Vamos voltar a falar um pouco sobre a nova linha de uniformes lançada no sábado passado?
Já discutimos a parte estética (no post do último domingo), gostos, etc. Agora, a questão logística, oferta e procura...
Parece que a camisa branca foi um sucesso tão grande que vendeu todas unidades. E segundo informações, só deveremos ter nova remessa em junho na loja oficial do clube. Nos outros estados e cidades, nem ideia.
Muitas críticas foram feitas ao departamento de marketing por isso. Sem contar o fato do jogador Rabello ter comparecido a uma entrevista coletiva na segunda-feira, ainda com o uniforme da temporada passada, mesmo após lançamento da nova linha.
Em seu Twitter particular, o responsável pelo marketing do Botafogo, Márcio Padilha, explicou que a venda no dia foi um sucesso e que a quantidade disponibilizada no evento foi a maior até hoje na história do clube. Sobre o uso do uniforme reserva, alegou que não tiveram tempo hábil para confeccionar os patrocinadores nas novas camisas de coletivas e afins.
Confesso que não tenho uma opinião formada a respeito, mas o torcedor Fernando Lopo, em seu Twitter, colocou vários pontos interessantes sobre o contrato do Botafogo com a Topper.
Primeiro, lembremos como o
GLORIOSO anunciou os termos assinados com a fornecedora. Clique
aqui .
Agora, as observações do Fernando Lopo:
"1. Sobre Botafogo e Topper, muita gente elogiando a festa mas reclamando que não há camisa para vender. E vão reclamar mais.
2. O Botafogo recebe uma miséria qualquer de fixo da Topper. O resto seria bônus por venda de camisa, até os tais 40 mi retumbados na época.
3. Porém, para a Topper, o principal atrativo é a exposição de marca, como um patrocinador. Em jogos, treinos, entrevistas, lá está a Topper.
4. Na ótima festa de lançamento, uma grande exposição da Topper e seus diversos modelos de uniforme. Grande retorno para a empresa.
5. Por outro lado, vender camisa demanda investimento, produção, distribuição, etc. Dá mais trabalho com retorno bem menor.
6. Mas o Botafogo parece ter assinado o contrato achando que o grande interessa da Topper seria vender camisa, e não apenas expor a marca.
7. Fica a Topper muito satisfeita com uma baita exposição a baixo custo, e o Botafogo chupando dedo reclamando que não tem camisa p vender.
8. O Botafogo deveria ter negociado um fixo mais alto, como num contrato de patrocínio, e um variável menor. Mas não o fez.
9. Além disso, cerca de 30% do fornecimento vai para os esportes gerais, que são as outras modalidades esportivas.
10. Esse é o casamento perfeito entre Botafogo e Topper. Mas perfeito somente para um dos lados, e esse lado não é o Botafogo."
Na época em que o anúncio do patrocínio foi feito, recordo que achei estranho e não me pareceu tão interessante. Justamente por "dependermos" do fornecedor para fazermos dinheiro. E as garantias de quantidade mínima, estoque, tempo de entrega, etc?
Mas claro, são palpites sem conhecimento dos detalhes em cada linha do contrato.
O que os amigos pensam a respeito?
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!