
Com muito atraso, gostaria de fazer um registro, que para mim, é histórico e valioso demais. A intenção era postar no dia que o documentário sobre o João Saldanha estreou nas telonas, mas não consegui scannear o recorte do jornal em tempo hábil.
Pois bem, falar sobre o João Saldanha é chover no molhado, né? Todos nós, botafoguenses, sabemos da sua história, casos, brigas e principalmente, o amor pelo GLORIOSO. Inúmeros são os livros que relatam várias passagens da vida do jornalista, que também foi treinador. Pelo que todo mundo comenta, João Saldanha era, antes de qualquer coisa, botafoguense. Precisa ser dito algo a mais?
Eu recordo vagamente dele. Lembro das suas colunas no
Jornal do Brasil e de algumas participações em programas esportivos.
Vamos ao motivo principal deste post...
Em 1985, o Botafogo fez uma péssima campanha no campeonato carioca, terminando em oitavo lugar (entre doze clubes), e ficando livre do rebaixamento estadual por apenas três pontos. Naquela época, a vitória valia dois.
Apesar de ter apenas seis anos de idade (em 1985), eu lembro do meu pai sofrendo com as seguidas derrotas (foram 11 em 22 partidas). Eu estava aprendendo a ler e escrever, quando resolvi colocar os sentimentos de uma criança que mal sabia o sentido das frases no papel. Claro, as letras e os tempos verbais foram um fracasso, mas meu pai fez questão de anexar um bilhete (de sua autoria) junto aos meus "
garranchos", e enviou para a crônica esportiva.
Em questão de dias, o João Saldanha publicou a minha carta na sua coluna do
Jornal do Brasil, a "
Bola Dividida".
Meu pai comprou vários jornais e guardo até hoje todos os recortes, já amarelados pelos mais de 23 anos passados.
A diretoria do Botafogo ficou sensibilizada (assim eu creio) e me enviou uma carta com os autógrafos dos jogadores e outros brindes. Na carta, dizia para eu continuar firme e forte no amor ao GLORIOSO, que seríamos uma potência e eu poderia sorrir como meu pai foi acostumado quando era criança (um assunto mencionado na minha humilde carta).
Enfim, eu segui o pedido do Botafogo e quatro anos depois comemorei o meu primeiro título alvinegro. E hoje não me arrependo
NEM UM POUCO da escolha que fiz (claro, também por influência do meu pai, botafoguense fanático) em torcer por este clube, que
AMO LOUCAMENTE!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!