
Amigos, acabo de "
devorar" tudo que foi possível na internet para ter uma idéia de como foi a vitória do Botafogo sobre o Goiás.
Pelo que li, o time jogou bem e se não fossem as milhares de faltas dos goianos, poderíamos ter uma vitória ainda mais tranquila. Tudo bem, o que importa são os três pontos e a confirmação da recuperação do GLORIOSO no campeonato.
Como as resenhas das partidas (e as notas dos jogadores) já viraram tradição no
Cantinho Botafoguense, pedi auxílio ao grande amigo, Fábio Gomes, para que contasse como foi a vitória alvinegra, afinal, hoje eu não vi e estou curioso.
Agradeço a colaboração do Fábio, que agora contará "
todos os detalhes" do triunfo botafoguense...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!----------------------------------------------------------------------------------
O adversário (quase) sempre foi encardido contra o Botafogo e as estatísticas comprovam: até antes do jogo de hoje, pelo Campeonato Brasileiro, foram 26 jogos, com 8 vitórias, 6 empates e 12 derrotas. Desses confrontos, já vi, pelo menos, uma dezena do Serra Dourada, onde só presenciei uma vitória, aquela de 1995, com gol do Túlio.
Mesmo diante dessas estatísticas, não é comum ver um Goiás tão faltoso como temos visto neste ano, e quem conhece o Esmeraldino, sabe disso. Acontece que costumam ser assim os times do Hélio dos Anjos.
Hoje, eles começaram com o esquema 3-6-1, dando logo a tônica de que se defenderiam sempre e atacariam nos erros do adversário. E não foi diferente.
E para que qualquer adversário tenha vantagem em um jogo assim, só com muita movimentação, algo que, com paciência, podemos dizer que o Botafogo foi bem sucedido nessa tarefa.
Diante de quase 16.000 pagantes, o Botafogo teve que correr muito para vencer o Goiás e, sem querer criticar, o faria melhor ainda se tivesse uma zaga que soubesse sair jogando bem com a bola nos pés. Hoje, até o Triguinho pecou muito nesse quesito.
O time começou estudando o adversário e parava na dura marcação alviverde. Aos poucos, foi se acertando, com Lúcio Flávio conseguindo ditar o ritmo do meio campo e tentando ser aquele que tanto queremos que seja.
Aos 27, o camisa 10 abre as pernas para fugir da marcação e deixa a bola passar para Jorge Henrique, que distribui para Túlio. O Chefão arma o chute e dispara rasteiro. Com o desvio no Bonecão do Posto, digo Rafael Marques, a bola encobre o goleiro Harlei para abrir o placar.
A partir daí, o jogo ficou melhor para o Botafogo, embora o Goiás não tenha saído tanto para o jogo.
Wellington Paulista, que fez grande partida na minha visão, cansou de levar porrada. E pouco se via do duelo entre os irmãos Carlos Alberto e Fernando.
O Goiás ainda chegou duas vezes ao ataque, num chute que desviou e foi à direita do gol e numa cabeçada perigosa que Castillo fez boa defesa.
Mas em outra jogada bem trabalhada, foi o Botafogo que marcou e com a participação do mesmo trio do primeiro gol.
As participações de Jorge Henrique e Lúcio Flávio foram decisivas na linda triangulação em que Túlio recebeu na entrada da área para ampliar o placar, aos 44 minutos, e fechar com chave de ouro o primeiro tempo.
A baixa foi Alessandro, que saiu machucado para a entrada de Thiaguinho.
Imaginando ser possível reverter o quadro, Hélio dos Anjos acabou com o esquema de três zagueiros para o segundo tempo, sacando Rafael Marques e colocando o atacante Rinaldo.
O alviverde melhorou, especialmente quando penetrava pelo lado direito de seu ataque, mas nada que ameaçasse efetivamente o gol de Castillo, que, por sinal, esteve muito seguro hoje, nos chutes à distância e nas bolas altas nos cruzamentos na área, com exceção de uma falta em que Iarley foi cruzar e acertou o travessão.
Mas o Botafogo também chegou ao gol adversário. Com a saúde incrível do Diguinho, a movimentação intensa de Carlos Alberto e Túlio, além dos bons passes do Lúcio Flávio, o time perdeu oportunidades de ampliar o placar no segundo tempo.
Aos 19, Ney Franco tirou Jorge Henrique, fazendo entrar Gil, que também buscou alternativas na esquerda. Acho que, diante das boas atuações dos meias, Ney preferiu tirar o Jorge, que até vinha fazendo boa atuação também.
Mas, mesmo com a expulsão de Ernando aos 34 minutos, o placar se manteve inalterado. Até porque, o gol de Wellington Paulista no final do jogo foi corretamente anulado.
Para o próximo jogo, os desfalques são Wellington Paulista, Carlos Alberto e Triguinho, suspensos com o terceiro cartão amarelo, e a dúvida será Alessandro, que saiu machucado.
Foi mais um jogo em que não tomamos gols no Engenhão, mostrando que o time está cada vez mais seguro jogando em casa. Precisamos, agora, conquistar vitórias fora, até para que possamos recuperar os pontos perdidos na perdida passagem do Asno pelo Botafogo.
Se voltarmos com quatro pontos dos dois jogos no Sul, contra Atlético Paranaense e Figueirense, até em razão dos desfalques que teremos com suspensões, estará de bom tamanho.
Antes de dar as notas, não poderia terminar sem dizer que é uma satisfação escrever para os amigos deste espaço alvinegro tão especial e que nos faz cada vez mais apaixonado pelo Botafogo. E que bom que escrevo depois de uma boa vitória.
Espero que gostem.
Saudações positivamente botafoguenses!!!
NOTAS: BOTAFOGO 2 X O GOIÁS1- Castillo: Seguro nas saídas nas bolas altas e nos chutes adversários. Não comprometeu, apesar da bola na trave do Iarley – Nota 6,5
2- Alessandro: Se não comprometeu, também não criou, até sair machucado – Nota 5,5.
Thiaguinho: Ainda confunde um pouco de vontade com afobação, mas seguiu a linha do titular, sem criar muito e sem comprometer – Nota 5,5.
André Luis: Efetivo nas bolas altas. Sem ser muito incomodado, não comprometeu – Nota 6,0.
Renato Silva: Bem nas antecipações. Péssimo nas saídas de bola. Não consegue, ao menos em mim, inspirar confiança – Nota 5,0.
Triguinho: Hoje, não foi bem, sendo a peça destoante. Por vezes, chutou para o lado que o nariz estava apontado, quando havia companheiros mais próximo – Nota 4,5.
Eduardo: Sem tempo suficiente para algo notável – Sem nota.
Túlio: Liderança e autoridade. Merece nosso respeito, pois é um de nós em campo e, pela primeira vez, o vi beijar o escudo ao fazer um gol. Nunca se escondeu, nem em sua fase ruim. O melhor em campo – Nota 8,5.
Diguinho: Um monstro para desarmar. Incansável e lutador. E na saída de bola, não deixa por menos – Nota 7,5.
Lúcio Flávio: Como fez bem o banco de reservas. Méritos para o Ney Franco e, claro, para o jogador também, que, com profissionalismo, mostrou que, com o que temos, cumpre papel importantíssimo para o time – Nota 7,5.
Carlos Alberto: Boa atuação. Hoje, menos individualista, embora menos decisivo. Pode render mais – Nota 6,0.
Jorge Henrique: Buscou o jogo, correu, participou das jogadas dos gols, mas faltou alguma coisa – Nota 6,0.
Gil: Boa movimentação na esquerda. Com a bola nos pés, levanta a cabeça e faz bons cruzamentos. Mas nada que mudasse o placar – Nota 6,0.
Wellington Paulista: Movimentou-se, buscou o jogo, deu bons passes e... apanhou uma barbaridade. Importante taticamente, criando espaços para os que vinham de trás – Nota 7,0.
Ney Franco: Segue com bom aproveitamento no comando técnico do time e imbatível no Engenhão. É notável a evolução no padrão tático do time. Soube fazer o time trabalhar bem diante da forte marcação adversária – Nota 7,5.