
O Botafogo perdeu sete anos de invencibilidade diante do Atlético MG nesta noite.
A vitória de 2 a 1 do time mineiro também pôs fim a qualquer anseio carioca à uma vaga na Libertadores de 2009. Resta aos botafoguenses se contentarem com mais uma Sul-Americana...
O Ney Franco promoveu duas estréias na equipe (Emerson e Rodrigo Sá), alegando que alguns titulares precisavam ser poupados para a partida de quarta-feira, contra o Estudiantes.
Eu concordo em poupar o Renato Silva, afinal, mesmo não gostando do zagueiro, reconheço que ele é um dos mais sérios e dedicados. Além disso, é o jogador botafoguense que mais entrou em campo na temporada. Agora, poupar o Leandro Guerreiro? Por que, se ele nem é titular do time? Se for para pensar nesta linha, o Diguinho deveria ter descansado.
Coisas do Ney Franco, que adora passar uma imagem do que não é: Inteligente e estrategista.
Obviamente que o treinador alvinegro também estava louco para colocar os seus "
peixes" em campo, visando uma rápida transferência no final do ano, afinal, o Emerson e o Rodrigo Sá foram indicados pelo Ney Franco, que não está garantido em 2009 (e se depender da minha torcida, estará bem longe de General Severiano).
O Botafogo teve controle dos primeiros quinze minutos de jogo, quando chegou a meter uma bola na trave atleticana. Mesmo sem atuar bem, os cariocas aproveitavam a fragilidade técnica do adversário e alguns espaços por onde o Carlos Alberto tentava jogadas individuais.
Bastou o apoiador botafoguense dar uma sumida, que o futebol da equipe desapareceu junto...
A partir de então, o Atlético equilibrou o confronto e passou a chegar com mais frequência ao gol do Renan, que defendia todas as bolas com bastante segurança.
De repente, uma jogada isolada de um defensor atleticano resultou em penalidade a favor dos mineiros...
...cobrança bem feita no ângulo do arqueiro alvinegro, que nada pôde fazer.
Ainda eram 20 minutos da primeira etapa e o Botafogo não conseguiu produzir nada mais nos 25 minutos finais.
Quando se está em desvantagem no placar e você passa a semana inteira dizendo que o time briga por uma vaga no
G4, o que se faz no vestiário, antes do segundo tempo?
Nada.
Principalmente quando o treinador é o Ney Franco: Medroso, sem critério...
...me desculpem o termo e a falta de educação, mas temos um comandante burro. Muito burro!
Com a partida amarrada e o Atlético ligeiramente melhor, o GLORIOSO voltou da mesma forma para a segunda etapa: Desorganizado, errando vários passes e na dependência única de algum lampejo do Carlos Alberto, que alternava boas e más joagadas.
Para piorar um pouco, um dos "
peixes" do Ney Franco resolveu dar uma "
mãozinha extra" e justificar a sua contratação e titularidade...
Rodrigo Sá foi justamente expulso após falta no jogador atleticano, que iria ao encontro do Renan.
Agora seria mais complicado, pois se com onze em campo o negócio tava feio, difícil seria imaginar com dez. Mas eu arrisco a dizer que curiosamente o time melhorou com a expulsão do volante...
E o empate alvinegro não demorou. Aliás, ele veio da única forma possível, ou seja, na individualidade do Carlos Alberto, que é a exceção técnica do Botafogo. O apoiador ganhou do zagueiro no jogo de corpo, fingiu que chutaria duas vezes e na terceira não bobeou: Encheu o pé com raiva e correu para os braços dos companheiros.
A partida se arrastava sem graça, com lances isolados das duas equipes, até que o Thiaguinho sentiu cãimbras e foi substituído pelo Edson, que perdu um gol incrível no final do duelo...
Ah, e não podemos esquecer a saída do Wellington Paulista (atacante) para a entrada do enfeitado Eduardo.
Diferentemente do Ney Franco, o treinador atleticano foi inteligente e ousado: Colocou três homens de frente que mudaram o panorama do jogo.
Já no finalzinho, bola cruzada na área botafoguense e gol do Atlético. Aliás, o gol da quebra da "
freguesia".
A alternativa do abafa alvinegro veio com a excelente substituição do Triguinho pelo Luciano Almeida. Principalmente quando tínhamos o Fábio e Alexsandro, que são fracos, porém atacantes.
E eu pergunto: Se o Botafogo entraria para vencer e brigar pelo
G4, qual a explicação para a substituição acima, já que perdíamos a partida e faltavam no máximo seis ou sete minutos?
Eu mesmo respondo: A falta de critério e inteligência do Ney Franco...
Final de jogo e um discurso beirando o previamente acordado: “
Jogamos desfalcados e vamos trabalhar para o jogo de quarta-feira, que pode nos garantir um título internacional nesta temporada”.
Pelo amor de Deus, alguém me responda: Quando este técnico dirá adeus ao GLORIOSO?
Eu não estou tão otimista para a partida contra o Estudiantes, mas claro que torcerei loucamente. Mas vocês sabem a razão do meu pessimismo?
Respondo: O camarada que senta no banco de reservas e que é denominado treinador.
Que o Carlos Alberto esteja muitíssimo inspirado, pois ele é o único capaz de decidir algo positivo ao nosso favor.
É com ele que eu vou...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!NOTAS: BOTAFOGO 1 X 2 ATLÉTICO MG1- Renan: Se não fosse ele, o resultado seria pior – 7,0
2- Thiaguinho: A velha afobação. Mesmo assim, é menos pior do que o Alessandro - 5,5
3- Emerson: A indicação do "
professor" perdeu todas... Ferrero! Ferrero! Ferrero! - 4,0
4- André Luis: O melhor da zaga, se arriscando inclusive no ataque - 6,0
5- Rodrigo Sá: Outra invenção do "
professor". Justificou a sua indicação... - 4,5
6- Triguinho: A cabeça é grande, mas o cérebro é bem pequeno - 5,0
7- Jorge Henrique: Errou tudo no primeiro tempo e melhorou um pouco no segundo. De qualquer forma, ficou devendo - 5,5
8- Diguinho: Não jogou mal, mas não tem a sua principal virtude na temporada: Simplicidade. Tem exagerado nos lances de efeito - 6,0
9- Wellington Paulista: Mais uma vez brigou mais do que jogou. Entretanto, mostrou vontade de jogar. Coisa que outros não demonstraram... - 5,0
10- Carlos Alberto: Mesmo alternando momentos na partida, é o único capaz de desequilibrar. Na média, foi o melhor do time (junto com o Renan) - 7,0
11- Lucas Silva: Substituir o Zé Carlos não quer dizer que precisa ser lento e "
sem sangue" da mesma forma... - 5,0
12- Edson: E o Ferrero nem no banco... - 5,0
13- Luciano Almeida: Pouquíssimos minutos em campo - Sem nota
14- Eduardo: Irritante! Toda jogada é enfeitada. Muleque sem o mínimo de profissionalismo - 4,5
Ney Franco: O que esperar mais deste senhor? - 4,0