
Ney Franco já decidiu: Enquanto ele for técnico do Botafogo, o Eduardo disputará vaga no meio de campo ao invés da zaga, onde ele chamou a atenção dos dirigentes alvinegros, quando ainda defendia o Bahia.
Eduardo era tratado como jóia em Salvador. Para muitos, a maior revelação baiana dos últimos anos, pois é extremamente habilidoso e pode atuar em várias posições, da zaga à meia esquerda.
Quando anunciado pelo GLORIOSO, a expectativa era de que o Eduardo brigasse pela titularidade com algum zagueiro e/ou no máximo com o Triguinho.
Para azar do jogador, os defensores se destacaram e ele não teve oportunidades. Foi aí que - reconhecendo a qualidade do atleta - o Cuca resolveu testá-lo como volante e meia esquerda em algumas partidas do campeonato carioca. Não foi mal, mas ficou marcado pela falha imperdoável na primeira partida decisiva do estadual, quando tentou o drible de efeito mas perdeu a bola que resultou no gol do Flamengo.
Não teve mais chances (reais) com o treinador e nem com o sucessor (Geninho). E se não bastasse, as brigas pelas posições ficaram ainda mais complicadas com as chegadas de outros reforços, como o Lucas Silva e Carlos Alberto.
Sem espaço no Botafogo, a diretoria já estudava negociá-lo com o futebol internacional. Por isso o Eduardo foi com a delegação que disputou algumas partidas na Europa. O jovem, aliás, foi o destaque da equipe e assim que chegou no Brasil, o relatório do seu desempenho no velho continente caiu nas mãos do Ney Franco, novo treinador do GLORIOSO.
Na última quinta-feira ele recebeu a primeira chance com o técnico, no jogo contra o Atlético MG, pela Sul-Americana.
Eduardo entrou no segundo tempo e como volante que tinha liberdade para atacar. Mesmo sem tanto brilhantismo nos minutos em campo, ele recebeu um belo passe, dominou, fez uma graça...
...mas marcou o gol. Um bonito gol, diga-se de passagem.
Apesar da lamentável comemoração, ganhou moral com o comandante, que já cogita escalá-lo amanhã, devido à suspensão do Diguinho e a contusão do reserva imediato, Leandro Guerreiro.
Ney Franco só tem essa dúvida: Eduardo ou Zé Carlos, ao lado de Túlio, Carlos Alberto e Lúcio Flávio?
O certo é que, enfim, definiram uma posição pro garoto tentar mostrar o seu futebol. E eu, que já "
lasquei" inúmeras críticas nele, reconheço: Tecnicamente, é acima da média. Só precisa de alguém que o instrua na vida e alerte para os "
prazeres momentâneos" que o esporte proporciona, mas que não garantem um "
amanhã" no mesmo nível.
Se o Eduardo tiver cabeça, pode dar caldo. Caso contrário, pode ser mais um talento à não vingar neste futebol brasileiro, que não para de produzir bons jogadores.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!