Chuva rala no Rio de Janeiro.
Da casa dos meus pais, a dúvida se encararia a distância, a própria chuva e também o time que não empolga.
Até duas horas antes da partida, confesso que não iria, afinal, as condições não eram favoráveis para a esposa com setes meses de gravidez.
Ao ver a minha angústia, andando para os dois lados do quarto, a voz que confortou o meu coração: "Vamos, Rodrigo. Eu vou contigo, sem problemas".
E lá fomos os dois...
...direto para o Engenhão.
...direto para o Engenhão.
Pouco mais de 3 mil torcedores acompanharam a vitória (4 a 2 - Herrera, Caio, Rodrigo Mancha e Alex) do Botafogo sobre o Volta Redonda.
Hoje eu me senti um daqueles que de vez em quando classifico como "guerreiros".
Sim, pois apesar da vitória, o futebol apresentado pelo Botafogo não foi diferente do habitual, ou seja, fraco, lento, mal treinado e irritante.
Tão irritante, que após abrir 2 a 0 em menos de 20 minutos, conseguiu descer para o intervalo com o marcador em igualdade.
Nenhum dos dois times fizeram por merecer nada durante 45 minutos. Aliás, a minha impressão foi que o Volta Redonda tinha um pouco mais de posse de bola. Já o GLORIOSO, horrível, pouco inspirado e com o lado esquerdo assombrando a torcida.
Além do péssimo primeiro tempo do Márcio Azevedo, destaco o incrível primeiro gol do Volta Redonda, após falha do Antônio Carlos. Mas o que chamou a minha atenção nesse lance - e eu estava na frente - foi que ele aconteceu a menos de 2 metros do Joel Santana, que sequer alertou o seu zagueiro sobre o "ladrão".
Falta de comunicação, preguiça...
...enfim, serei repetitivo, mas a situação pede: Botafogo do Natalino.
...enfim, serei repetitivo, mas a situação pede: Botafogo do Natalino.
Nem bem a segunda etapa começou, e o Mancha fez o terceiro gol alvinegro. Alívio para o torcedor, que já imaginava mais um tropeço do time dentro de casa.
Até o final do jogo, nada mais aconteceu (além do belo gol do Alex, após linda enfiada do Bruno para o Lucas) que valha destaque positivo. Em compensação, a minha impressão - in loco - que mais uma vez a Lenda mexeu mal na equipe.
Aliás, começou montando mal o banco de reservas, né?
Ele não tem o Willian e Guilherme, Araruama e Lucas Zen no elenco? Então qual a necessidade de Fahel, Arévalo, João Filipe e Alessandro no banco? De opções ofensivas, apenas o Fabricio e Alex. E isso porque jogamos em casa contra o Volta Redonda, hein?
Bom, vencemos e nesse segundo turno é o que importa.
De todo modo, saí do estádio com a mesma impressão que tenho ao acompanhar todas as partidas pela televisão lá de casa, em Vitória: O time é limitado...
...e muito mal treinado.
...e muito mal treinado.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
Notas: Botafogo 4 x 2 Volta Redonda
1- Jefferson: Três grandes defesas. Sem culpa nos gols - 6,0
2- Lucas: Boa opção ofensiva. Responsável por jogadas de dois dos quatro gols - 6,0
3- Antônio Carlos: Uma falha gritante no gol do adversário. Melhorou um pouco na segunda etapa - 4,5
4- Márcio Rosário: É fraco e limitado, mas joga sério - 5,0
5- Rodrigo Mancha: Apesar do gol, não tem função alguma. Principalmente quando enfrentamos adversários que não oferecem perigo - 5,0
6- Márcio Azevedo: Péssimo primeiro tempo. No segundo pareceu mais confiante. De todo modo, continua devendo - 4,0
7- Bruno Tiago: Destaque do time. Principalmente pelo pulmão, já que não é muito técnico - 6,0
8- Everton: Ciscou muito e não produziu tudo o que esperamos dele - 5,0
9- Herrera: Um gol de pênalti e nada mais - 4,0
10- Renato Cajá: Apagado, disperso, lento... - 4,0
11- Caio: Ao menos se movimentou pelo ataque. Mas não esteve em uma tarde tão produtiva - 4,5
12- Alex: Começou bem, marcou gol...só que no final desandou a errar passes - 5,0
13- Arévalo Ríos: Entrou para ganhar tempo e tocar a bola. Fez isso - 4,5
14- Fabricio: Enquanto teve fôlego, tentou ajudar. Depois, "morreu" - 5,0
Joel Santana: Hoje eu tirei alguns minutos para reparar o treinador. Não instrui, não vibra, não pede para o time marcar pressão e nem atacar. Também mexeu mal na equipe no segundo tempo - 5,0







