18/08/08

Coluna adiada e o Botafogo sem o Diguinho



Amigos, como o Fábio esteve com o final de semana extremamente agitado, combinamos que o seu texto será postado amanhã, ao invés desta segunda-feira, como de hábito. Portanto, o "Diz aí, Fábio" estará disponível na terça, bem cedo.

Explicação feita, eu gostaria de fazer um breve comentário sobre a falta que um jogador faz ao time do Botafogo...

É claro que todo atleta tem a sua importância, mas o Diguinho consegue ir além. É impresssionante como o time sente a sua falta. A ausência do volante compromete todos os setores da equipe. Da defesa até o ataque.

O Túlio esteve perdido diante do Sport e na maioria das vezes foi envolvido pelos pernambucanos. Tudo, é claro, porque o Zé Carlos e Lúcio Flávio não deram o apoio necessário. Quantas foram as vezes em que vimos um imenso vazio naquele setor que nos acostumamos a ver o Diguinho?

Aliás, os próprios armadores não renderam o esperado, pois como o Túlio vinha auxiliando o ataque (mas ontem precisou atuar fixo), sempre faltava alguém para fazer número nas jogadas ofensivas.

Tenho certeza que se o Diguinho estivessem em campo, nossa vitória teria sido mais fácil. Tudo bem, ela nunca esteve completamente ameaçada, mas em determinados momentos o Botafogo ficou perdido, esperando que aparecesse aquele atleta que dita o ritmo da equipe...

O Diguinho estava ausente!

Entretanto, nada como voltar em uma partida decisiva, como será quarta-feira, diante do Cruzeiro.

Eu já estava confiante depois da vitória de ontem. Fiquei ainda mais, quando lembrei que a camisa 8 será vestida pelo seu verdadeiro dono.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

17/08/08

Alô, G4! Chegamos!



Quando a fase é boa, a esperança transforma-se em realidade rapidamente. Pois é, o Botafogo entrou no G4, conforme meta estabelecida pelo Ney Franco. Detalhe: O planejamento visava esta posição daqui a cinco rodadas, mas o GLORIOSO fez questão de antecipar. Nada mal, né?

O Botafogo não vencia o Sport, na Ilha do Retiro, desde 1995, ano em que conquistou o título do Brasileirão (será que as coincidências continuarão?). A quinta vitória seguida no campeonato foi magrinha, mas diante da importância do resultado, o 1 a 0 tem sabor de goleada para os botafoguenses.

Foi fácil? Não. Agora, eu esperava mais dificuldades, pois o Sport em casa é sempre complicado. Além disso, não tínhamos o nosso jogador mais regular nesta temporada: Diguinho faz muita falta e isso ficou comprovado, porém, superado pela raça do time. Característica principal deste Botafogo do Ney Franco.

Já sabendo da maioria dos resultados da rodada, o alvinegro entrou em campo ciente do que fazer para subir degraus na tabela de classificação. Mesmo assim o início do jogo não foi dos mais animadores.

Parecendo confuso e com um buraco imenso no meio de campo, a partida era conduzida pelos pernambucanos, que esbarravam no forte sistema defensivo montado pelo treinador botafoguense. Quando o Botafogo tinha oportunidades para atacar, esbarrava no isolamento do seu quarteto ofensivo e no péssimo gramado da Ilha.

A troca de passes ficou comprometida pelos inúmeros montinhos no campo. Desta forma, a superioridade técnica dos botafoguenses foi comprometida. Era visível quando Jorge Henrique, Wellington, Carlos Alberto e Lúcio Flávio se perdiam com um quique indesejado da bola. Se com eles - que são os melhores do time - estava ruim, imaginem com quem não tem tanta intimidade com a "redonda"? Triguinho e Thiaguinho defendiam bem, mas quando subiam, não cansavam de errar.

Como eu disse, sem apoio dos laterais e o Zé Carlos - para variar - morto em campo, o meio ficava desprotegido e sem chegada. O mais incrível é que mesmo assim, chegávamos até a entrada da área rubro-negra, apesar da ausência de um homem para - apenas - empurrar a bola para dentro do gol. O Wellington Paulista lutou muito, mas está provado que ele é um segundo atacante, daqueles que abrem espaços nas zagas adversárias.

Por um momento eu cheguei a comentar com o meu irmão: "Nós estamos bem até o último toque. Temos praticamente cinco meio campistas (Zé, Carlos, Lúcio, Wellington e Jorge), mas nos falta um cara que fique plantada e sem tanta obrigação de voltar".

O ataque botafoguense esteve presente nos dois lados da área. O problema é que ficava um vazio lá dentro e não tinha elemento surpresa, já que o Túlio atuou com funções exclusivamente defensivas.

Embalado pela sua torcida, o Sport jamais assustou o Botafogo. Nas raras vezes, esbarrou no Renan, perfeito quando exigido.

Esqueci, eles tiveram, sim, uma chance no primeiro tempo: O Triguinho conseguiu perder uma bola aérea para o Carlinhos Bala. Por sorte, a bola saiu tirando tinta da trave. É a sorte do Ney Franco mostrando que está mais do que presente em General Severiano.

Para variar, Carlos Alberto tentava as jogadas mais incisivas com o Jorge Henrique, enquanto o Lúcio Flávio não rendia o esperado, comprometendo ainda mais com a falta de agressividade do ataque alvinegro.

Era bom terminar a primeira etapa. Não merecíamos sair ganhando nem perdendo. Foi o que aconteceu: 0 a 0 estava de bom tamanho.

Segundo tempo e nenhuma alteração no Botafogo. Em compensação, o Nelsinho deixou o Sport mais ofensivo e no primeiro lance, um susto para o Renan.

Aos poucos fomos tomando conta da partida. Jorge Henrique (o melhor em campo), Wellington Paulista e Carlos Alberto se revezavam na frente, tentando confundir o sistema defensivo rubro-negro. Faltava mais auxílio do meio, mas hoje - definitivamente - não era o dia para esperarmos grandes coisas.

O retrato do segundo tempo mudou um pouco. Continuávamos sem força na frente, mas os sustos lá atrás eram maiores. Graças a Deus, a dupla de zaga estava praticamente perfeita por baixo e pelo alto. Todas as bolas paravam no paredão botafoguenses, que só levou um gol nos últimos sete jogos. Contra o Cruzeiro, porém, o "eterno" não estará em campo, já que levou o terceiro cartão amarelo. Jamais pensei que diria isso: Fará falta.

Para não dizer que a zaga alvinegra esteve perfeita, destaco - negativamente - o Triguinho. Merece muitas broncas por tentar cavar faltas caindo com as mãos na bola. Resultado: Faltas perigosas contra o GLORIOSO. Tudo porque o jogador brasileiro tem esta irritante mania. E bota irritante nisso...

Mas eu repito o início do texto: Quando a fase é boa, tudo dá certo!

Em uma jogada do rápido ataque botafoguense, Wellington Paulista chutou cruzado para dentro da área e o Jorge Henrique entrou dividindo a bola, que bateu no zagueiro do Sport e entrou carinhosamente para o gol. 1 a 0 Botafogo, com o gol atribuído ao "motorzinho".

Era hora de sangue e raça para segurar a pressão pernambucana.

Para minha surpresa, Ney Franco não quis saber de defender. Pelo contrário, tirou o Zé Carlos e colocou o Gil.

Na teoria, ficaríamos mais ofensivos, mas a prática não deu o resultado desejado, apesar de algumas boas chances desperdiçadas em contrataques. Gil não acrescentou na frente e nem ajudou no meio de campo, ou seja, outra participação nula.

A esta altura, o Botafogo marcava dentro do seu campo, deixando o Sport vir com a bola até - quase - a área. Em minha opinião, um risco, principalmente pelas substituições não terem acrescentado em nada à equipe.

Neste momento e sem força para definir a partida, a hora é de chutões e muita marcação. A magra vitória estava nos levando ao tão esperado G4!

E foi o que aconteceu: Chutões e carrinhos para os lados, como mandava a regra.

O Botafogo quebrou outro tabú: Repetimos o feito de 1995.

Cinco vitórias nas últimas cinco rodadas. Um gol sofrido nas últimas sete partidas e o time comprometido com o resultado, mesmo que seja conquistado na raça em detrimento à técnica. Esta postura da equipe conquista não apenas os resultados. Conquista também a confiança dos torcedores.

Quarta-feira o GLORIOSO terá um confronto que vale seis pontos. O Cruzeiro está com cinco na nossa frente, mas a casa é nossa e no Engenhão, o Botafogo dita as regras.

Há muito tempo que eu não sentia tanta confiança. É lógico que uma hora nós perderemos. Agora, precisamos aproveitar este momento ao máximo, pois a briga está aberta e o Botafogo chegou de vez.

Continuemos seguindo as metas. Próximo passo: Manutenção da posição no G4. Para tanto, a força da torcida torna-se imprescindível e o programa da quarta-feira dos botafoguenses está definido: Engenhão, às 20:30h.

Amigos, estávamos beirando o rebaixamento e agora vislumbramos - até - o título. Não é para empolgar? É sim! Eu estou empolgadíssimo, pois as coisas estão entrando em ordem no futebol brasileiro...

O melhor do Rio acordou! O G4 é realidade e dela não sairemos.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 1 X 0 SPORT

1- Renan: Muito bom em todas as bolas na sua meta - 8,0

2- Thiaguinho: Discreto no ataque, mas bons botes na marcação - 6,5

3- Renato Silva: Muito bom nas divididas e antecipações - 7,0

4- André Luis: Soberano em todas as bolas - 8,0

5- Túlio: Ficou perdindo sem a presença do Diguinho - 6,0

6- Triguinho: A velha limitação e garra, mas teve dois erros lamentáveis ao tentar cavar faltas bobas próximas à nossa área - 5,5

7- Jorge Henrique: O polivalente está de volta. Notado em todos os setores do campo - 8,0

8- Zé Carlos: Apagado tecnica e taticamente - 5,5

9- Wellington Paulista: Lutou, tentou, chutou e criou a jogada do gol botafoguense - 6,5

10- Lúcio Flávio: Poderia aparecer mais ofensivamente. De qualquer forma, as bolas sempre passam pelos seus pés - 6,5

11- Carlos Alberto: Não foge da responsabilidade e nunca desiste de tentar. É um dos poucos que chutam de fora da área - 7,0

12- Eduardo: Deu mais opção pelo lado esquerdo, apesar das irritantes jogadas enfeitadas - 6,0

13- Lucas Silva: Não foi notado, exceto pelos três passes errados - 5,5

14- Gil: De novo, apagadíssimo... - 5,5

Ney Franco: Corajoso nas mudanças e com a habitual sorte. Que ela continue ao seu (nosso) lado - 6,5

Pulando as etapas



Ney Franco chegou no Botafogo estipulando metas.

A primeira delas seria terminar o primeiro turno o mais próximo possível do G4. Meta alcançada e melhor do que as expectativas mais otimistas.

A partir de então, brigar - nas cinco rodadas seguintes - para entrar no pelotão da Libertadores.

Esta meta - dependendo dos resultados (principalmente do próprio Botafogo) - pode ser batida hoje, e aí o Botafogo teria quatro rodadas a mais para lutar pela última (e mais importante) etapa: Mirar o líder e disputar o título nacional.

Para quem estava longe e sem perspectivas, este domingo tem tudo para terminar com uma excelente surpresa.

Eu acredito!

Obs: Parabéns para o Rodrigo Fabiano, que hoje completa 19 anos de idade. Cria de Marechal Hermes, o jovem só teve duas oportunidades no time profissional. Ambas pela Copa Peregrino.

Quando olharemos com mais atenção para as categorias de base?


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Hora de vencermos no nordeste



As últimas passagens do Botafogo pelo nordeste não têm sido agradáveis. O alvinegro sempre encontra dificuldades contra as equipes da região e as pressões em que se transformam os estádios.

Hoje a noitinha teremos mais uma chance de acabar com este recente histórico. Entretanto, será diante de um adversário que é muito difícil de ser batido em casa: O Sport, na Ilha do Retiro.

No ano passado, Botafogo e Sport empatarem em 3 a 3 na capital pernambucana. Aquela foi a noite do André Lima, que nos salvou da derrota no último minuto.

O GLORIOSO já esteve duas vezes no nordeste neste Brasileirão.

A mais vergonhosa das derrotas foi para o Vitória, em Salvador. Antes, havíamos perdido a partida e a cabeça diante do Náutico, exatamente em Recife, onde nos encontraremos com o rubro-negro logo mais.

O momento é outro. O Botafogo está em uma crescente e jogando de forma inteligente. Além disso, Ney Franco também trouxe a sorte para os lados de General Severiano. Esperamos que ela continue conosco nesta noite e que entremos - definitivamente - na briga do G4.

Será uma partida nervosa e de muita paciência. Os adversários virão embalados pela pressão da torcida e precisaremos administrar este ímpeto inicial, já característico do Sport quando joga em casa. Se conseguirmos, soltaremos o nosso jogo normalmente, aproveitando a maior qualidade técnica dos alvinegros e poder de decisão de alguns atletas. Principalmente o Carlos Alberto, que certamente será o mais visado pelos marcadores, torcida e - olho aberto - juiz.

Vale lembrar que temos vários jogadores pendurados com dois cartões amarelos (Thiaguinho, Renato, André, Lúcio e Jorge Henrique) e o nosso próximo jogo é em casa, diante do Cruzeiro. Partida de seis pontos e que precisaremos de toda a nossa força. Portanto, atenção, calma e inteligência.

O Botafogo precisa da vitória...

Vamos buscá-la!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

16/08/08

Eduardo: Afinal, o que falta?



Ney Franco já decidiu: Enquanto ele for técnico do Botafogo, o Eduardo disputará vaga no meio de campo ao invés da zaga, onde ele chamou a atenção dos dirigentes alvinegros, quando ainda defendia o Bahia.

Eduardo era tratado como jóia em Salvador. Para muitos, a maior revelação baiana dos últimos anos, pois é extremamente habilidoso e pode atuar em várias posições, da zaga à meia esquerda.

Quando anunciado pelo GLORIOSO, a expectativa era de que o Eduardo brigasse pela titularidade com algum zagueiro e/ou no máximo com o Triguinho.

Para azar do jogador, os defensores se destacaram e ele não teve oportunidades. Foi aí que - reconhecendo a qualidade do atleta - o Cuca resolveu testá-lo como volante e meia esquerda em algumas partidas do campeonato carioca. Não foi mal, mas ficou marcado pela falha imperdoável na primeira partida decisiva do estadual, quando tentou o drible de efeito mas perdeu a bola que resultou no gol do Flamengo.

Não teve mais chances (reais) com o treinador e nem com o sucessor (Geninho). E se não bastasse, as brigas pelas posições ficaram ainda mais complicadas com as chegadas de outros reforços, como o Lucas Silva e Carlos Alberto.

Sem espaço no Botafogo, a diretoria já estudava negociá-lo com o futebol internacional. Por isso o Eduardo foi com a delegação que disputou algumas partidas na Europa. O jovem, aliás, foi o destaque da equipe e assim que chegou no Brasil, o relatório do seu desempenho no velho continente caiu nas mãos do Ney Franco, novo treinador do GLORIOSO.

Na última quinta-feira ele recebeu a primeira chance com o técnico, no jogo contra o Atlético MG, pela Sul-Americana.

Eduardo entrou no segundo tempo e como volante que tinha liberdade para atacar. Mesmo sem tanto brilhantismo nos minutos em campo, ele recebeu um belo passe, dominou, fez uma graça...
...mas marcou o gol. Um bonito gol, diga-se de passagem.

Apesar da lamentável comemoração, ganhou moral com o comandante, que já cogita escalá-lo amanhã, devido à suspensão do Diguinho e a contusão do reserva imediato, Leandro Guerreiro.

Ney Franco só tem essa dúvida: Eduardo ou Zé Carlos, ao lado de Túlio, Carlos Alberto e Lúcio Flávio?

O certo é que, enfim, definiram uma posição pro garoto tentar mostrar o seu futebol. E eu, que já "lasquei" inúmeras críticas nele, reconheço: Tecnicamente, é acima da média. Só precisa de alguém que o instrua na vida e alerte para os "prazeres momentâneos" que o esporte proporciona, mas que não garantem um "amanhã" no mesmo nível.

Se o Eduardo tiver cabeça, pode dar caldo. Caso contrário, pode ser mais um talento à não vingar neste futebol brasileiro, que não para de produzir bons jogadores.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Una novelita argentina



A dupla de ataque titular (Jorge Henrique e Wellington Paulista) está mais do que confirmada para enfrentar o Sport, amanhã, em Pernambuco. Com isso, Gil e Fábio voltam para o banco de reservas, que aliás, é o local mais apropriado para ambos.

E a pergunta que não se cala: Quando os botafoguenses conhecerão o "tal" do Zárate?

No Botafogo há quem diga que será na quarta-feira, diante do Cruzeiro, no Engenhão. Seria ótimo, mas em se tratando do GLORIOSO, eu só acredito vendo.

Obs 1: Não sei como funcionam os trâmites burocráticos para as contratações de jogadores oriundos da Europa e América do Sul, mas o Flamengo trouxe o Marcelinho Paraíba na semana passada e o mesmo já está regularizado. No lado alvinegro, o Zárate...
...ninguém sabe!


Obs 2: Uma boa notícia para que os jogadores fiquem tranquilos amanhã. A "pilantra e mentirosa" da policial de Pernambuco não trabalhará na partida entre o Botafogo e Sport. Segundo o comandante do batalhão, este domingo é folga da mesma. Sei, sei...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!