e/ou esquema tático.

Quando eu vejo Zé Carlos (sempre cansado), Lucas Silva (que ainda não mostrou nada), Marcelinho (ele ainda existe) e alguns outros no banco de reservas, penso duas vezes antes de criticar qualquer substituição do Ney Franco, afinal, todos esses são infinitamente piores do que os titulares. O que não é o caso do Leandro...

Mantenho, porém, a minha crítica ao Ney Franco pelo resultado do sábado passado. Na pior das hipóteses, se ele não tinha banco, que não mexesse no time. Principalmente em uma peça fundamental (e que fazia uma boa partida) como o Túlio.

Enfim, o Náutico já passou. Agora teremos um adversário bem mais complicado...

Mas eu ficaria tranquilo se o Leandro Guerreiro estivesse à disposição do Botafogo. Ele é o nosso 12º jogador e único "reserva" (fora o Renan) que mantém o nível técnico, tático e físico do time titular.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Diz aí, Fábio (12)



"O triste empate ainda repercute, e não era pra ser diferente. Não se estranhem se eu me confundir e, por um acaso, chamar aquilo de derrota no decorrer do texto.
Um time que quer brigar para ser campeão, não pode, de forma alguma, perder (ops!) dessa maneira, até mesmo em um clássico, como foi contra o Vasco.

O que me deixou mais indignado foi ver que o time não aprendeu a lição do que aconteceu na semana anterior. Mas me pergunto: - Será que isso tem alguma explicação?

O que tem acontecido com o Botafogo nestes anos 2000 (aliás, desde a tragédia de 1999) é algo que precisa ser refletido.

Vivi uma infância marcada por uma fila que parecia interminável. Mas depois de 89, muita coisa boa aconteceu, enaltecendo nosso orgulho de ser botafoguense.

Só que os últimos anos têm sido revestidos de uma certa dose de tragédia, com derrotas inexplicáveis que culminaram em perdas de títulos que pediam para serem nossos.

Não estou querendo superdimensionar esse resultado contra o Náutico e nem insinuar que isso vai acontecer neste Brasileiro, até porque ainda faltam 15 rodadas para o fim do campeonato e demos sorte, pois ainda estamos no G4.

Mas o fato de você dominar o adversário por completo, perder gols fáceis e levar, tragicamente, um gol no final do jogo é, no mínimo, revoltante e inaceitável.

Não custa lembrar, por exemplo, que empates contra os rebaixados América/RN e Juventude, além de Figueirense tiraram o Botafogo da Libertadores de 2008.

E, não sei quanto a vocês, mas isso tudo me fez remeter a essa reflexão. No texto pós-jogo do Rodrigo, um comentário interessante do amigo que assinou como Gui e, também, a excelente cobertura do Vestiário Alvinegro sobre o jogo contra o Náutico bateram nessa tecla: nós estamos nos apequenando diante de campeonatos que têm a nossa cara.

E a solução para que isso se acabe, sem dúvida, é a conquista de um título de expressão. Ainda é possível nesta temporada? Embora um deles tenha ficado mais distante depois deste final de semana, estamos aí na busca de dois, mas seguimos provando que o maior adversário do Botafogo é ele próprio, infelizmente.

Com 44 pontos, finalmente Ney Franco teria uma semana inteira para trabalhar em paz, na vice liderança do campeonato. Mas, depois das derrotas contra Vasco da Gama e Náutico, ainda que invictos por 10 rodadas, o foco no trabalho vai ter que ser outro.

De nossa parte, por mais difícil que possa ser, temos que manter o pensamento positivo e seguir acreditando no time, mesmo que os Deuses do Futebol tenham sido tão injustos conosco e com o Lúcio Flávio naquela jogada sensacional que terminou na trave.

Enfim, vida que segue, como diria João Saldanha, e saudações positivamente botafoguenses!!!"

E-mail do Fábio: fabio.alvinegro@gmail.com


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!