
Arbitragem fraca, expulsão injusta, uma noite não muito feliz do treinador botafoguense e jogo fora de casa...
Pelo comentado acima, tudo levaria a crer em uma derrota do GLORIOSO. Mas hoje ficou mais do que provado que a boa fase finalmente chegou de vez à General Severiano, afinal, mesmo com os agravantes mencionados, o Botafogo conquistou a sua segunda vitória fora de casa (2 a 1) ao vencer o Figueirense, na capital catarinense.
Não acho que o primeiro parágrafo deva ser esquecido apenas pela vitória, mas eu prefiro terminar a noite com as seguintes conclusões: Chegamos no "
menguinho pocotó" e estamos apenas dois pontos atrás do São Paulo, que hoje é o último da zona de Libertadores.
A partida não foi como no último domingo. O estádio acanhado e o gramado que não pareceu estar muito bom prejudicaram os botafoguenses, que ainda assim tiveram duas oportunidades com chutes do Wellington Paulista no início da partida. Parecia que era questão de tempo para o GLORIOSO impor a sua maior qualidade técnica, mesmo na casa do adversário, que também briga por posições na parte de cima da tabela de classificação.
Mas diferentemente de contra o Atlético PR, o Botafogo não realizou uma boa partida, apesar da vitória.
Depois dos chutes do Wellington, o jogo ficou mais cadenciado. Nenhum dos dois times conseguia criar lances perigosos. O Figueirense porque é muito fraco e o Botafogo com os jogadores isolados a partir do meio de campo para frente. Os dois apoiadores (Lúcio Flávio e Carlos Alberto) e os atacantes (Wellington e Jorge Henrique) não trocavam passes, dependendo exclusivamente de algumas subidas do Triguinho e Thiaguinho pelas laterais e do Túlio pelo meio.
Como não incomodávamos o adversário, o Figueirense começou a se atrever com os nossos zagueiros. As jogadas mais perigosas aproveitavam o Thiaguinho fora de posição e a noite instável do Renato Silva, que mirava para um lado e chutava para o outro. Por sorte (ah, ela está mesmo conosco), tudo que passava da nossa linha defensiva parava nas mãos do Renan.
O substituto do Castillo foi, em minha opinião, o nome botafoguense na partida. Salvou - pelo menos - uns quatro gols certos do Figueirense e se conquistamos a vitória, devemos principalmente ao Renan.
O segundo destaque foi o gol do Túlio (quarto em três jogos seguidos). Gol, não. Golaço de quem merece todo o nosso carinho. Aliás, o Túlio resolveu imitar o "
xará maravilha"? Tomara que continue, pois é muito bom vê-lo comemorando. E um gol como o de hoje merece dias e dias de aplausos.
Quando eu ainda acreditava que poderíamos melhorar a qualquer momento, o juiz entrou em ação e expulsou o Carlos Alberto de campo, aos 25 minutos da primeira etapa.
O cartão amarelo que resultou na expulsão foi justo, mas o primeiro foi de uma covardia sem igual. Típico de um jogador que está marcado pelo seu passado encrenqueiro e assim, tudo que envolve o Carlos Alberto sempre ganha proporções absurdas.
Ele não estava bem em campo (como a maioria do time), mas foi punido injustamente e com isso fica de fora do jogo contra o Palmeiras. Uma ausência que será muito sentida, afinal, o atleta cresce em jogos desse nível de importância.
A expulsão recuou ainda mais o GLORIOSO, que perdeu o Wellington Paulista logo em seguida. Ney Franco optou pelo Leandro Guerreiro, isolando o "
motorzinho" no ataque.
Apesar da boa partida do Guerreiro, eu acho que a substituição foi o primeiro equívoco do treinador botafoguense. Se fosse eu, colocaria o Gil, pois estava claro que o Figueirense nos sufocaria por mais de 70 minutos. Assim foi, mas graças a Deus os jogadores foram aplicados e atuaram com inteligência, apesar do recuo excessivo.
Terminada a primeira etapa, era hora de conversarmos no vestiário e definirmos o esquema para suportarmos a pressão do time catarinense.
O Botafogo voltou com a mesma formação e padrão tático.
Jorge Henrique se matava para tentar algo na frente, mas isolado, nada conseguia fazer, já que não recebia apoio dos companheiros.
Apesar da falta de ataque botafoguense, o Figueirense continuava apenas com posse de bola, não oferecendo tantos perigos devido à sua limitação e um ferrolho armado pelo Ney Franco na entrada da área alvinegra. Até então, firme e forte.
O problema é que com um jogador a menos, os nossos atletas estavam ficando visivelmente sem fôlego. Aí que entra o segundo erro do Ney: Correr um risco desnecessário por demorar em colocar sangue novo em campo.
Novamente, se fosse eu, já teria sacado o Jorge Henrique e Lúcio Flávio para as entradas do Gil e Túlio Souza.
Risco assumido, era pagar para ver.
E o técnico botafoguense provou que é sortudo. Em um raro contrataque, Diguinho deu um lindo passe para o Thiaguinho marcar o segundo do GLORIOSO.
A vitória estava próxima e eu já torcia por mais um lance isolado para que os "
molambos" fossem ultrapassados. Seria difícil...
...mas o gol surgiu. Pena que foi deles, em um choque que não foi falta no Renan, mas que todos (sem exceção) os árbitros marcam sempre. Menos o horrível que apitou o jogo de hoje a noite.
Pronto! 30 minutos de sufoco para segurarmos os três pontos e nada de substituição.
O Figueirense cresceu e abusou dos chuveirinhos na nossa área. Algumas bolas chegavam com perigo. Outras, não. Aos trancos e barrancos saíamos de todas as situações perigosas.
A sorte estava mesmo no nosso lado! Pena que o Ney Franco resolveu testar até o limite. Os jogadores mal conseguiam andar em campo, fosse para marcar e/ou aproveitar os buracos deixados pelos ataques inconsequentes do adversário.
Só aos 42 minutos que o Gil entrou.
Não dava tempo para mais nada. Ah, e que bom que não deu em nada, pois assim confirmamos os três pontos, a oitava colocação e colocamos o nosso nome na briga direta pela Libertadores.
Domingo enfrentaremos o Palmeiras. Jogo de seis pontos e os botafoguenses cariocas precisam lotar o Engenhão, já que a vitória será fundamental para terminarmos o primeiro turno grudado no grupo de cima.
O desfalque do Carlos Alberto será sentido, mas estamos com o momento favorável e vencer um dos principais candidatos ao título aumentará ainda mais a moral do Botafogo.
Peço apenas uma coisa: Ney Franco, você tem uma grande parcela nesta recuperação do Botafogo. Agora, por favor, esqueça esta sua noite, pois a sorte não estará todo dia na sua mão.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!BOTAFOGO 2 X 1 FIGUEIRENSE1- Renan: Perfeito em todos os lances. O melhor em campo - 8,5
2- Thiaguinho: A já comentada afobação e algumas bolas prendidas em demasia. De qualquer forma, o gol só o enche de moral - 7,0
3- Renato Silva: Terminou a partida de forma razoável, mas o início foi horrível - 5,5
4- André Luis: Sempre mais seguro do que o companheiro de zaga - 7,0
5- Túlio: Um monstro que foi obrigado a correr duas vezes mais na marcação. Ainda se deu ao luxo de marcar um dos mais belos gols do Brasileirão - 7,5
6- Triguinho: Alternou bons e maus momentos. Na média, razoável - 6,0
7- Jorge Henrique: Não começou bem e depois foi sacrificado com a mudança do Ney Franco. De qualquer forma, lutou e fez o que pôde no segundo tempo - 6,5
8- Diguinho: No mesmo nível do Túlio. Se não fez o gol, deu um de presente pro Thiaguinho - 7,5
9- Wellington Paulista: Estava isolado na frente até sentir uma contusão. Dois bons chutes à gol - 6,0
10- Lúcio Flávio: Uma partida tática, que se analisada com calma, pode ser considerada boa. Mas as características do jogo não eram apropriadas ao seu estilo - 6,5
19- Carlos Alberto: Ainda não tinha se encontrado em campo quando foi expulso injustamente - 5,0
12- Leandro Guerreiro: Entrou para marcar e fechar a zaga. O fez com precisão - 7,0
13- Gil: Três minutos em campo e quase nenhum toque na bola - Sem nota
Ney Franco: Venceu, é verdade. Mas demorou muito para mexer no time. Além disso, chamou o Figueirense para cima muito cedo - 5,0