
O Botafogo derrotou o Vitória por 3 a 1, chegou aos 46 pontos na tabela de classificação e continua vivo na briga pelo
G4 do Brasileirão.
A equipe baiana dominou completamente a partida até os 30 minutos do primeiro tempo. Eu duvido que o botafoguense acreditasse na virada alvinegra, tamanha era a desorganização do time comandado pelo Ney Franco. Até que a expulsão do zagueiro adversário mudou totalmente o panorama do jogo...
Antes da breve análise da partida, explico o título do post.
Pensando bem, acho que nem precisa de explicação, afinal, os três gols do Botafogo tiveram "
temperos" diferenciados.
O primeiro, marcado pelo argentino Zárate, enfim, titular da equipe.
Carinhosamente chamado de "
Bolota" aqui no
Cantinho Botafoguense, o Zárate foi - em minha opinião - o maior destaque do time, impressionando pela velocidade, dedicação e agilidade para quem tem todo o seu "
corpanzil".
Gol de quem vive na área. Gol de camisa 9 (apesar de ter atuado com a 7). Gol de centroavante nato. Curiosamente a nossa maior carência atualmente.
O segundo momento da noite foi o lindo gol do Lúcio Flávio, em um toque de raro talento.
Não é novidade (e nunca dissemos o contrário) que o "
maestro" sabe jogar bola. O problema é que nem sempre ele está disposto. Ultimamente andava muito sumido e o banco de reservas continua sendo necessário para que o Lúcio volte a render o que dele esperamos.
De qualquer forma, a hora escolhida para "
brotar" foi fundamental, pois estava decretada a virada alvinegra.
Por fim, o mais impressionante fato da noite: Escanteio para o Botafogo; Lúcio Flávio cobra e...
...gol de cabeça! André Luis, premiado pelo excelente segundo tempo.
Faz tanto tempo, que eu nem lembro quando havia sido a última vez que o capitão botafoguense cobrou um escanteio/falta que resultou em gol de cabeça do GLORIOSO. Bom, ele veio na hora certa e contra um adversário que briga diretamente por uma das vagas no
G4.
Enfim, três lances curiosos que permitiram o reencontro do Botafogo com a Vitória no Brasileirão.
Voltando rapidamente à partida...
Depois que o Vitória abriu o placar (com toda a justiça), pensei: "
É, desse jeito, o empate será - outra vez - bem vindo".
O Botafogo era dominado por inteiro, não tinha meio de campo e o ataque batia cabeça, já que o Wellington Paulista não entendeu que ele exerceria a função de segundo atacante. Assim, dividia espaço com o Zárate, que se movimentava mais do que o companheiro.
Tanto é que, com o marcador ainda zerado, o argentino fez uma jogada de ponta e cruzou para a área. O Wellington tentou um gol de efeito e a bola saiu para a linha de fundo.
A rigor, foi tudo que criamos até a expulsão do zagueiro do Vitória. Aí sim, o time aproveitou o descontrole emocional dos baianos e partiu para cima (com o Gil substituindo o Alessandro).
Túlio foi deslocado para a ala direita e mostrou para os laterais de ofício como se cruza uma bola na área. Resultado: Gol do Zárate que saiu comemorando feito um louco (eu confesso que também gritei demais).
Mesmo com a igualdade no placar, o Vitória continuava melhor no primeiro tempo. Nem parecia com um jogador a menos, pois aproveitava o "
bate cabeça" generalizado da defesa alvinegra: Renan não falava com o Renato Silva, que não entendia o André Luis, que não dava atenção pro Triguinho, etc...
Era hora da segunda etapa. Era a hora do Botafogo provar para os 6 mil alvinegros no Engenhão (e milhões pelo mundo afora) que o time quer manter a chama acesa no campeonato.
Apesar do Vitória ter recuado de forma absurda, o GLORIOSO não tinha um padrão de jogo definido. O "
abafa" era instintivo e geralmente não resultava em perigo ao Viáfara.
De repente (ainda não sei o motivo) o Ney Franco resolve tirar a nulidade chamada Gil e colocar o Zé Carlos (vulgarmente conhecido como Zé Cansado). Neste momento eu soltei mais uma palavra de baixo calão, já que tínhamos um atleta em campo, precisávamos da vitória e por mais que seja horrível, o Gil é atacante, enquanto o Zé, meio campista.
Graças a Deus, a "
velha companheira" (sorte) do Ney Franco deu as caras.
Depois de uma leve pressão na área do Vitória, a bola sobrou na entrada da área para o Lúcio Flávio...
Eu gritei: "
Chuta! Chuta!", mas o Lúcio esperava a bola cair lentamente, enquanto os marcadores chegavam para o bote...
...tudo calculado: Um lindo gol por cobertura, medido com precisão e calculando a força do vento e todas as suas variáveis.
Era festa! Há quanto tempo o Botafogo não virava uma partida?
Seis minutos depois, escanteio para o alvinegro.
De novo, falei: "
Lá vem o Lúcio com aquelas suas bolinhas...".
Cruzamento na cabeça do André Luis e bola no ângulo do gol adversário. Era o terceiro do GLORIOSO, que finalmente confirmava os três pontos.
A torcida parecia não acreditar que a sorte voltou a sorrir para o Botafogo, e os gritos de "
olé" foram o auge da noite, que teve três gols, que classifico como "especiais".
É claro que sendo o Botafogo, precisaríamos passar por um susto até o final da partida. Apesar de ter sido um mero torcedor no segundo tempo, o Renan provou o seu valor e salvou um "
tiro" do atacante baiano.
Agora sim! Vitória, meus amigos! Três pontos, meus amigos! Ufa, meus amigos!
A situação continua difícil? Bastante. Até porque, os resultados da rodada foram todos desfavoráveis. De qualquer forma, fizemos a nossa parte. E foi importante, pois nem isso andávamos fazendo ultimamente.
Próxima escala: Argentina.
Um empate contra o Estudiantes pode ser considerado bom resultado, mas as voltas do Carlos Alberto e Jorge Henrique permitem que eu fique um pouco mais empolgado, pois os dois (principalmente o meio campista) mostraram a falta que fazem ao time.
Ah, e se der tempo (e a diretoria deixar de incompetência), façamos de tudo para inscrever o Zárate na Sul-Americana. Ele é fundamental e mesmo sem ser um gênio, já apagou a péssima impressão deixada na sua estréia, diante do Náutico.
Eu diria que depois do Grêmio e Vitória, o saldo do Zárate é positivo e a titularidade torna-se obrigatória.
Vamos pra cima dos hermanos, Fogão!
OBS: Em tempo, os amigos me alertaram para a empolgação após a vitória de ontem. Esqueci completamente que antes do Estudiantes, enfrentaremos o Santos no próximo dia 18/10, ainda pelo Brasileirão.
Portanto, peço desculpas pela "falha técnica".
Um peixinho frito no outro final de semana e depois sim, "pra cima dos hermanos"!SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!NOTAS: BOTAFOGO 3 X 1 VITÓRIA1- Renan: Não foi falha, mas acho que o Renan poderia ter saído mais decidido no gol do Vitória. No resto, esteve bem quando foi exigido - 6,5
2- Alessandro: Horrível até sair com dores na coxa - 4,5
3- Renato Silva: Será que o Biruta é o mascote alvinegro ou o zagueiro? 5,5
4- André Luis: Segundo tempo perfeito e coroado com gol - 7,0
5- Túlio: Arrumou o time quando passou para a ala direita - 6,5
6- Triguinho: Ruim na marcação. Péssimo no apoio - 4,0
7- Zárate: Gol, movimentação, vontade e dedicação. A torcida aprovou - 7,0
8- Diguinho: Depois que o Túlio passou para a ala, ficou sobrecarregado no meio de campo, o que resultou em vários passes errados. De qualquer forma, é o pulmão da equipe - 7,0
9- Wellington Paulista: Sentiu a mudança de posição e apesar da luta, não esteve bem - 5,0
10- Lúcio Flávio: Estava mal até o momento do seu gol. Ainda cobrou um escanteio correto (milagre). Precisa ser mais regular - 6,0
11- Leandro Guerreiro: Cresceu na segunda etapa, mas continua longe do Leandro de 2007 - 6,0
12- Gil: Pouco tempo em campo. Suficiente para encerar o lado esquerdo - 5,0
13- Zé Carlos: Se não comprometeu, também não fez nada que tenha acrescentado - 5,0
14- Luciano Almeida: Menos de cinco minutos... - Sem nota
Ney Franco: Intriga o fato de só utilizar as mesmas peças. Nunca pensa em mesclar jogadores e esquemas. É previsível e conta exclusivamente com a sorte - 5,5