Amigos, me respondam uma coisa: Há quanto tempo estamos falando que o elenco do Botafogo precisa de um autêntico camisa 10 e que essa contratação não poderia ser uma aposta, mas sim uma "realidade"?
Sem exagerar, no mínimo desde o início da temporada, quando só tínhamos o inconstante Renato Cajá, que de maneira estranha foi negociado em pleno campeonato estadual.
Na montagem do elenco de 2011, cansamos de falar: "Diretoria, precisamos de um meio campista. Diretoria, precisamos de um camisa 10"...
E o que foi feito?
Chegou um tal de Fabricio, fruto do excelente "mapeamento de mercado" da dupla Anderson Barros e André Silva.
O rapaz só jogou três partidas e foi negociado (por que será, hein?).
O tempo passava (estadual, Copa do Brasil, início do Brasileirão) e o que a diretoria fazia?
Trazia a aposta Thiago Galhardo, do Bangu, e ficava na espera eterna do volante Léo, ex-Santa Cruz.
Ah, sim. Trouxeram aquele que seria o camisa 10 esperado: Felipe Menezes, que nunca foi titular absoluto do Goiás e que nas duas últimas temporadas do futebol português, disputou apenas nove partidas.
Se isso não é aposta, desculpem, mas não sei como classificar tal contratação.
Hoje, faltando cinco rodadas para terminar a temporada de 2011, o técnico Caio Jr. falou sobre a dificuldade em encontrar o homem ideal para a armação das jogadas:
"- É óbvio que vão dizer que o esquema com o Renato de meia não funcionou por que não conseguimos o resultado. Tentei vários jogadores nesta posição desde que cheguei aqui. O Felipe Menezes, Everton, Thiago Galhardo. Maicosuel e o Elkeson fora testados, mas são meias-atacantes".
De todos os atletas citados, o treinador tem culpa em ter indicado e se mostrado plenamente satisfeito com a chegada do Soneca, mas se existem grandes culpados pelo erro de planejamento e montagem do elenco, para variar, sabemos quem são, né?
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!








