
No primeiro lance do clássico - do domingo passado - em que o Túlio foi focado pelas câmeras de tv, fiquei assustado: Uma imensa "bola roxa" ao redor do olho.
Perguntei ao meu irmão se ele havia reparado alguma dividida de bola que eu tenha perdido ou algo parecido. Ele não soube responder, e só agora - atrasado - fiquei sabendo do real motivo.
O Túlio teve um choque no treino de sábado, mas o hematoma só apareceu no domingo pela manhã. Justo no dia do jogo contra o Vasco. O Pior não foi só o "roxo", pois o próprio jogador disse que a sua visão ficou comprometida durante a partida, mas que ele não poderia deixar de ajudar o Botafogo, tamanha era a importância do clássico.
Assim que o juiz apitou o final do jogo, o olho do botafoguense lacrimejava de tão inchado, enquanto ele dava entrevista para uma emissora de tv.
No futebol brasileiro de hoje em dia, os jogadores chegam nos clubes e já se acham donos dos territórios. Não criam laços com as cores, histórias e torcedores. Qualquer unha encravada e/ou caspa no couro cabeludo é motivo para não entrar em campo, alegando desculpas esfarrapadas. O mais absurdo é que geralmente são avalizados pelos departamentos médicos, que tratam uma simples dor de cabeça como se fosse algo muito grave.
Oras, jogador de time grande recebe muito bem, e nestes casos, toma-se uma aspirina e vai pra "guerra", amizade...
E aí eu volto ao Túlio...
Ele não teve uma dorzinha de cabeça e/ou unha encravada. Teve um olho inchado pulsando e lacrimejando, além da visão afetada. Mesmo assim, pediu para enfrentar o Vasco!
Ah, isto tudo porque o Túlio é reconhecidamente um jogador identificado com o Botafogo, ou seja, poderia usar este vínculo como álibi para não atuar.
Pelo contrário: Demonstrando profissionalismo e acima de tudo, respeito pelo Botafogo, fez questão de ajudar o time no que fosse possível.
Há como não aplaudir um atleta que diz - e prova - ser botafoguense de coração?
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!









