O Botafogo goleou a Cabofriense (5 a 0 - dois gols contra, Renato Cajá, Caio e Antônio Carlos) na noite deste domingo e continua - graças ao saldo de gols - na liderança do seu grupo no campeonato carioca.
Apesar da goleada, o time voltou a se apresentar abaixo da crítica.
A goleada evidenciou a gritante diferença técnica entre as duas equipes, mas também mostrou que o Botafogo não precisava entrar com tanta cautela diante de um adversário horrivelmente fraco.
Mas já que o Joel Santana disse que só mudará a maneira de jogar no dia em que o time perder a produtividade(?), a torcida foi obrigada a engolir - outra vez - a clássica formação com três zagueiros, vários volantes (um deles, novamente improvisado na lateral) e dois atacantes isolados. Enfim, o clássico "8-0-2" criado pela "Lenda".
Até que nos primeiros minutos, o Botafogo mostrou que o esquema covarde poderia surpreender. O time quase abriu o marcador em uma cabeçada do Loco Abreu (que começou com raiva e querendo jogo)...
...mas a "falsa pressão" durou uns 10 minutos e nada mais.
Depois disso, nada mais a destacar na primeira etapa.
Quero dizer. Teve sim: Os dois gols contra marcados pelo mesmo zagueiro da Cabofriense. Se não fosse o "artilheiro" Goeber, o GLORIOSO desceria para o vestiário com o 0 a 0 no placar.
E se o Joel geralmente não faz nada no intervalo, vencendo então...
O time voltou exatamente com a mesma formação e maneira de atuar. A única diferença foi que o Renato se apresentava um pouco mais. De toda forma, a Cabofriense começou a gostar da partida e até ameaçou em alguns lances.
Sim, amigos. Além de não estarmos jogando nada, ainda levávamos sufoco daquele que tem tudo para ser o time mais fraco do campeonato.
A impaciência da torcida já era evidente e os pedidos por mudanças e mais coragem começaram a ser escutados.
Lá veio o Caio...
...na vaga do Herrera.
O esquema continua. Os chutões também, afinal, 2 a 0 contra a "poderosa" Cabofriense ainda era um resultado bastante perigoso, né?
De repente, em uma boa tabela entre o Cajá e o Caio, o armador surgiu na cara do goleiro. 3 a 0 Botafogo.
Nesta altura, a equipe de Cabo Frio não tinha mais forças para assustar. Mas o Botafogo também não conseguia criar. A partida estava difícil... de ser acompanhada. O sono começava a me dominar e só deu uma pausa quando um zagueiro adversário foi expulso e aí sim a "vaca foi literalmente para o brejo" da Cabofriense.
Dois gols em jogadas pelo alto e o placar sacramentado: 5 a 0.
Goleada empolgante?
Eu diria que foi importante, mas longe de ter sido empolgante. Muito longe mesmo...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
Notas: Botafogo 5 x 0 Cabofriense
1- Jefferson: Sem trabalho no jogo. Uma falha cometida, mas que por sorte, foi anulado o gol adversário - 5,0
2- Lucas: Mais discreto do que na primeira partida, mas infinitamente melhor do que o Alessandro - 5,5
3- Antônio Carlos: Zagueiro-artilheiro. Lá atrás, sem problemas - 6,0
4- Márcio Rosário: Joga sério, mas não consigo sentir segurança nos seus lances - 5,5
5- João Filipe: Me lembra um pouco o Renato Silva. Ainda não encheu meus olhos - 5,5
6- Somália: Muitos passes errados e corridas desnecessárias - 5,0
7- Bruno Tiago: Típico jogador que corre muito mas faz pouco - 5,0
8- Marcelo Mattos: Ainda está buscando a melhor forma física. Está sentindo falta de um companheiro de confiança no setor - 5,5
9- Loco Abreu: Começou muito bem, correndo, buscando jogo, assistindo os companheiros e quase marcando um gol. Boa partida - 6,0
10- Renato Cajá: Se comparado com a primeira rodada, melhorou muito. Se apresentou para o jogo pelos dois lados - 6,0
11- Herrera: Muita correria e pouca efetividade. Perdoado, já que estava há mais de três meses sem atuar - 5,0
12- Fahel: Poucos minutos em campo. Mesmo assim, pra quê? - Sem nota
13- Caio: Muda a cara da partida, pois dá opção de velocidade e saída ao time - 6,0
14- Alex: Perdeu um gol feito no final. E só - 5,0
Joel Santana: Para variar, covarde no início, lento durante a partida e dependente da sorte. Pouco para o Botafogo - 5,0